Data: 05/10/2021 08:48 / Autor: Redação / Fonte: Itaú Cultural

Seminário internacional debate ações ligadas à cultura e ao desenvolvimento sustentável

Durante três dias, o encontro virtual realiza conferências, painéis, workshops e apresentações de trabalho sobre o tema com a participação de convidados da Argentina, Brasil, Chile, Índia


 Ana Carla Fonseca, diretora da Garimpo Soluções
Ana Carla Fonseca, diretora da Garimpo Soluções

Crédito: Arquivo Pessoal

O Observatório Itaú Cultural, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) realizam, de 6 a 8 de outubro (quarta-feira a sexta-feira), o Seminário Internacional Economia e Política da Cultura e Indústrias Criativas. A programação acontece virtualmente e discorre sobre cultura e desenvolvimento sustentável, indicadores, cidades criativas e indústrias emergentes, acompanhando as ações voltadas para 2021, instituído pela Unesco como o Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável. 

As atividades do seminário são transmitidas pelo site www.itaucultural.org.br e YouTube do Itaú Cultural www.youtube.com/itaucultural. As apresentações das pesquisas selecionadas em chamada aberta para participar da programação são transmitidas, por sua vez, pelo site da UFRGS http://www.ufrgs.br/obec/neccult

Reunindo convidados da Argentina, Brasil, Portugal, Quênia e Reino Unido, o seminário abre no dia 6 (quarta-feira), às 9h, com a conferência Cultura como Eixo Necessário do Desenvolvimento Sustentável da Retomada. Abordando o papel da cultura na retomada pós-pandemia, a partir do desenvolvimento sustentável, o debate tem participação de Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, Marlova Jovchelovitch Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil, Ernesto Ottone, diretor-geral adjunto de cultura da Unesco, e André Cunha, professor titular da UFRGS. A mediação é de Jader Rosa, gerente do Observatório Itaú Cultural.

 A seguir, às 10h40, a mesa Panorama | Quais Indicadores são Necessários para Incluir a Cultura na Agenda Político Econômica? tem mediação de Leandro Valiati, também professor da UFRGS. Conversam sobre o tema Guiomar Alonso, conselheira regional para a cultura na África Ocidental pela Unesco, e Hasan Bakhshi, do Reino Unido e diretor do Centro de Evidência e Política das Indústrias Criativas. O tema é a importância do uso de indicadores para o setor da cultura, para dar base à formulação de políticas públicas.  

Estudos de caso

O segundo dia do seminário apresenta uma programação intensa permeada de ações que vêm sendo desenvolvidas sobre cultura e desenvolvimento sustentável em diferentes localidades do Brasil e do mundo. 

Cidades Criativas em Perspectiva é o primeiro tema a ser abordado, às 9h, com uma fala inicial de Valentina Montalto, analista de políticas da Comissão Europeia, sobre cidades criativas e seus indicadores, tendo como ponto de partida o cenário pós-pandemia. A temática segue com a apresentação, a partir das 9h20, de três estudos de caso demonstrando como a economia criativa e as iniciativas culturais influenciam no desenvolvimento sustentável, gerando emprego e renda. 

Uma das participantes desse encontro mediado por Tomas Alvim, editor e cofundador do Arq.Futuro, é a pesquisadora Ana Carla Fonseca, diretora da Garimpo Soluções. Ela fala sobre a sustentabilidade da cidade mineira de Itabira após o término da exploração de minério no local. Também compõem o grupo Maylla Pita, produtora cultural e criadora do Juntó, projeto de formação em produção cultural para jovens de Feira de Santana, na Bahia. Ainda, Carlos Martins, consultor em economia criativa e fundador da Opium, que coordenou a candidatura de Braga, situada no extremo norte de Portugal, ao título de Cidade Criativa pela Unesco. 

Nova rodada de debates, às 10h40, tem como tema Soluções e Reinvenções na Cultura. Carolina Huffman, fundadora da consultoria Urbanismo Vivo, da Argentina, abre a conversa refletindo sobre como ocupar, viver e experimentar a cidade no pós-pandemia e como a arquitetura dos equipamentos culturais impactará as cidades nessa fase. Na sequência, são feitos estudos de caso a partir de projetos que trabalham com questões como desenvolvimento sustentável, identidade e emergência climática, e tecnologia e arte. Dois deles vêm do Brasil: o ativista climático paulista Marcelo Rocha, de Mauá, apresenta as ações da rede Periferia; Tata Ribeiro, empreendedora e gerente de projetos da Aimo Tech, fala dessa startup de tecnologia educacional instalada na capital baiana, Salvador. 

O terceiro projeto é da indiana Shikha Jain, especialista de patrimônio e planejamento museal e criadora da DRONAH, organização interdisciplinar de desenvolvimento e pesquisa para a natureza, as artes e o patrimônio em Jaipur, primeira cidade planejada da Índia. A mediação é feita pela gestora cultural, consultora e pesquisadora Beth Ponte. 

Reinvenção e pluralidade

O segundo dia do Seminário Internacional Economia e Política da Cultura e Indústrias Criativas reserva outras duas mesas com olhares projetados ao novo momento pós-pandemia. Às 17h, o painel Indústrias Emergentes dá luz aos novos negócios que têm surgido na cultura – além da reinvenção de modelos antigos –, diante de uma sociedade mais plural e diversa. Na conversa mediada pela jornalista Cris Guterres, colunista do UOL e apresentadora do programa Estação livre, da TV Cultura, o assunto é explorado por meio dos games, música em plataformas digitais e do empreendedorismo e identidade negra. 

O assunto é debatido por três convidados. Um deles é Alan Soares, fundador e CSO (Chief Security Officer) do Movimento Black Money, hub de inovação da comunidade negra, empreendedor social, trader e educador financeiro. Outro é Arthur Fitzgibbon, presidente da ONErpm no Brasil e professor de pós-graduação em Negócios da Música e Marketing na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). O grupo fecha com Erika Caramello, CEO da Dyxel Gaming, professora PhD do Centro Paula Souza, Senac SP & Unifebe e Conselheira da Diversidade na Abragames. 

A programação de debates encerra às 18h20, com conferência conduzida por George Gachara, especialista em indústrias criativas, gerente de artes e sócio-gerente da HEVA Fund LLP, em Nairobi, no Quênia. Com mediação de Jader Rosa, gerente do Núcleo do Observatório Itaú Cultural, ele aborda a transversalidade e a pluralidade da cultura, a criação de valor econômico e cultural de longo prazo nesse setor dinâmico e o desenvolvimento das indústrias criativas na África Oriental.

A série de apresentações dos trabalhos de pesquisa selecionados para participarem do encontro, acontece nos dias 6 e 7, sempre às 14h30, transmitida pelas redes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.  O dia 8 é integralmente dedicado a isso em atividades realizadas às 9h, 14h e 16h30. 

SERVIÇO:

Seminário Internacional

Economia e Política da Cultura e Indústrias Criativas

De 6 a 8 de outubro (quarta-feira a sexta-feira)

Transmissão ao vivo pelo site e YouTube do Itaú Cultural:

www.itaucultural.org.br / www.youtube.com/itaucultural   

Apresentação de trabalhos das pesquisas selecionadas em chamada aberta

Transmissão ao vivo pelo site da UFRGS: http://www.ufrgs.br/obec/neccult

Comente aqui