Data: 25/05/2022 14:39 / Autor: Redação / Fonte: Anna Karina Pinto

Contribuição no desenvolvimento de uma nova geração de brasileiros

Artigo feito por Anna Karina Pinto, diretora de Marketing Corporativo da Samsung Brasil


Anna Karina Pinto é Diretora de Marketing Corporativo da Samsung Brasil.
Anna Karina Pinto é Diretora de Marketing Corporativo da Samsung Brasil.

Crédito: Divulgação

À medida que a tecnologia avança, surge a necessidade de termos modelos educacionais que atendam com diferentes metodologias e de forma ampla às demandas da sociedade e do mercado de trabalho. Os estudantes, especialmente aqueles que hoje estão no ensino médio, nasceram conectados e esperam que a escola e a universidade apresentem a eles ferramentas e caminhos muito mais dinâmicos, e que efetivamente promovam a colaboração e incentivem a criatividade.

Para as novas gerações, atividades ligadas a prototipagem, inovação, criatividade, design thinking, pensamento colaborativo e diversidade já são familiares. É algo assimilado naturalmente por quem tem a conexão e a dinâmica da internet como parte fundamental do dia a dia. Para mobilizar estes jovens cheios de talento e vontade de fazer acontecer, a educação precisa se transformar no sentido de olhar para necessidades reais, que possam ser resolvidos de formas novas, ágeis e que incorporem elementos usados de maneira intuitiva fora dos muros da escola. A abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática) está muito conectada com isso. Colocar em prática estes pilares, tornar palpável as teorias e ligar os conceitos à prática é o que move os estudantes, e o que realmente faz a diferença.

Neste sentido, os modelos verticais de educação vão abrindo espaço, pouco a pouco, para projetos colaborativos, que promovam o conhecimento compartilhado e para parcerias que fomentem o modelo de projetos, para além da sala de aula. Os benefícios são muitos que se traduzem na formação de cidadãos com múltiplas habilidades, que não se restringem ao conhecimento meramente técnico. Aqui estamos falando, por exemplo, de criatividade, comunicação, colaboração e inteligência emocional, atributos já muito demandados pela sociedade e pelo mercado de trabalho.

Para se ter uma ideia, pesquisa da The School of Life com 491 profissionais brasileiros, de diferentes regiões, mostrou que 27,36% dos líderes apontam que o espírito empreendedor é uma das habilidades que serão mais relevantes no pós-pandemia. Entre os liderados, 33,33% disseram que a confiança será o atributo mais importante. A segunda habilidade mais requerida (23,65% dos chefes e 24,62% dos empregados) é a calma. Além disso, os entrevistados também citaram comunicação, resiliência e confiança como aspectos comportamentais considerados relevantes para o futuro do trabalho. O fato é que este tipo de característica – os chamados soft skills – não serão desenvolvidos se o aluno estiver somente dentro da sala de aula, participando de atividades tradicionais de ensino, como aula expositiva, exercícios e provas. É preciso ir além.

A conexão entre os setores público e privado, as escolas e a academia é um fator fundamental para o sucesso desta educação mais dinâmica e que pode gerar transformações sociais relevantes e com grande potencial de aplicação prática. Um exemplo é o Solve For Tomorrow, iniciativa global da área de Cidadania Corporativa da Samsung, e que teve a abertura das inscrições da 9º edição anunciada recentemente no país.

Desde seu lançamento no Brasil, em 2014, o programa alcançou mais de 160 mil estudantes, mais de 23 mil professores e cerca de 5.500 escolas públicas. Ao todo, foram quase 10 mil projetos participantes. Percebemos que, ano após ano – e mesmo no contexto da pandemia – o número de interessados vem crescendo (houve um aumento de mais de 50% de escolas inscritas se compararmos a oitava com a sétima edição), o que comprova que não falta, entre os brasileiros, vontade em aderir a iniciativas que fomentem aprendizado, inovação e que, principalmente, valorizem o talento e a capacidade dos jovens.

É preciso lembrar, ainda, que o mercado de trabalho brasileiro segue demandando por profissionais qualificados nas áreas STEM. O gap de profissionais de tecnologia, por exemplo, triplicou no Brasil de 2019 para 2021, segundo dados da Brasscom. O levantamento mostra que, enquanto forma 53 mil profissionais de tecnologia por ano, o país demanda por 159 mil. Para 2025, a expectativa é que esta demanda ultrapasse os 790 mil profissionais.

Não estamos falando apenas dos grandes centros brasileiros, em que, apesar das dificuldades enfrentadas diariamente, os estudantes têm mais oportunidades de acesso a novos modelos educacionais. Em um país continental como o Brasil, é preciso pensar em como fazer com que estas iniciativas cheguem às escolas mais distantes, dos diferentes estados, mesmo em locais remotos. Ganham todos, pois o conhecimento e a cultura local impulsionam soluções ainda mais próximas das reais necessidades.

Para além da inovação e da criatividade adicionada às iniciativas, é preciso que elas sejam também, consistentes e duradouras. Projetos perenes e que, além de ampliarem a atuação para mais escolas e estudantes, adicionem conhecimento e aprendizado e se reinventem a cada edição. Estes são alguns dos caminhos para capacitar as novas gerações e apoiá-las para que alcancem seu pleno potencial. Entre os jovens, não falta vontade de criar, inovar e produzir soluções que impulsionem o Brasil para um patamar mais moderno e eficiente. A educação, sem dúvida, está no centro deste debate.

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