B3 inicia produção assistida da duplicata escritural no Brasil

Nova fase permite que empresas emissoras aderam de forma voluntária ao modelo escritural antes da obrigatoriedade regulatória, prevista para começar em 2027.

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A B3, bolsa do Brasil, iniciou nesta quarta-feira (15) a fase de produção assistida da duplicata escritural, reforçando seu papel na modernização do mercado de crédito. A nova etapa vem depois da autorização do Banco Central para a atuação da B3 como escrituradora e da conclusão dos testes individuais e integrados realizados com as demais escrituradoras e registradoras participantes do primeiro ciclo do projeto.

Empresas podem aderir de forma voluntária ao novo modelo

A produção assistida marca a entrada em operação do ecossistema de escrituração e registro de negociações de duplicatas escriturais. Durante esse período, os regimes escritural e cartular vão conviver, permitindo que a adesão das empresas emissoras de duplicatas, os chamados sacadores, aconteça de forma voluntária. Nesse ambiente controlado, empresas e financiadores poderão operar com duplicatas escriturais em condições reais de mercado, validando processos, fazendo ajustes operacionais e se preparando para a adoção definitiva do novo modelo.

B3 assume papel de escrituradora e registradora

Já líder no registro de duplicata mercantil, a B3 passa a atuar também como escrituradora e registradora da duplicata escritural, oferecendo ao mercado uma infraestrutura com solidez operacional, suporte técnico especializado, conexão direta com ERPs e plataformas de crédito, governança de dados e integração com os demais participantes do ecossistema.

Segundo Roberta Fortunato, superintendente de Duplicata Escritural da B3, a empresa vai além das obrigações regulatórias: “Estamos desenvolvendo iniciativas para expandir a proposta de valor da duplicata que vai além das obrigatoriedades regulatórias, com investimento em inteligência de dados e no desenvolvimento de indicadores, análises e ferramentas que contribuam para a segurança e para a tomada de decisão“.

Obrigatoriedade chega de forma escalonada até 2028

A adesão antecipada permite que empresas e financiadores se preparem para o novo modelo antes da obrigatoriedade regulatória, testando processos, capacitando equipes e realizando integrações tecnológicas de forma gradual, o que reduz riscos associados a adaptações de última hora, como sobrecarga de projetos internos, custos adicionais e desafios de integração.

A implementação obrigatória da duplicata escritural será escalonada: começa pelas médias empresas em janeiro de 2027, segue para as grandes empresas em julho de 2027 e chega às pequenas empresas em julho de 2028. Até lá, os participantes podem usar o período de produção assistida para acelerar a adaptação ao novo ecossistema.

Roberta Fortunato reforça a vantagem de aderir antecipadamente: “Quando a obrigatoriedade entrar em vigor, as empresas que já estiverem operando dentro do ecossistema de duplicatas escriturais terão processos mais maduros, maior familiaridade com o sistema e vantagem competitiva no mercado“.

  • Publicado: 16/07/2026 08:27
  • Alterado: 16/07/2026 08:27
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: B3