Brasil terá 5 jovens na Olimpíada de Astronomia 2026
Classificados pela Olimpíada Brasileira de Astronomia, cinco estudantes viajam ao Paraguai para participar de testes em planetário e trabalhos em equipe
- Publicado: 26/10/2026 10:39
- Alterado: 26/10/2026 10:39
- Autor: Daniela Ferreira
Uma delegação formada por cinco estudantes brasileiros viaja ao Paraguai para disputar a XVIII Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA 2026), que acontece entre os dias 1º e 9 de novembro de 2026. A equipe nacional foi selecionada por meio de um processo classificatório que teve início nas fases eliminatórias da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
O Brasil será representado pelos estudantes Alexandre Monte Mitoso Ribeiro, Rodrigo Marinho dos Santos, David Luis Holanda Ferro, Paulo Isidro Reis de Lima e Maria Beatriz Mesquita Ximenes.
Desafios práticos, telescópios e equipes multinacionais
Durante a programação da OLAA 2026, os jovens talentos enfrentam provas teóricas individuais e exames de avaliação em planetário, além de atividades de observação e localização de corpos celestes em céu aberto. A competição inclui também testes de manuseio técnico de telescópios e a montagem e disparo de minifoguetes experimentais.

Um dos pilares do evento latino-americano consiste nas etapas cooperativas, nas quais os participantes integram grupos multinacionais com representantes de diferentes delegações. A metodologia incentiva a troca de conhecimentos práticos e a integração científica regional, complementada por visitas técnicas a observatórios e centros científicos no Paraguai.
“O formato da olimpíada transcende a teoria pura ao desafiar os estudantes na construção de foguetes, operação óptica e identificação celeste, estimulando a vocação de novos pesquisadores nas áreas espaciais.”
Etapas de seleção e treinamento dos competidores
Para alcançar as delegações do circuito internacional, os alunos do ensino médio precisam atingir média mínima de 7 pontos na prova da OBA, enquanto para o 9º ano do ensino fundamental a exigência inicial é de pontuação igual ou superior a 9. Os habilitados avançam para a fase presencial e para o Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica (TSA²).

Na etapa preparatória, 45 jovens ingressam no treinamento avançado, com reserva mandatória de 10 vagas para mulheres, cinco para estudantes do primeiro ano do ensino médio e cinco para alunos de escolas públicas. Desse grupo saem as cinco vagas titulares para a OLAA, os cinco titulares da Olimpíada Internacional (IOAA) e mais cinco suplentes.
A OBA é promovida pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em articulação com a Agência Espacial Brasileira (AEB), com chancela do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do CNPq, da Força Aérea Brasileira e de instituições parceiras.