Data: 25/09/2021 08:12 / Autor: Redação

Assistir jogos em sites piratas causa prejuízo bilionário ao esporte mundial

Levantamento de companhias britânicas mostra a renda que clubes e atletas deixam de receber graças à pirataria


Crédito: PxFuel

Assistir a eventos esportivos, como jogos de futebol, através de plataformas piratas é uma prática relativamente comum. No entanto, cada vez que uma pessoa deixa de assinar um serviço de televisão ou de streaming para assistir a eventos de forma ilegal, ela está facilitando o lucro da pirataria em detrimento do esporte.

As transmissões esportivas de qualidade chegam a público graças a empresas de mídia compostas por profissionais capacitados. Elas repassam grandes quantias de dinheiro aos clubes e federações esportivas, o que representa a principal fonte de renda do esporte global e é revertido diretamente na qualidade das competições.

Além disso, sites de referência e que atuam dentro da lei, como sitedeapostasbrasil.com.br, possibilitam com que os fãs de esporte acompanhem as chances que cada time ou esportista possui de vencer competições em dezenas de modalidades.

A pirataria esportiva causa um prejuízo de mais de US$ 28 bilhões ao ano às empresas de mídia que possuem direitos de transmissão esportivos, de acordo com um levantamento da Synamedia, companhia que produz equipamentos e softwares relacionados a vídeo e streaming, e da Ampere Analysis, que atua com pesquisas e análises relacionadas à mídia – ambas são baseadas no Reino Unido. O dado foi levado a público em um painel da SIGA Sport Integrity Week 2021, um evento sobre pirataria de jogos de futebol.

“As pessoas podem pensar que o futebol já tem receitas suficientes, mas, se pensarmos bem, estes valores seriam mais tarde reinvestidos no futebol e isso seria bastante positivo na sua globalidade”, afirmou Simon Brydon, diretor de Desenvolvimento de Segurança de Negócios da Synamedia.

Além de causar prejuízo às empresas licenciadas para fazer transmissões e ao esporte, o uso de plataformas piratas pode ser perigoso para o próprio usuário. Os criminosos que operam os sites piratas podem roubar os dados dos usuários e vendê-los a terceiros, por exemplo. Os usuários de plataformas piratas também estão expostos a malwares.

O relatório da Synamedia, intitulado “Pricing Piracy: The Value of Action”, usa um modelo que avalia como diferentes grupos demográficos reagem a medidas antipirataria e identifica quais deles são mais propensos a migrarem para serviços que atuam dentro da lei.

A partir daí, o relatório analisa os motivos que levam cada grupo a acessar serviços piratas de streaming e sugere ações que os provedores de serviços legais podem tomar para atrair os grupos mais propensos a fazerem a migração. O estudo concluiu que 74% dos fãs de esporte que utilizam serviços piratas estão dispostos a trocá-los por serviços legais.

Ainda de acordo com o relatório, entre os usuários de serviços piratas, 52% pagam algum valor para ter acesso ao streaming esportivo ilegal.

Entre as ações que podem ser adotadas para atrair usuários de serviços piratas, as provedoras legais precisam oferecer serviços fáceis de usar, disponíveis em todas as plataformas e localizações e que não exijam instalações complexas e contratos longos, afirma o estudo.

Ações para evitar a pirataria no futebol

Um outro estudo, promovido pela organização Digital Citizens Alliance, que busca tornar a internet mais segura, indica que o futebol é o esporte mais visado pela pirataria de streaming esportivo. 27,4% dos streamings e downloads ilegais de esportes são de partidas futebolísticas, segundo o relatório. O basquete vem logo atrás, com 25,5%.

A Interpol iniciou um projeto de cinco anos de duração para desmantelar prestadoras de serviços piratas de streaming com base nas leis de propriedade intelectual. Redes criminosas que forem alvo da operação terão seus bens confiscados.

Dirigentes esportivos também estão tomando suas próprias ações de combate à pirataria. A Premier League, a liga de futebol da Inglaterra, implantou em 2017 o Super Block, um programa que envolve uma equipe de especialistas em internet contratados pela Associação de Futebol inglesa. A equipe identifica servidores responsáveis por conteúdos ilegais e os provedores de internet são obrigados a bloqueá-los. Esse poder foi dado à Premier League pela Suprema Corte do Reino Unido.

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