Data: 08/04/2013 15:26 / Autor: Redação / Fonte: Em Pauta

Selecionando sua Franquia

Franqueadoras que pilotam unidades próprias conseguem transmitir experiência para franqueados


 

Apesar de não ser exigido prazo mínimo de operação para que o franqueador expanda-se por franquias, um projeto de lei, que ainda está em tramitação, quer que seja possível vender unidades franqueadas somente a partir de um ano de operação. Quem opta por ter uma franquia, em vez de começar um negócio do zero, normalmente o faz porque sabe que terá o suporte de uma marca reconhecida que pode ajudar no sucesso do empreendimento, solucionando dúvidas sobre operação, atendimento, treinamento e até mesmo oferta de produtos e serviços adequados a cada demanda. Esse fato se daria, teoricamente, porque o franqueador já teria pilotado unidades próprias e, assim, conhecido o negócio profundamente.

Entretanto, a Lei de Franquias brasileira – Lei 8955/94 – não determina prazo mínimo necessário para que as empresas “testem” suas marcas antes de tornarem-se redes de franquia. Isso abre, teoricamente, um precedente para que nem todas as franqueadoras pilotem suas próprias unidades antes de expandirem suas franquias. Nos EUA, algumas franquias que surgem estão franqueando imediatamente. “Mas, isso não é uma prática comum. Aqui no Brasil, esse comportamento vem diminuindo porque as marcas percebem, cada vez mais, que não é possível arriscar. O perfil do franqueado também mudou: ele sabe que franquia, como outro negócio qualquer, tem seus riscos, mas não quer se aliar a amadores”, afirma Melitha Novoa Prado, uma das mais respeitadas e importantes consultoras jurídicas especializada em relacionamento de redes.

Ela explica que essa prática é mais comum em franquias de indústria que não precisam se lançar no varejo. “Sem loja própria, a franqueadora terá mais dificuldade em capacitar, gerir, treinar e transmitir know-how para seus franqueados”, acredita. Um dos indícios de que esta prática de franquear sem ter unidade própria para testar o negócio antes está diminuindo é o projeto de Lei 4319/08. A matéria ainda está em tramitação, mas se aprovada, obrigará as empresas a funcionar por no mínimo 12 meses antes de adquirir o direito de vender a franquia de seu negócio.

Dicas úteis – Entretanto, antes que esse projeto se torne lei, Melitha lembra que cabe ao franqueado a tarefa de escolher o melhor franqueador e que, por isso, é preciso pesquisar muito antes de fazer a escolha. “A Circular de Oferta de Franquia (COF) é um documento onde está escrito quantas lojas próprias a franqueadora tem. Mas, é preciso ir além, buscar o máximo de informações possível”, alerta Melitha. A seguir, ela dá algumas dicas importantes para ajudar a escolher a franqueadora certa:

- Leia atentamente a Circular de Oferta de Franquia (COF)

- Visite estabelecimentos da marca antes de fechar negócio

- Use a entrevista para obter informações. A entrevista não serve apenas para que a franqueadora conheça o candidato a franqueado, mas também para que o candidato tire todas as suas dúvidas com a franqueadora

- Converse com outros franqueados. A própria franqueadora pode indicar alguns nomes, mas há informações sobre isso também na COF

- Informe-se sobre que tipo de apoio e suporte a franqueadora oferece

- Saiba que tipo de know-how a franqueadora transfere ao franqueado

- A Associação Brasileira de Franchising (ABF) possui apenas o cadastro das franqueadoras, mas não avaliza nenhuma delas

- Informe-se sobre prêmios recebidos pela franqueadora. O Selo de Excelência, conferido pela ABF, é uma garantia de que a empresa agiu em conformidade e usou de boas práticas durante o período anterior ao da premiação

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