Apoiadores de Lula ocupam Copacabana

Manifestação reúne militantes, estudantes e parlamentares na orla carioca durante o feriado, em meio à mobilização nacional para o segundo turno presidencial

Apoiadores de Lula ocupam Copacabana

Crédito: (Mauro Cutrim/Mídia NINJA)

A avenida Atlântica, em Copacabana, recebeu uma manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (12), feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. O ato reuniu militantes de partidos de esquerda, estudantes, sindicalistas, parlamentares e famílias em defesa da candidatura à reeleição do presidente.

A concentração começou por volta do meio-dia e ocupou parte da orla da zona sul do Rio de Janeiro. Segundo informações publicadas pela Folhapress, às 12h40 os participantes estavam distribuídos por um trecho de aproximadamente quatro quarteirões, entre as ruas Sá Ferreira e Xavier da Silveira, utilizando uma das pistas da avenida Atlântica e áreas do calçadão.

A manifestação integra uma sequência de atos políticos realizados durante o fim de semana em diferentes cidades brasileiras. As mobilizações ocorrem a menos de duas semanas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, quando Lula disputará a Presidência com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Mobilização se estende por diferentes cidades

A programação de manifestações começou antes do feriado e incluiu um ato na avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (11), com a presença de Lula. No Rio de Janeiro, além da concentração em Copacabana, grupos ligados à esquerda convocaram outra manifestação para esta segunda-feira, nas proximidades dos Arcos da Lapa, na região central.

Em Copacabana, o vermelho, cor tradicionalmente associada ao PT, predominou entre os participantes. Discursos de representantes políticos e movimentos sociais acompanharam a concentração, que ocorreu em uma das áreas de maior circulação turística da capital fluminense.

As atividades fazem parte da mobilização de apoiadores do presidente Lula para a etapa final da disputa eleitoral. Entre os objetivos declarados por integrantes da campanha estão ampliar a participação dos eleitores no segundo turno e reduzir a abstenção, além de buscar apoio entre pessoas que votaram em outros candidatos na primeira votação.

Manifestação ocorre em meio à disputa pelo segundo turno

Lula Copacabana
(Mauro Cutrim/Mídia NINJA)

A eleição presidencial de 2026 será decidida em 25 de outubro, após nenhum dos candidatos alcançar a maioria dos votos válidos no primeiro turno, realizado no dia 4. Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, conforme os resultados divulgados após a votação.

Na pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada em 10 de outubro, Flávio registrou 49% das intenções de voto totais, contra 44% de Lula. O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre 6 e 8 de outubro, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais.

A mobilização em Copacabana também ocorreu em um feriado marcado por discussões sobre o uso de símbolos religiosos na campanha eleitoral. Durante os discursos, participantes mencionaram Nossa Senhora Aparecida, cuja devoção se tornou tema de controvérsia após a circulação de informações falsas de que Flávio Bolsonaro defenderia a retirada do título de padroeira do Brasil. A alegação foi desmentida pela campanha do senador.

Ato se estendeu por sete quarteirões da orla

Com o crescimento da concentração ao longo da tarde, a manifestação passou a ocupar cerca de sete quarteirões da avenida Atlântica, segundo relatos publicados pelo jornal O Dia e pelo portal BOL. O movimento também foi registrado nas estações de metrô da zona sul, que receberam maior fluxo de passageiros durante o evento.

Entre os parlamentares presentes estavam as deputadas federais Benedita da Silva (PT) e Jandira Feghali (PCdoB). Lula não participou do ato carioca e permaneceu em Brasília, onde cumpriu compromissos relacionados às celebrações de Nossa Senhora Aparecida.

A manifestação no Rio deu continuidade à mobilização de movimentos sociais e partidos políticos durante o feriado prolongado. Os atos ocorrem na reta final da campanha presidencial, período em que os dois candidatos intensificam suas agendas públicas e a busca por participação dos eleitores na votação.

Edvaldo Barone

  • Publicado: 12/10/2026 16:35
  • Alterado: 12/10/2026 16:40
  • Autor: Edvaldo Barone