Data: 07/07/2020 15:02 / Autor: Redação / Fonte: Federação Sul Americana de Krav Maga

Violência urbana: Krav Maga passa a ser uma necessidade para o cidadão

Com o aumento dos índices de violência, cresce também a procura pelo Krav Maga


Federação Sul Americana de Krav Maga alerta para o cuidado com a qualidade da técnica para não colocar a sua vida em risco
Federação Sul Americana de Krav Maga alerta para o cuidado com a qualidade da técnica para não colocar a sua vida em risco

Crédito: Divulgação

Com base em dados oficiais dos estados, divulgados em junho, em plena pandemia e isolamento social, o Brasil teve alta de 8% nos números de assassinatos em abril, em comparação ao mesmo período do ano passado. Foram 3.950 mortes violentas em abril deste ano, frente a 3.656 em 2019. Já o período entre janeiro e abril de 2020 registrou 15.868 vítimas de assassinato, frente a 14.580 em 2019, ou seja, houve aumento de 1.288 mortes, mesmo com as medidas de isolamento social em vigor.

A Federação Sul Americana de Krav Maga, com 30 anos de atividades voltadas a civis e militares na América Latina, alerta que esses índices fazem com que a procura por modalidades de defesa pessoal cresçam no Brasil ano a ano. E com o crescimento da demanda, aumenta também a quantidade de “soluções mágicas” para a questão, o que muitas vezes agrava ainda mais a violência e o número de vitimas.

O Krav Maga é uma modalidade de defesa pessoal e não um esporte. Quando bem orientado, por profissionais habilitados, possibilita que qualquer pessoa, independentemente de seu porte físico, sexo ou idade possa se defender de um ou mais agressores, armados ou não. As técnicas são simples, rápidas e objetivas, baseadas nos movimentos naturais do corpo humano, na física e na matemática.

O Krav Maga modifica o praticante do ponto de vista físico e mental, para o controle de suas reações e para a solução de cada situação de forma segura. O resultado de tudo extrapola os treinamentos e se reflete na qualidade de vida das pessoas. Diferente do que se pensa, o praticante de Krav Maga não é uma pessoa mais violenta e sim mais atenta e consciente de suas reações.

Aluno direto do criador do Krav Maga, Imi Lichtenfeld, em Israel, Grão Mestre Kobi chegou à América Latina em 1990 e desde então mantém o ensino e a prática do Krav Maga exatamente como foi criado por Imi. “O Krav Maga é uma arte pronta, com respostas para qualquer tipo de agressão. Dessa forma, é preciso respeitar as suas raízes e, assim, garantir a sua eficiência no momento em que a vida precisa ser defendida”, explica Grão Mestre Kobi.

Durante o período de confinamento, as atividades presenciais da Federação estão paradas em grande parte do país. Nesse meio tempo, alunos e não-praticantes interessados em Krav maga tem acompanhado o Programa “Krav Maga Na Sua Vida”, criado pela federação, para manter as pessoas ativas física e mentalmente, preparando a volta aos trabalhos presenciais.

“Não existe solução mágica. É preciso treinar, aperfeiçoar detalhes, repetir os ensinamentos física e mentalmente para que o praticante consiga executar as técnicas de maneira eficiente. Sem isso, ele somente estará colocando sua vida em risco e agravando ainda mais a questão da violência”, completa Grão Mestre Kobi.

A Federação Sul Americana de Krav Maga é a única representante oficial da modalidade no Brasil, onde detém a marca Krav Maga. Também conta com representação no México, Argentina, Canadá e Portugal.

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