Auxílio-Aluguel beneficia 327 mulheres vítimas de violência no ABC
Governo estadual investe mais de R$ 163 mil para afastar vítimas de agressão de seus lares abusivos nas sete cidades da região do ABC.
- Publicado: 01/09/2026 10:54
- Alterado: 01/09/2026 11:56
- Autor: Thiago Antunes
O Governo do Estado de São Paulo destinou o Auxílio-Aluguel para 327 mulheres vítimas de violência doméstica no Grande ABC em agosto. O repasse estadual injetou R$ 163,5 mil nas sete cidades da região para garantir o distanciamento das vítimas de seus agressores com segurança habitacional.
A política pública alcançou 593 municípios paulistas com adesão estruturada. O balanço recente da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) mostra que mais de R$ 2,9 milhões foram destinados a 5,8 mil mulheres em todo o território estadual apenas neste recorte mensal.
Como funciona o Auxílio-Aluguel para vítimas de agressão
O programa garante o Auxílio-Aluguel no valor de R$ 500 mensais durante um semestre para custear uma nova moradia. A equipe técnica da assistência social municipal pode renovar o pagamento por igual período após nova avaliação da vulnerabilidade. O recurso habitacional cai diretamente em uma conta da Poupança Social do Banco do Brasil, sob controle exclusivo da vítima.
“Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém. A gestora reforça que o recurso funciona como uma ferramenta de autonomia e dignidade para a reconstrução familiar longe do medo.
Critérios para acessar o suporte financeiro
As moradoras de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra precisam cumprir requisitos específicos estipulados pela SEDS. O cadastro ocorre na rede municipal, que avalia obrigatoriamente as seguintes condições legais e sociais:
- Apresentação de medida protetiva expedida pelo Sistema de Justiça em vigor.
- Comprovação de residência fixa estabelecida no Estado de São Paulo.
- Comprovação de renda familiar anterior à separação de até dois salários mínimos.
Rede de apoio amplia impacto do Auxílio-Aluguel
A concessão do Auxílio-Aluguel integra uma teia articulada de proteção que extrapola a ajuda financeira direta. As prefeituras direcionam as beneficiárias para acompanhamento psicológico e orientação jurídica contínua. Essa estrutura multidisciplinar sustenta o enfrentamento sistêmico aos crimes contra a mulher nas cidades paulistas.
As vítimas encontram a porta de entrada para o benefício nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS). A rede de Saúde, através de Unidades Básicas de Saúde (UBS), prontos-socorros e hospitais locais, também realiza os primeiros acolhimentos e encaminhamentos necessários.
A Segurança Pública estadual orienta o registro imediato das agressões nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) para viabilizar a medida protetiva, documento base do programa. Casos de emergência recebem atendimento ostensivo pelo telefone 190 da Polícia Militar, enquanto a central Ligue 180 oferece orientações essenciais antes da solicitação definitiva do Auxílio-Aluguel.