Data: 15/02/2019 13:17 / Autor: Redação ABCdoABC / Fonte: Lilian Trigo

Oscar 2019: Chegou a hora de Lady Gaga?

Ela é talentosa, famosa e super premiada. Não falta nada para Lady Gaga… só o Oscar.


Cantar sempre foi parte importante da vida de Stefani Germanotta. Na adolescência passava o dia ouvindo Madonna, Cyndi Lauper, Blondie, David Bowie e os musicais da Broadway. Aos 17 anos já compunha e se apresentava no circuito musical novaiorquino. Dona de uma voz única estava destinada ao sucesso, mas foi só quando mudou seu nome que as coisas começaram a acontecer. Stefani saia de cena e surgia Lady Gaga.

Depois de 12 anos de carreira, 5 discos lançados e 109 prêmios conquistados, nada mais natural que ela tentasse alçar outros voos. Suas performances em shows e vídeos deixavam claro qual seria o caminho. Antes da fama, ela tinha feito uma minúscula ponta em “Família Soprano”, nos idos de 2001. Já como Lady Gaga, atuou em “MIB³ - Homens de Preto 3”, “Machete Mata” e “Sin City: A Dama Fatal”, sem contar uma aparição no filme dos Muppets e uma participação em “História de Horror Americana: Hotel”. 

Quando Bradley Cooper desengavetou a nova versão de “Nasce uma Estrela”, não tinha a menor ideia de quem seria a protagonista. Com pretensões modestas para seu filme de estreia, Bradley nem sonhava em ter Lady Gaga no projeto. Tudo mudou quando os dois se encontraram durante a temporada de premiações de 2016. Gaga se apaixonou pelo roteiro e o resultado é a química impressionante que transcende as telas. Sucesso indiscutível de público e crítica, até o momento o filme faturou 418 milhões de dólares, mais de 10 vezes o que custou.

Se o prêmio para a canção “Shallow”, composta por ela, Andrew Wyatt, Anthony Rossomando e Mark Ronson, é dado como certo, o Oscar de melhor atriz tem um grande empecilho pela frente: a genial Glenn Close, que nunca venceu, está indicada pelo drama “A Esposa”. A seu favor, Gaga tem o fato de Hollywood adorar cantoras que se arriscam em papéis dramáticos. De Ginger Rogers a Cher, foram nove as moçoilas que conquistaram a preciosa estatueta.

Vinda do teatro vaudeville, Ginger Rogers ficou conhecida pelos musicais em que fazia dupla com Fred Astaire. Cantora e bailarina, em 1941, mostrou que também era uma atriz séria quando venceu o Oscar pelo drama “Kitty Foyle”.

A música sempre esteve presente na vida de Judy Holliday. Com a mãe, professora de piano, ela aprendeu as primeiras notas e acordes. No colégio encantou-se pela atuação e depois de formada partiu para tentar a vida em Nova York. Depois de uma série de pequenos papéis no cinema, em 1949, teve a oportunidade de repetiu nas telas a personagem que já tinha interpretado nos palcos, na adaptação de “Nascida Ontem”. Venceu como melhor atriz, batendo as favoritas Bette Davis e Gloria Swanson. 

Shirley Jones começou a cantar aos 6 anos. Sua bela voz logo chamou a atenção e, em pouco tempo, ela já estava atuando na Broadway em importantes produções como “South Pacific” e “Oklahoma”. Em 1955, mudou-se para Hollywood onde estrelou “Carrossel”, a adaptação do musical de Rodgers e Hammerstein. Cinco anos depois, em 1960, cansada do rótulo de boa moça, Shirley fez uma escolha ousada: interpretar a vingativa prostituta Lulu Bains no filme “Entre Deus e o Pecado”. O resultado foi o Oscar de melhor atriz coadjuvante.

Rita Moreno foi a primeira atriz a ganhar todos os maiores prêmios do entretenimento: Oscar, Emmy, Tony e Grammy. Aos 14 anos fez sua estreia na Broadway e nunca mais parou de trabalhar. Mas foi como Anita, em “Amor, Sublime Amor”, que ela encantou e conquistou a estatueta dourada como coadjuvante. 

A britânica Julie Andrews começou a cantar ainda na infância, quando seu padrasto descobriu que ela tinha uma voz impressionante, que alcançava 4 oitavas. Até os 20 anos se apresentou no West End, bairro teatral londrino, quando partiu para os Estados Unidos. Na Broadway interpretou Eliza Doolittle em “Minha Bela Dama”, mas perdeu o papel para Audrey Hepburn quando, em 1964, a peça virou filme. No mesmo ano protagonizou um despretensioso filme da Disney sobre uma babá dotada de poderes mágicos. “Mary Poppins” ganhou cinco Oscars, incluindo o de melhor atriz para Julie. 

Barbra Streisand dispensa comentários. Com mais de 55 anos de carreira, Babs é considerada uma das maiores vozes da música americana. Começou a carreira, nos anos 60, no teatro. Em 1964, interpretou a lendária Fanny Brice na peça “Funny Girl” e fez tanto sucesso que, 4 anos depois, foi convidada a repetir a dose, desta vez no cinema. Na noite do Oscar, uma surpresa inédita: um empate entre Streisand e a veteraníssima Katharine Hepburn.

Filha da atriz Judy Garland, Liza Minnelli fez sua primeira aparição diante das câmeras com apenas 14 meses. Passou seus anos de formação atuando na Broadway. A grande virada veio com “Os Anos Verdes”, seu primeiro filme, que chamou a atenção da Academia e lhe garantiu uma indicação como atriz coadjuvante. Três anos depois, ela estava de volta, na pele de Sally Bowles, para receber o Oscar de melhor atriz, conquistando o prêmio que sua mãe nunca venceu. 

Para muitos, Cher é apenas a extravagante diva pop. Ledo engano! Na estrada há mais de quatro décadas, ela viveu os altos e baixos da fama, do retumbante sucesso da dupla Sonny & Cher ao amargo ostracismo. No cinema, sua primeira aparição foi no drama “Silkwood, Retrato de uma Coragem”, ao lado de Meryl Streep, que lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar. Quatro anos depois, em 1987, sua interpretação da desencantada viúva Loretta, na comédia romântica “Feitiço da Lua”, lhe rendeu a tão cobiçada estatueta.

Antes de participar da terceira temporada de “American Idol”, Jennifer Hudson cantava no coral da igreja, em bares e até em cruzeiros marítimos. Mesmo sem ter vencido o reality show, sua voz impressionou os executivos do selo musical J Records, o que lhe valeu um contrato de gravação. Na mesma época, participou de um teste para o papel de Effie White no filme “Dreamgirls”, vencendo centenas de concorrentes. O sucesso do filme garantiu a Jennifer indicações para todos os prêmios importantes do cinema. Na noite do Oscar de 2007, ela levou para casa o prêmio, superando ninguém menos que Cate Blanchett. 

Caso saia vencedora na cerimônia do próximo dia 24, Lady Gaga entrará para esse seleto grupo de mulheres. O que, convenhamos, não é pouca coisa.

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