Do alto de sua experiência, Lucão e Isac viram pontos de referência na Liga das Nações

Com longa estrada na seleção brasileira, centrais estarão em quadra neste sábado (11.06), às 15h, contra os Estados Unidos

Do alto de sua experiência, Lucão e Isac viram pontos de referência na Liga das Nações

Crédito: Wander Roberto / Inovafoto / CBV

Lucão e Isac não têm em comum somente a posição em que atuam e a alta estatura. Os dois chegaram bem jovens à seleção brasileira masculina de voleibol, e hoje estão entre os mais experientes do time que busca o bicampeonato da Liga das Nações. Eles estarão em quadra neste sábado (11.06), às 15h, contra os Estados Unidos, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF), pela terceira rodada da competição. O sportv 2 transmite ao vivo.

Hoje com duas medalhas olímpicas, incluindo o ouro na Rio 2016, Lucão chegou ao time verde e amarelo aos 20 anos. Após 16 anos representando o Brasil em dezenas de competições, o central de 36 anos, é uma das referências em quadra tanto para os mais jovens, quanto para os mais experientes. 

“O central, eu fui aprendendo isso com o tempo, ele tem um papel de organizador da equipe, principalmente na parte de bloqueio, e, por consequência também a de defesa, que é o que chamamos de sistema defesa-bloqueio. E para eu, que nunca tive uma característica de ser um grande bloqueador, conseguir evoluir e fazer com que a equipe evolua junto, eu passei a estudar, a ir atrás. Hoje em dia este é um papel fundamental para um central que queira evoluir nesta parte. É preciso estar atento, buscar as informações com o banco, com as pessoas que estão ali para te passar isso, e repassar o mais rápido possível para o restante da equipe”, comentou Lucão

Se atualmente ele é uma das vozes mais experientes no grupo, é consequência do aprendizado nos primeiros anos de seleção.

“Eu costumo dizer que eu não peguei referência de um atleta e sim de uma geração inteira. Pegamos a geração mais vitoriosa do vôlei, que foi a que me antecedeu. Para eu chegar aqui eu treinei muito com eles, ali entre 2006 e 2008. Depois já assumi uma titularidade. Eu antes ficava observando os centrais, o que eles faziam, e tentar fazer alguma coisa parecida. Se eu aprendi com alguém, eu aprendi com toda uma geração. Todo o jeito de trabalhar, de focar, mesmo ganhando tudo, continuaram determinados, treinando forte”, completou.

O caminho de Isac não foi muito diferente. O central de 2,08m começou a frequentar as convocações para a seleção masculina em 2013. Naquela época, aos 22 anos, o atleta ainda estava se consolidando na carreira. Nove anos depois, é ele quem tem que passar experiência aos novatos.

“Eu estou há bastante tempo participando deste grupo. Apesar de ter mudado bastante ao longo do tempo. Eu cheguei em 2013, e tudo era novidade, eu estava aproveitando a oportunidade de vivenciar jogos em alto nível, e vestir a camisa da seleção brasileira. E hoje eu vejo que esta trajetória valeu a pena. Me dedicar ao máximo, estar a todo momento tentando melhorar. Aprendendo com os melhores, que são os que estão aqui, os melhores do país. Hoje tenho mais experiência”, comentou Isac.

Para a primeira etapa da Liga das Nações, o técnico Renan selecionou os levantadores Bruninho e Fernando Cachopa; os opostos Franco e Alan; os centrais Isac, Lucão, Flávio e Leandro Aracaju; os ponteiros Victor Birigui, Rodriguinho, Vaccari e Adriano; e os líberos Thales e Maique. A etapa de Brasília da Liga das Nações masculina é realizada pela CBV em parceria com o governo do Distrito Federal. 

A Liga das Nações reúne as 16 melhores seleções de voleibol do planeta. Em 2022, a competição será realizada em duas fases. A primeira tem três etapas. Em cada uma, os times são divididos em dois grupos e cada um joga quatro vezes. Os grupos e os confrontos de cada semana são definidos por sorteio. Os oito melhores desta fase avançam para a fase final, que acontece de 20 a 23 de julho, em Bolonha (Itália).  

Após a etapa em Brasília, a seleção masculina embarca para Sofia (Bulgária), onde enfrenta Polônia, Sérvia, Irã e Bulgária, entre os dias 21 e 26. Em seguida, encara Alemanha, Canadá, França e Japão na terceira etapa, que acontece entre 5 e 10 de julho, em Osaka (Japão). 

  • Publicado: 10/06/2022 20:20
  • Alterado: 10/06/2022 20:20
  • Autor: Redação