Data: 18/04/2013 10:57 / Autor: Redação / Fonte: Ketchum

Três décadas de Aids: o que está por vir

Especialistas da Johns Hopkins University e profissionais de saúde brasileiros falam sobre o que há de mais avançado e os principais desafios na luta contra a Aids


A Johns Hopkins University é considerada uma das instituições acadêmicas mais importantes do mundo. A entidade é reconhecida pela ênfase à pesquisa, notadamente nas áreas de medicina e saúde pública. Mantém centros de investigação em Baltimore, nos Estados Unidos, onde está sua sede, e em outros países.

Especialistas dessa renomada instituição estarão no Brasil para a XI Conferência Brasil – Johns Hopkins University em HIV/Aids, oportunidade para trocar experiência com especialistas do país, considerado referência no tratamento da doença.

Destaques da programação:
• A resistência aos antirretrovirais e o tratamento do paciente em falha virológica: de acordo com relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cresceu o número de soropositivos que não estão respondendo à terapia antirretroviral. Embora esteja aumentando, a resistência aos medicamentos, segundo a entidade, não ocorreu nos níveis comparáveis ao da introdução da terapia nos anos 90, graças ao uso de diferentes tratamentos.

• Complicações do tratamento de HIV – renais, ósseas e metabólicas: as comorbidades estão cada vez mais presentes entre portadores do vírus HIV. Realidade pouco difundida nos meios de comunicação, que preocupa médicos e pacientes, algumas dessas doenças têm tido fatal contribuição entre as taxas de mortalidade atuais na Aids.

• Terapia antirretroviral – novos agentes e estratégias para tratamento da tuberculose: A tuberculose é a principal causa de óbito entre soropositivos, segundo o Ministério da Saúde, e cresce o número de pacientes coinfectados. Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz), em parceria com a Agência Nacional Francesa de Pesquisas sobre Aids e Hepatites Virais (ANRS), com o Ministério da Saúde e centros de pesquisa no Brasil e na França, já apresentam resultados promissores na busca de um esquema de tratamento alternativo ao mais usado comumente para pacientes HIV em tratamento da tuberculose.

• HIV em crianças, adolescentes e idosos: recentemente a Anvisa ampliou as opções terapêuticas disponíveis para o tratamento de crianças e adolescentes. De acordo com os dados mais recentes do Boletim Epidemiológico de DST/Aids do Ministério da Saúde, foram registradas 5,4 novas infecções entre menores de cinco anos a cada 100 mil habitantes e um caso novo por dia de transmissão de aids da mãe para o bebê em 2011. A gestão do paciente idoso portador de HIV é outro desafio, em decorrência do próprio aumento na sobrevida do soropositivo.

- Temos especialistas para repercussão dessas evidências:
• A resistência no Brasil, a identificação da falha virológica e as alternativas disponíveis aos soropositivos
• As complicações do tratamento e a ameaça das comorbidades: o que são? o que representam? por que é importante ampliar e diversificar as opções terapêuticas?
• Tuberculose – a principal causa de óbito entre soropositivos: o que há de novo para o tratamento de soropositivos
• Os desafios da terapia de crianças, adolescentes e idosos

SERVIÇO:

XI Conferência Brasil – Johns Hopkins University em HIV/AIDS
17 a 19/abr, Rio de Janeiro
Realização: Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) – Fiocruz, Johns Hopkins University e Universidade Federal do Rio de Janeiro
Apoio: Coordenação Nacional de DST/AIDS – Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Saúde da Cidade do Rio de Janeiro

NÚMEROS NO BRASIL:
530 mil pessoas com HIV
38.776 novos casos de Aids registrados em 2011 (número mais alto desde o ano 2000)
217 mil infectados em tratamento

COMO É O TRATAMENTO DA AIDS NO PAÍS?
A terapia para o combate à Aids é feita através de antirretrovirais, medicamentos que não eliminam o vírus, mas ajudam a impedir que o HIV se multiplique. Para isso, é necessário usar, pelo menos, três antirretrovirais combinados.

