Cetesb aponta queda de poluição em afluentes do Tietê em SP

No Dia do Rio Tietê, Cetesb confirma recuo de 23% na poluição em afluentes da metrópole e retração de 64 toneladas diárias de esgoto

Cetesb aponta queda de poluição em afluentes do Tietê em SP

Crédito: Divulgação/Governo de SP

Levantamento divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), aponta que seis importantes afluentes do Rio Tietê na capital apresentaram queda nos níveis de poluição orgânica nos últimos dois anos.

O anúncio oficial ocorreu nesta terça-feira (22), em alusão ao Dia do Rio Tietê, correlacionando a melhora do ecossistema hídrico aos avanços nas obras de coleta e tratamento de esgoto conduzidas pela Sabesp impulsionadas após a desestatização da companhia, além das ações contínuas do programa estadual IntegraTietê.

Imagem Ilustrativa Tietê
Divulgação

A maior retração no índice de Carbono Orgânico Total (COT), indicador que afere a concentração de matéria orgânica decorrente do descarte de esgoto in natura, foi registrada no Rio Cabuçu de Cima, na Zona Norte da capital. O corpo d’água registrou redução de 31% na concentração de poluentes, caindo de 39 mg/L em 2024 para 27 mg/L no recorte recente entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro de 2026.

Os rios Aricanduva e Cabuçu de Baixo vêm na sequência, ambos com diminuição de 26% nos índices de contaminação. O levantamento positivo contempla ainda o Córrego Carandiru/Carajás (queda de 14%), o Rio da Pedra (redução de 13%) e o Rio Tamanduateí (melhora de 11%).

Impacto das bacias de drenagem e balanço do programa IntegraTietê

A relevância da despoluição pondera a extensão do território atendido por cada corpo hídrico, a chamada área de drenagem. O Tamanduateí, embora tenha registrado a menor variação percentual de melhoria (11%), possui a maior bacia da lista, abrangendo 330,6 km² de áreas altamente urbanizadas do Grande ABC e da capital, exercendo impacto direto na vazão do Tietê.

Ao analisar o conjunto dos 30 afluentes monitorados na Região Metropolitana, a concentração média de matéria orgânica recuou de 26 mg/L em 2024 para 20,1 mg/L em 2026, representando uma diminuição consolidada de 23% na poluição orgânica do ecossistema hídrico da Grande São Paulo.

Guarulhos Tietê
Divulgação Semil

“A recuperação do Tietê começa dentro dos bairros, nos córregos e rios que recebem a água da cidade. Com a ampliação das obras da Sabesp, após a desestatização, mais esgoto passou a ser coletado e tratado. O monitoramento permite verificar onde esse avanço já aparece e onde é preciso concentrar esforços”, explica Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado.

O reflexo direto nas calhas principais do Tietê apontou uma redução de 218 para 154 toneladas diárias de carga orgânica lançadas na saída da Região Metropolitana recuo de 29%. Sob o escopo do programa IntegraTietê, o Governo de São Paulo injetou R$ 22 bilhões em aportes que conectaram 1,5 milhão de residências à rede coletora oficial.

Daniela Ferreira

  • Publicado: 22/09/2026 11:24
  • Alterado: 22/09/2026 11:24
  • Autor: Daniela Ferreira