Ação com Ghostface na Bienal gera polêmica nas redes

Ação com Ghostface na Bienal gera polêmica nas redes após vídeos de interações físicas e relatos sobre supostas abordagens de cunho sexual com visitantes

Ação com Ghostface na Bienal gera polêmica nas redes

Crédito: Divulgação

Uma ação com homens usando máscaras inspiradas no Ghostface, personagem da franquia Pânico, gerou repercussão nas redes sociais após a 28ª Bienal do Livro de São Paulo. Vídeos publicados por participantes mostram interações com visitantes no estande da Editora Fruto Proibido, ligado ao universo dos livros de dark romance.

Nas gravações, aparecem beijos, abraços, carícias, fotos no colo e outras interações de caráter sensual. Depois que imagens de um dos homens começaram a circular, usuários das redes sociais passaram a afirmar que o reconheceram e publicaram relatos sobre supostas abordagens anteriores, incluindo alegações de cunho sexual.

As alegações são relatos publicados por usuários e não representam, por si só, confirmação dos fatos. A repercussão levou a organização da Bienal a se manifestar e a notificar a editora responsável pelo estande.

Ghostface na Bienal do Livro provoca reação

A ação ocorreu entre os dias 4 e 6 de setembro, durante a primeira parte da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada no Distrito Anhembi. Os homens mascarados circularam pelo estande relacionado ao dark romance e apareceram em fotos e vídeos feitos pelo público.

O episódio chamou atenção justamente pela mistura entre personagens associados a histórias de ficção e interações físicas com visitantes. O dark romance, gênero que combina elementos românticos, erotismo e situações de conflito ou violência, ganhou espaço na programação desta edição da Bienal.

Depois da circulação das imagens, diferentes relatos passaram a aparecer nas redes. Algumas publicações questionaram os limites da ação e a adequação das interações em um evento que recebe público de diferentes idades.

Editora não contratou homem

Em posicionamento divulgado após a repercussão, a Editora Fruto Proibido afirmou que o homem mascarado de Ghostface não havia sido contratado pela empresa. Segundo a editora, a presença dele teria ocorrido de forma espontânea e, inicialmente, a situação foi interpretada como uma interação de entretenimento com o público.

Ghostaface na Bienal

A empresa também informou que pretende adotar critérios mais rigorosos para futuras interações. A Bienal, por sua vez, afirmou que o episódio não fazia parte da programação oficial e reforçou o compromisso com um ambiente seguro e respeitoso para os visitantes.

O que aconteceu na Bienal do Livro

A controvérsia surgiu depois que os vídeos das interações ganharam alcance nas redes sociais. Nas imagens, visitantes aparecem formando uma fila para fotografar e interagir com os mascarados, enquanto algumas cenas mostram contato físico entre os participantes.

A circulação do conteúdo provocou uma segunda onda de publicações, desta vez com pessoas relatando experiências que dizem ter vivido durante ou antes da Bienal. Como os relatos ainda não foram comprovados de forma independente, as acusações precisam ser tratadas como alegações e não como fatos estabelecidos.

A organização da Bienal do Livro de São Paulo notificou a editora após tomar conhecimento da repercussão. O evento segue até domingo (13), no Distrito Anhembi, reunindo autores, editoras e leitores em uma programação com diferentes gêneros literários.

O caso envolvendo o Ghostface passou a integrar a discussão sobre os limites de ações promocionais em grandes eventos e sobre a necessidade de regras claras para interações entre personagens caracterizados e o público.

Carlos Enriki

  • Publicado: 09/09/2026 17:11
  • Alterado: 09/09/2026 17:14
  • Autor: Carlos Enriki