Data: 10/06/2021 18:59 / Autor: Redação ABCdoABC / Fonte: Estadão Conteúdo

Polícia Civil investiga origem do tiro que matou jovem grávida no Rio

A Polícia Civil do Rio investiga quem teria disparado o tiro que matou Kathlen de Oliveira Romeu, atingida por uma bala perdida de fuzil quando caminhava com a avó por Lins de Vasconcelos


Familiares de Kathlen  dizem que não houve troca de tiros; só a Polícia atirou
Familiares de Kathlen dizem que não houve troca de tiros; só a Polícia atirou

Crédito: Reprodução

A designer de interiores, de 24 anos, estava grávida de 14 semanas, e morreu ao chegar ao hospital. O bebê também não resistiu. A avó saiu ilesa.

A Polícia Militar afirma que policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foram atacados por criminosos, quando estavam em uma localidade chamada "Beco da 14”, e reagiram. Eles só souberam que Kathlen havia sido atingida quando o tiroteio terminou, sem que ninguém fosse preso.

A Delegacia de Homicídios da capital já ouviu cinco dos 12 policiais militares que participaram da ação. Segundo a polícia, o cabo Marcos Felipe da Silva Salviano disse ter trocado tiros com quatro criminosos, todos armados e pelo menos um deles portando fuzil, por volta das 14h15 da terça-feira.

O PM afirmou ter disparado cinco vezes de fuzil e disse que seu colega cabo Rodrigo Correia de Frias atirou duas vezes. Ele não soube dizer sobre tiros disparados por outros policiais.

A Polícia Civil não encontrou, no local em que Kathlen morreu, cápsulas deflagradas, que pudessem facilitar a identificação do autor dos disparos. Isso prejudicou a perícia. A PM garante que não alterou o local do crime, antes da perícia.

A família da vítima diz que o tiro que matou a designer de interiores foi disparado por um policial. "Avisa ao major Blaz (porta-voz da PM) que esta historinha que é contada há anos na televisão que foi troca de tiros, que a polícia foi recebida a tiros.. quem foi recebida a tiros foi a minha filha. Eu fui informada por todos de que não foi troca de tiros", afirmou ao portal G1 a mãe de Kathlen, Jaqueline de Oliveira Lopes.

Segundo a avó da designer, Sayonara Fátima, que estava com ela na hora do tiroteio, os PMs resistiram a socorrer sua neta: "Eles não queriam nem que ela entrasse no carro. Eu falei: 'Me leva, nem que for na caçamba', mas eles conseguiram levar. Eles socorreram porque eu gritei", afirmou ao G1.

A PM afirma que, assim que soube da mulher ferida, prestou socorro levando-a ao hospital Salgado Filho, no Méier (zona norte), mas ela morreu.

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