Data: 23/05/2019 10:24 - Alterado em: 30/08/2019 15:13 / Autor: Redação / Fonte: Itaú Cultural

Programação do fim de semana no Itaú Cultural

Wellington Campos leva Òwò` para a calçada do Itaú Cultural, em programação variada com oficina e ações no Setembro Azul


peça O amigo fiel
peça O amigo fiel

Crédito: Arô Ribeiro

O fim de semana do Itaú Cultural segue recheado de atrações para todos os gostos. A intervenção de dança Òwò, realizada pelo bailarino Wellington Campos, se baseia nas recorrentes invasões e depredações aos terreiros de Candomblé e é apresentada dentro da programação do Arte na Rua dia 1 de setembro (domingo), às 12h e 12h40, ao ar livre, em frente ao instituto. Ele ministra, na mesma data e local, às 11h, a oficina Deuses que dançam, uma vivência em dança brasileira contemporânea, tendo como base os bailados dos orixás. Esta programação na rua ainda se estende com Som e Silêncio, da companhia Arte Raiz, às 14h e 16h. A intervenção se debruça sobre a comunicação, seja ela direcionada à comunidade surda ou ouvinte, a partir da sensibilidade e empatia.

Encerrando a série de apresentações no instituto, a peça O amigo fiel também integra a programação do fim de semana, com a companhia Sobrevento, que durante agosto fez uma série de encenações no Itaú Cultural. Ela acontece no sábado e domingo, às 15h.

Por sua vez, o Cantinho da Leitura segue homenageando a educadora Lydia Hortélio, personalidade que dá nome à mostra da série Ocupação em cartaz no instituto. No domingo, promove contação de história baseada nela. Este é também o último fim de semana para conferir as brincadeiras, propostas pelo Núcleo de Educação e Relacionamento, do lado de fora do Itaú Cultural, aos sábados e domingos, em sinergia com a mostra sobre a educadora.

Arte na rua

Ao longo do mês, a dança tem protagonizado a programação Arte na Rua, que o Itaú Cultural realiza todos os domingos, na Paulista em frente do instituto. Na oficina Deuses que dançam, às 11h, Campos é acompanhado por Alexandre Buda na percussão e propõe aos participantes uma vivência calcada na história da dança dos orixás por meio do corpo, da música, do canto e do mito, em diálogo com o tambor maior (Hum).

Ela é fruto de uma pesquisa feita pelo bailarino há mais de 15 anos em terreiros de candomblé tradicionais yoruba em São Paulo, Rio Janeiro e Bahia e parte de seu projeto que reafirma todo o universo simbólico na base da identidade afro brasileira.

O bailarino também faz, às 12h e às 12h40, a intervenção Òwò. Utilizando a palavra significadora do respeito em yoruba, ele propõe, por meio do diálogo do corpo com a música, uma reflexão sobre o crescimento da intolerância religiosa e das diversas ocorrências de invasões e depredações aos terreiros de Candomblé.

A programação de agosto do Arte na Rua acontece em paralelo com uma série de apresentações de dança que o Itaú Cultural promoveu durante agosto e encerra em 1 de setembro: 10 espetáculos de estilos variados, indo do popular à dança de rua, realizados por artistas de diferentes lugares do país. Mais informações no site www.itaucultural.org.br.

O Som e o Silêncio, da companhia Arte Raiz, também integra o Arte na Rua já abrindo espaço, no primeiro dia do mês, para a programação Setembro Azul. Nela, diversas iniciativas lembram as lutas e as conquistas da comunidade surda, no intuito de promover reflexão e visibilidade. Nesta primeira atividade, intercalada às apresentações de Campos ao ar livre, às 14h e 16h, o grupo visa promover reflexão e empatia, com uma abordagem sensível demonstrando como se dá a comunicação, bem como as barreiras geradas pela falta dela. A importância do silêncio e sua relevância dentro da comunidade surda e ouvinte é também explorada.

O amigo fiel

O texto da 26ª peça da companhia Sobrevento é uma adaptação de The devoted friend. O livro de Oscar Wilde (1854-1900) traz uma reflexão profunda sobre questões fundamentais para as crianças e para toda a sociedade de hoje.

Em busca de uma encenação que crie um ar mágico e estabeleça uma comunicação intensa com a criança, considerando sua sensibilidade, emoção e envolvimento poético, a montagem aponta novas abordagens do Teatro de Sombras, para criar atmosferas que se alternam entre encantadoras, soturnas e vertiginosas. Utiliza, também, bonecos feitos de galhos de madeira para representar os personagens da história, remetendo a um universo bucólico, onde se passa a peça.

