Debate na ACSP aborda empate entre Lula e Flávio para 2026
Debate promovido pela entidade reuniu empresários para analisar a disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro em 2026.
- Publicado: 14/09/2026 16:55
- Alterado: 14/09/2026 16:55
- Autor: Thiago Antunes
O Conselho Político e Social da ACSP reuniu parlamentares e lideranças empresariais nesta segunda-feira (14), em São Paulo, para analisar o cenário político e os desafios econômicos do país. O encontro focou na leitura detalhada das pesquisas para a disputa presidencial de 2026 e nas incertezas institucionais que afetam o ambiente de negócios.
Durante o debate, o presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, apontou falhas na condução econômica do governo federal e criticou propostas recentes. Ele citou a discussão sobre a extinção da jornada de trabalho 6×1 como uma medida tomada sem diálogo com o setor produtivo.
O executivo também mencionou os impactos do imposto sobre compras internacionais e o endividamento do setor privado. “Vemos as pequenas empresas sofrendo, grandes empresas do varejo pedindo recuperação judicial, e ninguém reage a um governo insensível às questões econômicas do país”, afirmou o dirigente.
Pesquisas eleitorais e articulação política na ACSP
O líder empresarial expressou apreensão com a perda de credibilidade do Poder Judiciário e defendeu que a classe empresarial atue diretamente para reformar o Poder Legislativo. Ele convocou os associados a buscarem representatividade efetiva no Congresso Nacional nas próximas eleições.
No painel promovido pela ACSP, a sócia do instituto de pesquisas IDEA, Cila Schumann, apresentou um panorama das intenções de voto que mostra empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, com 46% das intenções de voto cada. A analista explicou que o eleitorado da classe C nas periferias urbanas definirá o pleito.
A percepção sobre denúncias de corrupção atinge os pré-candidatos de formas distintas. A base de menor renda do atual presidente tende a relativizar as acusações por considerá-lo alvo de perseguição, enquanto as suspeitas contra o senador afetam sua imagem junto aos eleitores que priorizam a pauta ética.
Desconfiança institucional e as prioridades do eleitor
A apresentação trouxe dados sobre a percepção pública das instituições e apontou que apenas 7% dos entrevistados declaram confiança no órgão. A maioria da população avalia que os ministros da Suprema Corte tomam decisões motivadas por interesses próprios e não pela aplicação rigorosa do texto constitucional.
Ao encerrar o ciclo de debates da ACSP, os participantes reforçaram que o eleitor médio busca soluções práticas para saúde, educação e renda. O alinhamento do setor produtivo continuará focado em cobrar responsabilidade fiscal e estabilidade política para os próximos anos.