Comida Di Buteco 2013 nas Minas Gerais
Buteco. a Verdadeira Rede Social; que precisa acontecer no ABC
- Publicado: 20/03/2013 16:01
- Alterado: 20/03/2013 16:01
- Autor: Redação
De 12 de abril a 12 de maio com o slogan Buteco. A
verdadeira Rede social, o Comida di Buteco apresentará 400 petiscos onde a
linguiça e/ou mandioca serão os convidados especiais. Em 2013 o maior concurso
de cozinha de raiz do Brasil, pela primeira vez, será realizado simultaneamente
nas 16 cidades e também propõe para essa edição a unificação dos ingredientes
especiais.
Criado em 2000 com a missão de RESGATAR E VALORIZAR A
COZINHA DE RAIZ no Brasil, e estimular os pequenos estabelecimentos, botecos, à
novas criações, o Concurso Comida di Buteco vem cumprindo um importante papel
de fomento à cultura gastronômica, desenvolvimento do setor e principalmente
demarcando circuitos urbanos de sociabilidade e lazer através da boa cozinha
dos botecos. Concurso pioneiro nesse setor é um dos maiores responsáveis por
contribuir para legitimar o boteco como um importante ícone da cultura e
gastronomia nacionais.
Nesta edição, o Concurso será realizado simultaneamente em
16 cidades do Brasil, a partir 12 de abril: Belo Horizonte (MG), São Paulo
(SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) Campinas (SP), Belém (PA), Fortaleza
(CE), Manaus (AM), Ribeirão Preto (SP) e Rio Preto (SP), Ipatinga (MG), Juiz de
Fora (MG), Montes Claros (MG), Poços de Caldas (MG) Goiânia (GO) e Uberlândia
(MG). Ingredientes obrigatórios de 2013, a mandioca e/ou linguiça vão dar o
tempero especial dos pratos, totalizando mais de 400 petiscos.
Dinâmica do Concurso
Essa é a eleição do melhor boteco da cidade. Cada
participante cria um petisco para concorrer. O público e um corpo de jurados
têm que visitar os botecos e votar no local. A média entre os quesitos
avaliados garante o resultado da premiação. São avaliados de 0 a 10, a HIGIENE,
O ATENDIMENTO, A TEMPERATURA DA BEBIDA E O PETISCO ( que leva 70% da nota ). O
voto do júri vale 50% e do público 50%. O Instituto de Pesquisas Vox Populi é o
responsável pela apuração dos votos nas 16 cidades.
O perfil dos botecos
escolhidos
O Comida di Buteco escolhe para participar os botecos
classificados pela realização do concurso como “ESPONTÂNEOS”:
O espontâneo é aquele boteco em que o proprietário,
obrigatoriamente, administra o negócio; sua história e seu dia a dia comungam
com a identidade do dono, que na maioria das vezes conta com a força de
trabalho de mais pessoas da sua família.
O boteco espontâneo não faz parte de uma rede ou franquia de
marca. Vários botecos que participam são muito tradicionais, tendo de
existência, grande parte da própria vida de seus donos. Alguns passaram de pai pra filho, avô para
neto. E tem aqueles que são mais recentes, mas com alma de boteco tradicional e
espontâneo. Já nasceram com ótima relação com sua vizinhança e seguem fazendo
tradição mesmo com menos tempo de existência. São todos estabelecimentos que
tem na sua espontaneidade uma marca que os torna únicos e, portanto, especiais.
O que vale é que tenha cozinha boa, a cara do dono e alma de boteco.
O concurso como
plataforma de desenvolvimento socioeconômico
Graças à sua dinâmica e formato, estimulando a visitação aos
botecos participantes, o concurso alavanca o desenvolvimento do boteco e do
próprio setor como um todo. A mensuração de resultados feita pela realização
aponta, ano a ano, crescimento do impacto na cadeia produtiva relacionada. Em
2012 o Comida di Buteco superou todos os números nos seus indicadores: mídia
espontânea de 34 milhões; 3.3 milhões de pessoas circularam nos botecos; 3.600
empregos diretos gerados, 37 mil turistas participaram do concurso, 374 mil
tira-gostos vendidos e quase MEIO MILHÃO de votos apurados.
Ingredientes
convidados – Resgate às origens e valorização de insumos da cozinha brasileira
Em algumas de suas edições o Comida di Buteco lança aos
concorrentes um desafio a mais: utilizar na receita do petisco um ou mais
ingredientes específicos. Assim, estimula não apenas a criatividade, pois não
podem existir tira-gostos repetidos numa mesma edição, mas também propicia a
pesquisa sobre esses insumos. Em Minas Gerais na edição passada o Queijo Minas
foi obrigatório. Para surpresa da organização, muitas pessoas não sabiam
exatamente qual era o legítimo “queijo minas” e tanto os donos de botecos, como
o público, acabaram por entender melhor um dos principais ícones da cultura
alimentar mineira.
Para Eduardo Maya, gastrônomo, um dos sócios do concurso, a
inserção de ingredientes específicos em algumas edições tem o objetivo de
chamar a atenção para elementos típicos da cozinha brasileira ou que
influenciaram nossa cozinha e que representam nossa rica identidade culinária.
Ele salienta que, “o mais importante é que a escolha desses ingredientes
reforça a missão do concurso de valorizar e resgatar a cozinha de raiz. Nunca
perdemos esse foco.”
A cozinha de raiz,
matriz do Comida di Buteco
Eduardo Maya entende a COZINHA DE RAIZ como aquela que detém
os elementos que compõem a alma gastronômica e cultural de uma nação.
