Campinas ganha novo data center para inteligência artificial
Projeto em Campinas terá capacidade inicial de 216 MW e investimento superior a US$ 500 milhões, com operação prevista a partir de 2027
- Publicado: 23/08/2026 15:00
- Alterado: 23/08/2026 15:00
- Autor: Gabriel de Jesus
Campinas avança na corrida pela infraestrutura de inteligência artificial com o início das obras de um novo campus de data centers dedicado ao processamento de cargas de trabalho de IA. O projeto da Terranova prevê capacidade inicial de 216 MW de tecnologia da informação (TI), investimento superior a US$ 500 milhões e novas etapas de expansão até 2029.
Batizado de Campus Campinas, o complexo será construído em uma área de aproximadamente 944 mil metros quadrados no Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS). Cerca de 115 mil metros quadrados serão destinados às instalações, enquanto outras áreas serão preservadas ou destinadas ao município.
Campinas amplia infraestrutura para IA
O novo empreendimento coloca Campinas entre os principais polos brasileiros de infraestrutura voltada à inteligência artificial. Segundo a Terranova, o complexo está entre os primeiros da América Latina concebidos especificamente para suportar cargas de trabalho de IA em larga escala.
A primeira fase terá 216 MW de capacidade de TI. Com as expansões previstas, o campus poderá alcançar 386 MW. A estrutura energética contará inicialmente com uma subestação de 300 MW, com possibilidade de ampliação para até 1 GW.
É importante diferenciar os números: a capacidade de 1 GW corresponde à infraestrutura energética futura, enquanto os 386 MW representam a capacidade destinada aos equipamentos de tecnologia da informação.
Data center terá resfriamento líquido
Um dos diferenciais do projeto de Campinas será o sistema de resfriamento líquido em circuito fechado. A tecnologia foi escolhida para atender servidores de alta densidade utilizados no processamento de inteligência artificial.
Segundo a Terranova, o sistema reduz a energia necessária para o resfriamento e praticamente elimina o consumo de água nessa etapa da operação.
O empreendimento também foi projetado para acompanhar o aumento da demanda por processamento de dados, especialmente diante da expansão de aplicações de inteligência artificial e computação em nuvem.
Obras devem gerar milhares de empregos
A construção do data center em Campinas deve mobilizar cerca de 3 mil trabalhadores diretos e indiretos no pico das obras. Para a fase de operação, a empresa estima aproximadamente 650 profissionais ao longo de cinco anos.
A Terranova também pretende estabelecer parcerias com universidades, centros de pesquisa e instituições de capacitação da região para formar mão de obra especializada.
A primeira etapa do projeto está prevista para entrar em operação em 2027, enquanto a implantação completa deve avançar até 2029.
Com o novo investimento, Campinas reforça sua posição como polo tecnológico e passa a receber uma infraestrutura de grande escala voltada especificamente às demandas da inteligência artificial.