Data: 12/07/2020 11:18 / Autor: Redação ABCdoABC / Fonte: Estadão Conteúdo

MMA - José Aldo é triturado e Jéssica “Bate-Estaca” Andrade perde no UFC 251

Valendo o cinturão, em 3 minutos no último round, José Aldo recebe saraivada de golpes na cabeça e cai. Juiz deixou Aldo apanhar; Jéssica “Bate-Estaca” desconfigura adversária, mas perde


Crédito: Reprodução Twitter

Polêmica faz parte do UFC e, quando o causador é o juiz, os ânimos se acirram. No último round, o árbitro Leon Roberts deixou José Aldo ser duramente castigado por longos três minutos, e não parou a luta. Neste “curto” período o atleta recebeu incríveis 62 fortes golpes na cabeça quando interrompeu a luta. Pela contagem oficial do UFC foram desferidos 113 golpes em 3min24s do quinto round, sendo 62 desses verdadeiras marretadas. E a plateia especializada reagiu: “Que m***, juiz. Você está aí para proteger o lutador, seu estúpido. Se eu estivesse no corner, teria jogado a toalha”, tuitou Gilbert Durinho; Vitor Belfort seguiu a linha “Essa luta deveria ter terminado muito antes. Isso foi desnecessário”, postou; Shaheen Al-Shatti, jornalista especializado publicou “Cara, isso deveria ter sido parado 2 minutos e 300 golpes desnecessários antes”, “Terrível, horrível, decisão sem desculpas do juiz Leon Roberts em deixar Aldo ser espancado por tanto tempo com golpes tão pesados”, analisou Kevin Iole, outro lendário jornalista do meio das lutas.

Embate entre Junior Cigano e Gilbert Durinho no Twitter mostra como o esporte divide opiniões: “Agora, temos que reconhecer a ótima performance do árbitro, não se deixou impressionar e só parou a luta quando Aldo já estava sem chances de defesa. Parabéns a ele. Difícil de ver isso hoje em dia”, postou Cigano e, imediatamente, contestado por Durinho: “Gosto muito de você irmão e te respeito muito! Mas discordo completamente. O árbitro errou e errou feio! Se eu estivesse no corner jogaria a toalha!”,

VAMOS FALAR DA LUTA

Entrando como azarão na luta pelo cinturão vago do peso-galo no UFC 251, na "Ilha da Luta", em Abu Dabi, nos Emirados Árabes, José Aldo não resistiu ao russo Petr Yan e foi nocauteado aos 3min24s do quinto round após uma série de fortes golpes sofridos no chão.

Assim, o brasileiro, que recentemente se colocou entre os três melhores da história do UFC, não conseguiu cumprir a promessa de trazer o cinturão e perdeu a oportunidade de se tornar o oitavo lutador da história do Ultimate a ser campeão em duas categorias de pesos diferentes.

O ex-campeão do peso-pena teve bons momentos no combate e chances para vencer, mas não foi páreo diante da agressividade e do bom preparo físico do oponente russo. Depois de quatro rounds equilibrados, o que desmontou o "Campeão do Povo" foi um duro golpe de esquerda sofrido no quinto assalto. Cansado, ele sofreu golpes de forma consecutiva no chão até que a luta foi interrompida, decretando o nocaute técnico e vitória de Petr Yan, que segue invicto e engatou o sétimo triunfo seguido.

O evento também teria outro brasileiro lutando pelo cinturão, mas Gilbert Durinho recebeu diagnóstico positivo para o coronavírus e foi afastado. Ele foi substituído por Jorge Masvidal, que foi facilmente derrotado por nigeriano Kamaru Usman. O nigeriano venceu por decisão unânime (50-45, 50-45 e 49-46) e permaneceu com o cinturão dos meio-médios.

Na outra disputa de cinturão da noite, o australiano Alexander Volkanovski superou o americano Max Holloway por decisão dividida (48-47, 47-48 e 48-47), no co-evento principal e manteve o título do peso-pena.

MULHERES

Duas mulheres abriram o card principal do UFC 251 e obtiveram resultados diferentes. Em ascensão, a brasileira Amanda Ribas atropelou a americana Paige VanZant ao finalizá-la com uma chave de braço aos 2min21s no primeiro round do duelo do peso-mosca. Ela alcançou a sua quarta vitória no Ultimate e manteve a sua invencibilidade.

Jéssica "Bate-Estaca" Andrade mostrou evolução e parecia que aplicaria um novo nocaute em Rose Namajunas, mas a americana aguentou a pressão da brasileira e conseguiu sua revanche ao sair com uma vitória por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28) no duelo de ex-campeãs do peso-palha.

BRASILEIROS

Outros cinco brasileiros subiram ao octógono na Ilha da Luta para disputas no card preliminar na noite deste sábado. Três saíram vitoriosos e dois foram derrotados. Na luta entre compatriotas, Karol Rosa venceu Vanessa Melo por pontos (30-26, 30-26 e 30-27), na disputa do peso-galo.

Depois, o peso-leve Léo Santos encarou o estreante russo Roman Bogatov e triunfou por decisão unânime dos juízes (triplo 29-26), mantendo-se invicto no UFC. O seu oponente chegou a acertar três golpes ilegais - na região genital, uma dedada no olho e uma joelhada ilegal na cabeça.

Já Raulian Paiva superou uma dura luta diante do cazaque Zhalgas Zhumagulov por decisão unânime (triplo 29-28). O lutador peso-mosca do Amapá não teve seus treinadores titulares no córner porque eles testaram positivo para a covid-19 e foram retirados do evento.

Quem não deixou o octógono vitorioso foi Elizeu Capoeira. Em luta polêmica, ele perdeu para o russo Muslim Salikhov por decisão dividida. A vitória parecia encaminhada ao brasileiro, uma vez que ele acertou os golpes mais potentes e claros nos dois primeiros rounds do combate, mas dois dos três juízes viram diferente.

Um assinalou 29-28 (dois rounds a um) para Capoeira, outro viu 29-28 para Salikhov e o terceiro apontou, de forma controversa, 30-27 (três rounds a zero) para o russo. O brasileiro prometeu pedir revisão da decisão.

Comente aqui