Aprendizagem avança e educação de SP segue na direção certa
Resultados do Ideb mostram avanço da rede estadual de São Paulo em todas as etapas, com destaque para o ensino médio, que teve seu melhor índice histórico.
- Publicado: 13/08/2026 10:09
- Alterado: 13/08/2026 10:09
- Autor: Renato Feder
Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados nesta semana, confirmam que a educação em São Paulo avançou em todas as etapas avaliadas. Em um cenário de grandes desafios para a educação nacional, o estado alcançou marcas expressivas e iniciou um novo ciclo de crescimento.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb passou de 6,2 para 6,6, a terceira melhor posição entre as redes estaduais do país. Nos anos finais, avançou de 5,1 para 5,2, a segunda melhor média já registrada pela rede. No ensino médio, historicamente o maior desafio da educação brasileira, o índice passou de 4,2 para 4,5, o melhor resultado da história de São Paulo, considerando a formação técnica integrada.
Os números mostram que é possível aproximar a escola das expectativas dos jovens quando a aprendizagem vem acompanhada de novas oportunidades. Por isso, a rede ampliou o ensino técnico e criou iniciativas como o BEEM (Bolsa Estágio Ensino Médio), o Provão Paulista, que amplia o acesso às universidades públicas, e o Prontos pro Mundo, que proporciona experiências internacionais aos estudantes.
Os resultados confirmam tendências já apontadas por avaliações como o Saresp. As diretrizes do governador Tarcísio de Freitas para a recuperação da aprendizagem começaram a produzir uma mudança na trajetória da educação pública, com a retomada de patamares pré-pandemia.
Em parceria com os 645 municípios, o Estado também atua para aprimorar a alfabetização, com apoio financeiro e pedagógico. Essa articulação tem contribuído para avanços em todo o território paulista: 70% das cidades avançaram no Ideb, indicando resultados na redução das desigualdades regionais. O trabalho também foi reconhecido com o Selo Ouro de Alfabetização, concedido pelo Ministério da Educação pelas ações do Alfabetiza Juntos SP.
Os números, porém, reforçam um desafio que São Paulo compartilha com o restante do país: aproximar os jovens da escola. O ensino médio continua concentrando os menores indicadores de aprendizagem, justamente em uma fase em que aumenta o risco de abandono escolar para trabalhar e ajudar a família.
Desde o início desta gestão, a busca ativa elevou a frequência dos jovens nas escolas a 86%, levando 300 mil estudantes de volta às salas de aula diariamente. Mas trazê-los de volta não basta. É preciso conectar a escola aos desejos e às demandas desta geração.
Por isso, o currículo foi atualizado e novas oportunidades incorporadas, com conteúdos como educação financeira, empreendedorismo, liderança, robótica e tecnologia, além da expansão do ensino técnico integrado. Hoje, 231 mil estudantes estão nessa modalidade, quase sete vezes mais que os 35 mil de 2023. O objetivo é ampliar as possibilidades de futuro, seja pela continuidade dos estudos, seja pela preparação para o mundo do trabalho.
Nenhuma dessas iniciativas surgiu por acaso. Elas resultam do acompanhamento permanente das mais de cinco mil escolas da rede estadual, de uma gestão baseada em evidências, avaliações periódicas e indicadores que permitem identificar dificuldades e apoiar cada unidade.
Na educação, resultados exigem consistência, acompanhamento e capacidade de corrigir rotas. O Ideb não é um ponto de chegada, mas um instrumento para orientar decisões: mostra onde avançamos e quais desafios ainda precisam ser superados.
Nos anos finais do ensino fundamental, por exemplo, seguimos intensificando ações de reforço, tutoria e recomposição da aprendizagem para acelerar a evolução dos indicadores.
Na educação não existem atalhos. Administrar a maior rede pública do país, com mais de três milhões de estudantes, exige planejamento, políticas consistentes, valorização dos professores, escolas organizadas e foco na aprendizagem.
A educação de São Paulo está na direção certa. Os resultados mostram que esse caminho é possível com evidências, continuidade e compromisso com a aprendizagem. São essas diretrizes que continuarão orientando o ensino público no estado.
(*) Renato Feder é secretário da Educação do Estado de São Paulo