Corinthians apresenta déficit de R$ 278 milhões até julho e omite dívida em balancete
O documento, não auditado, aponta um aumento na receita operacional bruta, que atingiu R$ 472 milhões, acima do orçado, que era de R$ 402 milhões
- Publicado: 29/09/2026 15:30
- Alterado: 29/09/2026 15:31
- Autor: Redação
Na terça-feira, 29, o Corinthians apresentou o balancete mensal de suas demonstrações financeiras referente ao encerramento do período em 31 de julho de 2026. Os dados são preocupantes: o clube registrou um déficit de R$ 278,7 milhões no acumulado do ano, ultrapassando a meta estabelecida, que era de R$ 77,8 milhões.
Os números do balancete
O documento, não auditado, aponta um aumento na receita operacional bruta, que atingiu R$ 472 milhões, acima do orçado, que era de R$ 402 milhões. No entanto, o resultado do exercício foi fortemente impactado por fatores como:
- Vendas não realizadas: o orçamento previa R$ 150 milhões líquidos com a negociação de direitos federativos de atletas na primeira janela de transferências. A administração optou por postergar as operações para priorizar o desempenho esportivo na Libertadores e a valorização dos ativos.
- Custos com pessoal: estavam previstos R$ 284,9 milhões, mas o clube gastou R$ 327,4 milhões no período.
- Itens não recorrentes: pagamento da premiação pela Copa do Brasil de 2025 (R$ 32,5 milhões) e impostos sobre transação de câmbio (R$ 6 milhões).
O endividamento
O balancete esconde o endividamento do clube. No último apresentado, a dívida do Corinthians superava R$ 2,8 bilhões, sendo:
- 22,5% referentes à Arena
- 50,8% não circulante
- 26,6% circulante
Vendas seriam a solução, mas mercado fechou
Em meio a esse cenário, o Corinthians negociava a transação de André para o futebol inglês e de Bidon para o futebol turco. Todavia, ambas as negociações não ocorrera,,
Com o fechamento da janela de transferências para a Europa, até o final da temporada o clube não tem mais como negociar jogadores para o exterior. A tendência é de que o Timão precise fazer novas negociações ao final da temporada para evitar um novo déficit em 2026.