CLASSES DE ANTIRRETROVIRAIS:
Inibidores da transcriptase reversa – atuam na enzima transcriptase reversa, responsável pela transcrição do RNA do vírus em DNA, possibilitando sua inserção no material genético da célula do hospedeiro. Tornam a cadeia defeituosa, impedindo que o vírus se reproduza. São eles: abacavir, didanosina, estavudina, lamivudina, tenofovir, zidovudina e a combinação lamivudina/zidovudina.

Inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa – bloqueiam diretamente a ação da enzima e a multiplicação do vírus. São eles: efavirenz, nevirapina e etravirina.

Inibidores de protease – atuam na enzima protease, bloqueando sua ação e impedindo a produção de novas cópias de células infectadas com HIV. São eles: atazanavir, darunavir, fosamprenavir, indinavir, lopinavir/r, nelfinavir, ritonavir, saquinavir e tipranavir.

Inibidores de fusão – impedem a entrada do vírus na célula e, por isso, ele não pode se reproduzir. É a enfuvirtida.

Inibidores da integrase – bloqueiam a atividade da enzima integrase, responsável pela inserção do DNA do HIV ao DNA humano (código genético da célula). Assim, inibe a replicação do vírus e sua capacidade de infectar novas células. É o raltegravir.

Antagonistas de correceptores CCR5 – atuam na interação entre o envelope viral e o correceptor CCR5 durante a entrada do HIV na célula. É o maraviroque.

QUANDO É INICIADO?
O paciente nem sempre começa a tomar os antirretrovirais logo após o diagnóstico, ao contrário do que se possa imaginar. A avaliação é individualizada, mas, segundo as novas diretrizes do Ministério da Saúde, o tratamento, a prescrição ocorrerá para pacientes com HIV com contagem de CD4 igual ou inferior a 500 por mm3 de sangue. Também haverá indicação de terapia antirretroviral para pacientes com contagem de linfócitos acima de 500 células por mm³ em casos específicos, como coinfecção por hepatite B, doença cardiovascular ou renal atribuída ao HIV e tumores. Além disso, casais sorodiscordantes (somente um dos parceiros é soropositivo) poderão começar a tomar o remédio em qualquer estágio, independentemente da contagem de CD4.

Fontes: Boletim Epidemiológico sobre DST/Aids e Hepatites do Ministério da Saúde (nov/2012) e Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais / Ministério da Saúde.

Sobre MSD
A MSD é líder mundial em cuidados com a saúde e trabalha para ajudar as pessoas de todo o mundo a ficar bem. Por meio de nossos medicamentos, vacinas, terapias biológicas, produtos de consumo e de saúde animal, trabalhamos em parceria com nossos clientes em mais de 140 países para oferecer soluções inovadoras na área da saúde. Também faz parte do nosso compromisso buscar alternativas para aumentar o acesso da população a nossos medicamentos e fazemos isso por meio de programas e parcerias em todo o mundo.

Sobre MSD no Brasil
Presente no Brasil desde 1952, a MSD conta com cerca de 2.300 funcionários no país, que respondem por todas as divisões globais da companhia: Saúde Humana, Saúde Animal, Produtos de Consumo e Pesquisa Clínica. Sua sede fica em São Paulo, e conta atualmente com seis unidades fabris, nas cidades de São Paulo, Barueri, Sousas, Cruzeiro, Cotia e Fortaleza. Para mais informações, acesse www.msdonline.com.br.

Sobre MSD X Aids
A MSD está empenhada na luta contra a Aids, há mais de duas décadas. Em 1988, pesquisadores do laboratório foram pioneiros ao demonstrar que a inibição da enzima protease impedia a replicação do HIV, vírus causador da doença. No ano seguinte, cientistas da MSD reproduziram, pela primeira vez, a estrutura dessa proteína. Especialistas ligados à companhia também foram os primeiros a demonstrar, in vitro e in vivo, a inibição da integrase, outra enzima atuante no processo de reprodução do vírus HIV. Atualmente, a MSD busca ativamente soluções focadas em cinco alvos distintos e possui diversos medicamentos em desenvolvimento. Desde a disponibilização do primeiro antirretroviral para o tratamento da Aids, a MSD vem investindo na ampliação do acesso a seus medicamentos, inclusive viabilizando parcerias para garantir que os benefícios cheguem aos pacientes.

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