Anthropic atualiza Claude e poderá ter checagem de idade de usuários

Nova política de privacidade da Anthropic entra em vigor no dia 8 de julho e prevê envio de selfies para coibir abusos criminosos.

Crédito: Unsplash

A inteligência artificial Claude passará a exigir a confirmação de identidade de usuários selecionados a partir de 8 de julho. A Anthropic, empresa desenvolvedora do sistema, atualizou suas políticas de privacidade com o objetivo central de combater fraudes e coibir abusos na plataforma.

A medida visa cumprir exigências legais e normas de segurança emergentes. O sistema de proteção foca em etapas como a checagem obrigatória de idade, diretriz implementada no início deste ano para restringir o acesso de menores aos serviços avançados.

Como funcionará a verificação no Claude

O processo de liberação de uso solicitará o envio de versões digitalizadas de documentos oficiais. O usuário precisará fotografar uma carteira de motorista, identidade ou passaporte e submeter os arquivos ao sistema integrado.

A plataforma exigirá também o envio de uma selfie ou de um vídeo curto do rosto da pessoa em casos específicos. O cruzamento das imagens comprova a titularidade do documento e desbloqueia o acesso direto ao Claude.

A nova regra se aplica a um pequeno subconjunto de usuários”, destacou Michael Aciman, porta-voz da Anthropic, confirmando o foco em perfis já sinalizados por suspeita de fraude, mas que ainda não sofreram banimento definitivo.

O mecanismo oferece uma via de recurso para as contas bloqueadas preventivamente. A conta retorna à normalidade se o indivíduo comprovar a ausência de intenções maliciosas ou infrações aos termos de uso vigentes.

Riscos de privacidade e armazenamento

A nova política levanta preocupações urgentes sobre o destino e a proteção das informações coletadas. O processamento dos dados biométricos ficará sob responsabilidade da Persona, uma plataforma corporativa global focada em validação digital.

A desenvolvedora omitiu o prazo exato de retenção das fotografias e vídeos em seus servidores. O silêncio sobre a arquitetura de proteção gera dúvidas no mercado em relação ao combate contra vazamentos e acessos indevidos.

A direção da empresa negou ligações entre a coleta documental e a suspensão recente dos modelos Fable e Mythos. Uma determinação da Casa Branca bloqueou acessos estrangeiros anteriormente e forçou a paralisação momentânea da oferta das ferramentas.

O documento atualizado confere amplos poderes à companhia norte-americana para exigir dados pessoais em diferentes frentes. A investigação de crimes virtuais, a prevenção de abusos e a administração de contas justificam as recentes mudanças estruturais do Claude.

  • Publicado: 23/06/2026 11:16
  • Alterado: 23/06/2026 11:16
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Anthropic

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