Centro TEA Paulista treina policiais militares em São Paulo
O Centro TEA Paulista realiza treinamento com policiais militares de SP para aprimorar o acolhimento e a abordagem a pessoas com autismo
- Publicado: 17/07/2026 16:56
- Alterado: 17/07/2026 17:39
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: SEDPcD
O Centro TEA Paulista, equipamento da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), realizou nesta sexta-feira (17) um treinamento estratégico voltado a policiais militares. O objetivo central da atividade foi instruir o efetivo sobre as melhores abordagens e técnicas de condução em ocorrências que envolvam pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Desta vez, a ação direcionou-se ao contingente do 23º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano. A unidade atua na zona oeste de São Paulo, cobrindo bairros populosos como Vila Madalena, Pinheiros, Itaim Bibi, Jaguaré e Butantã.
Foco em sensibilidade técnica e acolhimento
O treinamento promovido pelo Centro TEA Paulista visa mitigar ruídos de comunicação em abordagens emergenciais. Durante a abertura do evento, o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, reforçou o papel pedagógico do espaço.
“São locais de referência não só pelo atendimento, mas também pelas orientações oferecidas para várias categorias que precisam ter uma postura mais sensível e técnica ao lidar com pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, destacou o secretário Marcos da Costa.
Estratégias de abordagem e comunicação periférica
A instrução foi conduzida pela psicóloga Melissa Ferreira, integrante do corpo técnico do Centro TEA Paulista. A especialista detalhou as reações neurodesenvolvimentais mais recorrentes e forneceu diretrizes práticas para evitar o agravamento de crises em ambientes de estresse crônico.
De acordo com as orientações técnicas transmitidas aos policiais, o protocolo de abordagem deve priorizar:
- Linguagem objetiva: Evitar metáforas ou comandos ambíguos.
- Tom de voz: Manter a fala calma, porém firme, para transmitir previsibilidade.
- Controle de estímulos: Minimizar o uso de luzes e sirenes quando a situação estiver sob controle, respeitando a hipersensibilidade sensorial comum no TEA.
- Gerenciamento de tempo: Respeitar o tempo de processamento de dados do indivíduo antes de adotar medidas físicas invasivas.
Impacto social e replicação do modelo
O Transtorno do Espectro Autista envolve particularidades na comunicação e comportamento que demandam preparo especializado do Estado. Desde a sua criação, o Centro TEA Paulista já capacitou mais de quatro mil pessoas. O público-alvo inclui professores, gestores públicos, profissionais de saúde e agentes de segurança pública.
O trabalho contínuo do Centro TEA Paulista busca solidificar uma rede estadual preparada para o acolhimento técnico, reduzindo conflitos e garantindo os direitos fundamentais dos cidadãos neurodivergentes em São Paulo.