Data: 19/05/2020 17:17 / Autor: Redação ABCdoABC / Fonte: Estadão Conteúdo

Pesquisa do Sebrae aponta dificuldade na obtenção de crédito microempreendedores

Levantamento feito pelo Sebrae, em parceria com a FGV, mostra crescimento da busca por crédito por pequenos e micro empreendedores que têm quedas na receita pela crise do coronavírus.


Sebrae aponta que microempreendedore têm tido dificuldades em conseguir créfito
Sebrae aponta que microempreendedore têm tido dificuldades em conseguir créfito

Crédito: Reprodução

Segundo a pesquisa, no período entre 7 de abril e 5 de maio deste ano, aumentou em oito pontos porcentuais a quantidade de empresários que buscaram crédito. Entretanto, o mesmo estudo apurou que apenas 14% tiveram sua solicitações aprovadas, enquanto os outros 86% dos empreendedores entrevistados dizem que seus pedidos foram negados ou ainda estão sob análise da instituição financeira.

A pesquisa é a terceira de uma série iniciada pelo Sebrae em março de 2020, logo após os primeiros casos da covid-19 serem confirmados no Brasil, chamada Pesquisa do Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios. Para esta edição, foram ouvidos 10.384 microempreendedores individuais (MEI) entre os dias 30 de abril e 5 de maio.

O estudo também revela que 89% dos pequenos negócios tiveram queda no rendimento mensal. 4% não perceberam alteração de faturamento, apenas 2% conseguiram registrar aumento de receita no período e 5% não quiseram responder. Na média, o faturamento foi 60% menor que no período pré-crise, calcula a pesquisa. O número registrado é um pouco menor do que foi observado nas duas pesquisas anteriores, de 64% em março e 69% em abril.

Mesmo com a acentuada perda de receita, a 3ª Pesquisa do Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios mostra baixa adesão dos pequenos empreendedores a busca por crédito junto aos bancos, confirmando uma tendência já apontada em outras pesquisas do Sebrae.

Dentre os empresários entrevistados, 62% não fizeram solicitações por créditos desde o começo da pandemia. Entre as fontes alternativas, eles citam a ajuda com parentes e amigos (43%), instituições de microcrédito (23%) e negociação de dívidas com fornecedores (16%). Dos que recorreram às ofertas de crédito, 88% o fizeram com instituições financeiras.

O levantamento ainda indica que a pandemia afetou o funcionamento da maioria dos empreendimentos, com 44% dos entrevistados tendo que interromper a operação do negócio, pois dependem do funcionamento presencial, e outros 32% relatando maior uso de plataformas digitais para manter as atividades. Já 12% disseram manter a operação mesmo sem estrutura digital, enquanto 11% funcionam sem alterações, por outras razões, estarem entre os segmentos listados como serviços essenciais. Os setores que mais apresentaram perdas foram o da economia criativa (-77%), Turismo (-75%) e Academias de Ginástica (-72%).

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