Data: 02/07/2020 16:35 / Autor: Redação / Fonte: PMD

FFF garante efetivação de aprendizes mesmo em meio à pandemia

Estudantes do Programa Jovem Aprendiz, que auxilia os jovens na inserção profissional, são efetivados e garantem emprego fixo


Crédito: Thiago Benedetti

Diante da pandemia de Covid-19, manter ou conquistar um emprego torna-se um desafio, afinal, para grande número de empresas, a ordem do dia é cortar custos. Porém, para sete jovens que participam do programa Jovem Aprendiz, oferecido pela Fundação Florestan Fernandes (FFF), o momento foi de um salto logo no início da carreira.

Na FFF, que é mantida pela Prefeitura de Diadema, todos eles – seis moças e um rapaz – ou conseguiram um emprego novo ou foram efetivados nas empresas em que atuavam como jovens aprendizes, o que coroa o esforço desses jovens e da FFF nesse período de pandemia.

O resultado confirma que aliar ensino técnico a uma formação cidadã e solidária é uma receita de sucesso para superar as dificuldades encontradas no mercado de trabalho.

Nathalia Feijó, uma das profissionais efetivadas, conta que as aulas de informática que recebeu na FFF lhe foram úteis no dia a dia na empresa, em que se faz uso da plataforma Excel. Além disso, ela destaca positivamente a formação abrangente que encontrou, incluindo discussões a respeito de valores éticos durante as aulas. “Passei quatro anos lá, contando PPE e Jovem Aprendiz, foi praticamente uma faculdade. Sentirei muita saudade”, afirma.

Para Victória Soares Costa Graia dos Santos, 18, que acabou de conquistar um emprego novo, os aprendizados práticos, como se comunicar no trabalho e como se comportar, foram alguns dos fatores importantes. “Eu mudei muito nesse percurso. Amadureci, passei a focar mais no que eu queria e a ter um objetivo para planejar a carreira profissional”, acrescenta.

COMO FUNCIONA

A porta de entrada para o Programa Jovem Aprendiz é o curso Preparação para o Primeiro Emprego (PPE), que é anual e tem processo seletivo realizado em janeiro. Podem participar, exclusivamente, moradores de Diadema, desde que tenham entre 15 e 20 anos de idade e estejam cursando a partir do 9º ano do Ensino Fundamental.

O encaminhamento para as empresas parceiras varia conforme a demanda de vagas e o desempenho dos alunos. Caso sejam selecionados no Jovem Aprendiz, durante um período de até dois anos, os alunos mantêm a rotina de estudo duas vezes por semana – nos outros três dias, trabalham como aprendizes cumprindo quatro horas diárias. Durante esse período, ou ao fim dele, podem ser efetivados.

“A Fundação Florestan Fernandes só não está ministrando aulas presenciais nesse período de pandemia. Atribuímos a permanência do desenvolvimento profissional dos alunos ao suporte pedagógico e psicológico oferecido pela Fundação, virtualmente. Temos certeza de que estamos cumprindo o objetivo do Programa que é aprimorar, cada vez mais, as habilidades técnicas e comportamentais dos nossos estudantes, tornando-os mais preparados para assumir funções de maior responsabilidade e, consequentemente, ser contemplado com a efetivação na empresa em que desenvolve a parte prática do curso”, diz Margareti Sanches, diretora presidente da instituição.

Nesse período de pandemia, foram efetivados nas empresas em que trabalham: Ana Beatriz Martins de Oliveira, Guilherme Pinheiro do Carmo, Mayara Carolina Ribeiro da Silva, Thayná Jamille Gomes dos Santos, Leticia de Castro Alves e Nathalia Nascimento Feijó. Já Victória Soares Costa Graia dos Santos foi jovem aprendiza em uma empresa, deixou de fazer parte dela e acabou de ser contratada em outra.

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