Data: 08/11/2019 14:45 / Autor: Redação ABCdoABC / Fonte: Estadão Conteúdo

Bolsonaro: Parte do que acontece na política do Brasil devemos a Sérgio Moro

Um dia depois do STF decidir pelo fim da prisão após condenação em 2ª instância, Bolsonaro fez referências à Lava Jato e elogiou o ministro da Justiça, Sérgio Moro


O Presidente Jair Bolsonaro discursou na Formatura de 500 Policiais Federais em Sobradinho no Distrito Federal
O Presidente Jair Bolsonaro discursou na Formatura de 500 Policiais Federais em Sobradinho no Distrito Federal

Crédito: Reprodução/youtube

Parte do que acontece na política do Brasil devemos a Sérgio Moro", afirmou. Minutos antes, ele associou sua eleição para presidente da República à atuação de Moro enquanto estava na Lava Jato. As afirmações foram feitas durante a cerimônia de formatura de profissionais da Polícia Federal, realizada na manhã desta sexta-feira, 8.

Ainda no discurso, Bolsonaro afirmou ter escolhido bem sua equipe de ministros e fez referências ao fato de Moro não ter se unido à equipe ainda durante o período da campanha eleitoral. O presidente afirmou que Moro não poderia se aproximar de políticos, não poderia ter um partido. "Ele estava cumprindo uma missão. Se a missão (não) fosse bem cumprida eu também não estaria aqui."

Bolsonaro, afirmou aos formandos: "fico imaginando o que passa na cabeça de vocês, a vontade de acertar... Mas botem uma coisa na cabeça de vocês. Nós, pessoas de bem, somos maioria desse Brasil". Depois da cerimônia, Bolsonaro foi para o Palácio Alvorada.

Hoje, Bolsonaro fugiu à rotina de parar para conversar com populares. Pela manhã, antes de ir à cerimônia, passou direto por um grupo de apoiadores que se concentravam na frente da residência oficial. Há pouco, ele retornou para o Alvorada, também sem se pronunciar.

A decisão do STF, dada ontem à noite depois de um longo período de discussão, abre o caminho para que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva entre em liberdade. Lula está preso em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão deverá beneficiar ainda cerca de 5.000 pessoas que estão presas depois de condenação de segunda instância.

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