“Tecnicamente falando, temos uma culinária voltada para as raízes, para o
regional, para o típico, a gastronomia de história, a comida-da-casa-da-avó, a
comida que tem uma sofisticação subliminar que está exatamente na sua não
sofisticação, mas no uso do ingrediente regional mais comum, tirando dele o que
se tem de melhor. O Comida di Buteco leva as pessoas ao lugar mais genuíno onde
podemos vivenciar essa cozinha: o boteco. Nele, a cozinha de raiz encontra seu
segundo habitat, depois da casa de nossas avós. Coincidentemente, há mais ou
menos uns seis anos, a gastronomia ao redor do mundo vem enaltecendo a
culinária de raiz, e garantindo lugar de nobreza aos ingredientes, pratos e
petiscos mais típicos e que representam a identidade dos lugares.”
O surgimento do Comida di Buteco, em 2000 contribuiu e vem
contribuindo para que os donos de boteco entendam o valor da culinária que
praticam em seus estabelecimentos simples e cheios de alma.
Sobre os ingredientes de 2013, Eduardo afirma: “para 2013
fui ao óbvio, mandioca e linguiça, não menos importantes e atraentes por serem
comuns. Conhecida também como macaxeira ou aipim, a mandioca é um produto 100%
nacional. Nas minhas andanças pelo país, de norte a sul,eu comi mandioca de
alguma forma. É um produto do sudoeste da Amazônia e na era pré colombiana ele
já tinha sido levado por índios para a América Central e outros lugares da
América do Sul. Pós Colombo ela ganhou o mundo levada pelos espanhóis e pelos
portugueses. Mas é fato que ela nasceu aqui e é consumida de diversas formas em
qualquer lugar do Brasil, até mesmo na cachaça TIQUIRA, típica do Maranhão,
feita de mandioca. Não se pode falar de cozinha de raiz no Brasil sem que a
mandioca seja citada, a mandioca é uma unanimidade nacional! Por isso quisemos
homenageá-la nessa edição”, explica.
“Já a escolha da
linguiça se deu, por se tratar de um produto com raízes históricas muito
antigas e que figura nas nossas mesas, em praticamente todas as regiões do
país. Entendo que o brasileiro tem uma paixão especial pela carne e a linguiça
seria uma boa “escolta” à mandioca como convidada dessa edição”, reforça o
gastrônomo.
“A linguiça pode ter
surgido pela necessidade de preservação de alimentos, e existem diferentes
versões históricas acerca de sua origem: uma delas defende que ela existe há
500 a.c., tendo sido inventada pelos Gregos. Algumas fontes datam seu
surgimento há mais de 4000 anos; mas os registros mais exatos, remontam a 2 mil
anos, depois que os romanos começaram a espalhar o cardápio deles pela região
onde hoje está a Europa. A linguiça que
se come no Brasil tem uns oito séculos e foi criada em Portugal. Nessa edição
os botecos poderão utilizar qualquer tipo do produto, caso optem por esse
ingrediente”, finaliza.
Vale Lembrar que, para criar o petisco participante do
concurso, o dono do boteco pode eleger apenas um deles ou, se preferir, pode
ousar na dupla.
A novidade de fazer dos ingredientes convidados um
pré-requisito para todas as cidades onde é realizado o Comida di Buteco, dará o
grande tom de desafio nacional, além da simultaneidade de realização que
institui o período de abril/maio como a temporada oficial do Comida di Buteco.
Sobre Eduardo Maya
Um genuíno caçador de botecos, Eduardo visita mais de 1000
botecos por ano em todas as cidades participantes e várias outras. Ele é o
guardião da “genética gastronômica” do Comida di Buteco. Realiza um trabalho de
viagens, nacionais e internacionais de pesquisa incessante, para que o concurso
se renove ano a ano e consolide seu papel de importante plataforma de
divulgação e valorização da cozinha de raiz no Brasil. Gastrônomo autodidata,
professor de culinária, Cordon Bleu em Catering, um dos representantes do
Brasil e do Comida di Buteco no Madrid Fusión 2012 ( um dos mais importantes
eventos de gastronomia do mundo); sócio
da Free Produções – que detém a marca e realiza o Comida di Butec o; Eduardo
é o
responsável pela pesquisa e
escolha de botecos em todas as cidades
onde o concurso é realizado.
Patrocinadores de
Belo Horizonte
O Comida di Buteco tem sua realização viabilizada por
empresas que entendem seu valor como plataforma de desenvolvimento de suas
marcas, são elas:a Bohemia é a cerveja oficial do Comida di Buteco, apresentado
pela Nestlé. Essa edição do concurso conta com o patrocínio da Hellmann’s,
Prefeitura Municipal/Belotur, Gasmig/Governo de Minas; Promoção da Globo Minas;
Apoio de Trident, White Horse, Pepsi, Azeite Gallo, Doritos, Amendoim Pepsico,
Revista Encontro, PAD, São Geraldo/Gontijo, Sistema Fecomércio/SESC/SENAC, Abrasel,
Philip Morris; Apuração: Vox Populi.
Serviço
Comida di Buteco 2013 – Belo Horizonte
Data: de 12 de abril a 12 de maio
45 botecos participantes
Saideira: 19 de maio, às 12h
Local: Largo da Saideira (Av. Cristiano Machado, 3450, União)
Atrações: Skank e Mart´nalia
Ingressos para a Saideira: www.ingressorapido.com.br