Amazônia registra queda nos alertas de desmatamento
Presidente acompanha dados do INPE que confirmam queda de 36% nos alertas de desmatamento na Amazônia e avanços no Cerrado
- Publicado: 07/08/2026 18:16
- Alterado: 07/08/2026 18:16
- Autor: Gabriel de Jesus
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, para acompanhar as ações da instituição no monitoramento ambiental. Durante o evento, foram apresentados os índices do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), apontando expressiva retração nas taxas de degradação da Amazônia e do Cerrado no período de agosto de 2025 a julho de 2026.
Redução histórica de alertas na Amazônia
Na Amazônia, a área sob alertas de desmatamento registrou 2.874,38 km², estabelecendo uma redução de 36% em comparação ao ciclo anterior. O número representa o menor valor já apurado na série histórica para a região, ficando 55,6% abaixo da média obtida na última década.
No Cerrado, os números do Deter apontaram 5.119,46 km² de vegetação nativa sob alerta, uma queda de 7,8% frente ao período antecedente. Trata-se do menor nível de alertas medido nos últimos cinco anos no bioma.
“Os dados consolidados refletem o fortalecimento da fiscalização e o uso estratégico da tecnologia espacial para proteger nossos biomas”, destacou a equipe técnica responsável pela apresentação ao Governo Federal.
Consolidação dos dados e atuação nos demais biomas
Além do acompanhamento em tempo real na Amazônia, o evento detalhou os dados consolidados do Sistema Prodes relativos ao ciclo de agosto de 2024 a julho de 2025. Os balanços confirmaram reduções sistemáticas na perda de cobertura vegetal em outros ecossistemas:
- Pampa: Queda de 41,7% na área desmatada (305,48 km²), maior redução percentual do período.
- Caatinga: Retração de 34,3% na supressão de vegetação (2.289,54 km²).
- Mata Atlântica: Diminuição de 15,32% nas taxas registradas (402,36 km²).
Papel estratégico do INPE na gestão ambiental
A preservação da Amazônia e a contenção de danos ambientais dependem do trabalho contínuo do INPE, órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O instituto opera com o Deter para orientar fiscalizações em tempo real na Amazônia, enquanto o Prodes gera o mapeamento anual oficial para direcionar políticas públicas.
A atuação científica na Amazônia Legal, iniciada pelo instituto em 1988, foi expandida nos últimos anos para cobrir com precisão todos os biomas do território nacional.