Data: 13/10/2021 15:38 / Autor: João Pedro Mello / Fonte: ABCdoABC

Presidente do Senado acredita em depoimento de André Mendonça em algumas semanas

Para Rodrigo Pacheco não deve demorar para ocorrer a sabatina de André Mendonça


Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Com indicação travada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), André Mendonça, nome de confiança do presidente da República Jair Bolsonaro (Sem Partido), para assumir o Supremo Tribunal Federal (STF), deve ser analisada pela CCJ nas próximas semanas.

Em recente entrevista, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), revelou que a oitiva de André Mendonça é de suma importância por se tratar de fato de uma prerrogativa do presidente da República, além de se tratar de uma atribuição constitucional do Senado Federal de se fazer a avaliação.

Oficializada em meados de agosto, a indicação do ex-ministro da Advocacia-Geral da União do presidente Jair Bolsonaro, segue parada por três meses e só poderá ser liberada, após a aprovação por parte da comissão, seguida pelo plenário da Casa Legislativa, ou seja, até que seja apreciada, seguirá o impasse antes que se possa assumir o cargo.

O presidente do Senado, revelou ainda que acredita no “diálogo e compreensão recíproca de todos” para superar os impasses com o senador e presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que por hora travam o nome do presidente Bolsonaro.

Além disso, ele espera também que o Senado Federal no Plenário possa designar um esforço extra com a presença de todos os senadores para que haja votação secreta e individual dessas indicações, inclusive na indicação no ministro do Supremo.

"Eu acredito muito que o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre, possa realizar na CCJ um esforço concentrado para as indicações que lá estão pendentes, assim como as demais comissões, afirmou Pacheco.

A demora para sabatina do ex-ministro da Advocacia-Geral da União, vem causando embaraço ao Senado, em meio aos movimentos de uma possível paralisação enquanto é marcado a sabatina de Mendonça. A retaliação é vista com pessimismo em um país que segundo Pacheco, “passa por problemas gravíssimos”.

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