Data: 20/06/2019 10:43 / Autor: Redação ABCdoABC / Fonte: Estadão Conteúdo

Russos serão julgados no caso da Malaysia Air

A Equipe de Investigação Conjunta responsabilizou na quarta-feira, 19, três russos e um ucraniano pelo envolvimento na queda do voo MH17 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia em 2014


Reconstrução da cabine do voo MH17 da Malaysia Airlines abatido no leste da Ucrânia em 2014.
Reconstrução da cabine do voo MH17 da Malaysia Airlines abatido no leste da Ucrânia em 2014.

Crédito: Reprodução

Eles serão levados à Justiça na Holanda em 2020.

Em entrevista na cidade holandesa de Nieuwegein, o promotor-chefe holandês, Fred Westerbeke, e o chefe da polícia, Wilbert Paulissen, anunciaram que serão emitidas ordens de detenção internacional para os russos Sergei Dubinski, Oleg Pulatov e Igor Girkin, e para o ucraniano Leonid Kharchenko.

Além disso, será feito um pedido à Rússia para que interrogue os suspeitos como assistência legal ao processo judicial, embora não seja possível reivindicar a extradição porque a Constituição tanto da Rússia quanto da Ucrânia, proíbem a entrega de seus cidadãos a outros países.

Holanda e Austrália responsabilizaram a Rússia pela queda do avião, pois uma brigada do país forneceu o sistema que lançou o míssil BUK que causou a tragédia, na qual morreram 298 pessoas - sendo 193 holandeses. Os acusados poderão ser julgados à revelia pois não se espera que a Rússia entregue os suspeitos, segundo a JIT.

Os investigadores do grupo Bellingcat, que analisaram 150 mil conversas telefônicas entregues pelos serviços de segurança da Ucrânia, publicaram ontem um novo relatório no qual identificam, com nomes, sobrenomes e fotografias, oito agentes russos e insurgentes ucranianos envolvidos na queda do avião.

Em 17 de julho de 2014, o voo MH17 da Malaysia Airlines foi derrubado no leste da Ucrânia, zona de conflito entre o Exército ucraniano e os separatistas pró-Rússia. O voo fazia a rota de Amsterdã a Kuala Lumpur e foi abatido por um míssil terra-ar disparado de uma zona controlada por milícias separatistas pró-Rússia.

O Conselho de Segurança da Holanda concluiu que se tratava de um míssil BUK de fabricação russa. Em nota, a Rússia lamentou as acusações da equipe de investigadores, considerando-as "totalmente infundadas". O governo da Ucrânia pediu à Rússia que reconheça sua "responsabilidade" no episódio.

Em 17 de julho de 2014, o voo MH17 da Malaysia Airlines foi abatido por um míssil terra-ar disparado de uma zona controlada por milícias separatistas pró-Rússia.
Em 17 de julho de 2014, o voo MH17 da Malaysia Airlines foi abatido por um míssil terra-ar disparado de uma zona controlada por milícias separatistas pró-Rússia.

Crédito: Reprodução

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