No enredo, um jardineiro humilde e generoso, chamado João, acredita que a felicidade se encontra nas coisas simples da vida. Seu melhor amigo é dono de um moinho e vive confortavelmente em uma bela casa com sua esposa e filho. Ele pede muitos favores ao fiel João, com quem fala sobre os princípios da amizade e as obrigações para mantê-la. O jardineiro, que nada tem além de seu jardim, aprecia muito as palavras do companheiro e faz de tudo para agradá-lo, sem pedir nada em troca. Por sua vez, o dono do moinho nunca lhe oferece nada, a não ser seus ensinamentos sobre o valor da amizade. Para ele, sujeito sempre muito ocupado, uma pessoa cresce na dificuldade, portanto, o mais indicado é deixar alguém que enfrenta um problema resolvê-lo com seus próprios meios.

Com humor e delicadeza, os atores interpretam os personagens, narram o conto e ainda manifestam seu ponto de vista para criticar o comportamento deles. Assim, exploram o lirismo da obra e o distanciamento épico em um jogo teatral entre ficção e realidade.

O grupo toma o risco e a dúvida como caminhos para alcançar um espetáculo poético e provocador, como é o texto de Wilde. Escrito há 130 anos, ele criticava o individualismo, a hipocrisia, o egoísmo e a falta de solidariedade de sua época, questionamentos ainda tão atuais. O projeto é realizado pela Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, no Programa de Ação Cultural.

Sinergia com a Ocupação Lydia Hortélio

No sábado, às 14h, é realizada a oficina Crie seu Brinquedo. Nela, as crianças são acompanhadas por monitores do Núcleo de Educação e Relacionamento para confeccionar os itens necessários para a brincadeira das cinco pedrinhas e executar seus próprios barquinhos com os quais, depois, apostarão corrida.  No dia seguinte, os educadores promovem a Gincana Amarelinhas em frente ao instituto, no mesmo horário. Inspirada nas pesquisas de Lydia Hortélio, essa brincadeira auxilia no desenvolvimento cognitivo, equilíbrio e coordenação motora. Além de promover a integração entre as crianças, auxilia no desenvolvimento da competitividade sadia.

Cantinho, Feirinha e Contação

O Cantinho da Leitura e a Feirinha de Troca acontecem em todo o fim de semana, das 11h às 17h, também em conexão com a Ocupação Lydia Hortelio. Com curadoria da artista plástica Stela Barbieri, o espaço é especialmente voltado para os preceitos de Lydia: a valorização do brincar, o permanente encantamento pelo mundo, a importância do cantar e ouvir os ritmos musicais e poéticos.

As indicações de leitura são Barangandão natureza e Barangandão barulhinho, ambos de Adelsin Murta, que é um dos curadores da Ocupação dedicada a educadora. Serão oferecidos marcadores de páginas para que as crianças possam comentar os livros disponíveis no Cantinho e indicá-los para outros leitores. A contação de história do domingo fica por conta de Stela Barbieri e Fernando Vilela, com participação especial de Nina B. Lucato. O trio narra para o público Histórias Boileição, O Bicho Manjaléu e A onça e o bode com ilustrações ao vivo.

SERVIÇO:

O amigo fiel

Com a companhia Sobrevento

Dias 31 de agosto e 1 de setembro (sábado e domingo)

Às 15h

Local: Sala Multiúso

Duração: 60 minutos

Capacidade: 70 lugares

Classificação Indicativa: Livre

Distribuição de ingressos: uma hora antes do início

Essa atividade conta com interpretação em Libras

Arte na Rua

Oficina Deuses que dançam – com Wellington Campos

Dia primeiro de setembro (domingo)

Ás 11h

Local: calçada em frente ao instituto

Duração: 60 minutos

Capacidade: livre

Classificação Indicativa: livre

Intervenção Ówó - com Wellington Campos

Dia primeiro de setembro (domingo)

Às 12h e 12h40

Local: calçada em frente ao instituto

Duração: 25 minutos cada uma

Capacidade: livre

Classificação Indicativa: livre

Som e Silencio – com a companhia Arte Raiz

Dias primeiro, 15, 22 e 29 de setembro (domingos)

Às 14h e 16h

Local: calçada em frente ao Itaú Cultural

Duração: 25 minutos

Capacidade: livre

Classificação Indicativa: livre

Em sinergia com a Ocupação Lydia Hortélio

Oficina de brinquedos

Dia 31 de agosto (sábado)

Às 14h

Local: primeiro subsolo

Duração: 90 minutos

Inscrições às 13h no balcão de informações

Capacidade: 20 pessoas

Gincana: Amarelinhas

Dia primeiro de setembro (domingo)

Das 14h às 17h

Local: calçada em frente ao instituto

Cantinho da Leitura e Feirinha de Troca

Dias 31 de agosto e primeiro de setembro, das 11h às 17h

Classificação indicativa: Livre

Piso térreo

Narração de histórias e ilustrações

Histórias Boileição, O Bicho Manjaléu e A onça e o bode

Com Stela Barbieri, Fernando Vilela e participação especial de Nina B. Lucato

Dia primeiro de setembro (domingo), às 12h

Piso térreo - espaço do Cantinho da Leitura

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