Data: 15/06/2019 10:25 / Autor: Redação ABCdoABC / Fonte: Estadão Conteúdo

Michael Klein compra ações do GPA e vira dono da Via Varejo

Empresário adquiriu R$ 100 milhões em ações do Grupo Pão de Açúcar, tornou-se o maior acionista individual e retoma a condução da empresa fundada por seu pai, Samuel Klein


Crédito: Reprodução

O empresário Michael Klein voltou a ser dono da Via Varejo, rede varejista controladora das marcas Casas Bahia e Ponto Frio. Klein, que acompanhou as negociações de compra dos papéis da Via Varejo no escritório da XP Investimentos, em São Paulo, adquiriu ontem, 14, R$ 100 milhões em ações, ou cerca de 1,6% do capital. Como ele já detinha 25% dos papéis, tornou-se o maior acionista individual.

Inicialmente, a ideia do empresário era comprar R$ 300 milhões dos R$ 2,2 bilhões em ações colocados à disposição no leilão da B3 ontem, pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA). Ficou com menos ações do que pretendia adquirir por conta da alta demanda pelos papéis. O restante ficou na mão de fundos e demais investidores. A demanda no leilão chegou, em determinado momento, a R$ 3,7 bilhões, bem acima do volume oferecido pelo GPA, que saiu totalmente do negócio.

DE VOLTA À ORIGEM
Klein já havia sido presidente do conselho da Via Varejo quando a rede foi criada, após a união da Casas Bahia com o GPA, há uma década. Foi ele, inclusive, que esteve à frente das negociações. A Casas Bahia foi fundada por seu pai, Samuel Klein.

Com as dificuldades financeiras de seu controlador atual, o Grupo Casino, o GPA resolveu acelerar a venda da Via Varejo, que teve prejuízo de R$ 267 milhões em 2018 e estava sendo vendida havia dois anos. No início de junho, o GPA retirou uma cláusula que obrigava qualquer pessoa que adquirisse mais de 20% das ações da empresa a estender a oferta aos demais acionistas. Foi aberto então o caminho para que Klein pudesse retomar o comando da empresa.

Além do prejuízo, o desafio da Via Varejo é fazer a operação online ganhar relevância. A tentativa de união de todas as operações de comércio eletrônico do grupo Casino no mundo, anunciada em 2014, atrapalhou o desempenho da Via Varejo no Brasil. A estratégia foi descartada dois anos mais tarde.

Exatamente por isso, um dos focos da nova administração, chefiada por Roberto Fulcherberguer, é de "fazer funcionar" a operação online. Em outras palavras, melhorar a lucratividade.

"Estamos extremamente felizes e honrados em nos tornar o maior acionista de referência da Via Varejo", disse Klein, em comunicado. "Ao longo de sua trajetória de sucesso, a Casas Bahia tornou-se referência no varejo nacional e contribuiu para a expansão do setor no País, estando presente na casa de milhões de brasileiros (...). Temos um grande desafio pela frente, mas a vontade de fazer mais acompanha a história da nossa família e segue norteando nossas decisões".

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