Data: 14/08/2020 21:43 / Autor: Redação

Prefeitura de SP amplia produção de marmitas para população em situação de vulnerabilidade

Com a habilitação de duas novas entidades, programa Cozinhando pela Vida passará a produzir 2,4 mil refeições diárias


A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo ampliará o projeto Cozinhando pela Vida a partir de segunda-feira, 17 de agosto. A iniciativa, que atualmente produz 600 refeições diárias, passará a entregar 2,4 mil marmitas, distribuídas nas zonas central, norte e oeste da capital. As refeições são destinadas ao público em situação de vulnerabilidade, que recebe os alimentos no horário do almoço e jantar.

Para a ampliação, a Secretaria contratou duas novas entidades: Asbem – Associação do Bem-Estar Social da Zona Norte e ISS – Instituto Inovação Sustentável. Cada uma fará a produção de 1.800 refeições diárias, respectivamente.

“A experiência que tivemos no mês de julho e na primeira quinzena de agosto com as duas primeiras entidades vinculadas ao programa foi bastante satisfatória e mostrou que o projeto é eficiente. A partir disso, decidimos credenciar duas entidades que se inscreveram no edital do Cozinhando pela Vida, justamente para ampliarmos a produção e aumentar o número de pessoas atendidas pela iniciativa, reduzindo a fome e os impactos da crise do coronavírus na cidade”, destaca a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

A partir do dia 17, a Associação do Bem-Estar Social da Zona Norte iniciará a produção das marmitas utilizando cinco cozinhas localizadas nos distritos de Vila Guilherme, Jaçanã, Jardim Tremembé e Vila Maria. Já o Instituto Inovação Sustentável dará início ao projeto na semana seguinte, em 24 de agosto, com duas cozinhas na Lapa de Baixo e no CEU Paz, no Jardim Paraná.

A um valor de R$ 10 por unidade, cada refeição tem 500 gramas e é composta de uma dieta balanceada e nutritiva com arroz branco, feijão carioca, carne vermelha moída, legumes, macarrão e salada, além de uma fruta de sobremesa. As duas novas entidades entregarão as marmitas todos os dias da semana em pontos fixos durante o horário do almoço e jantar.

As duas entidades se reuniram com a equipe técnica da Cosan – Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, para o alinhamento dos pontos de atendimento e logística da produção. Os profissionais contratados pelas entidades foram submetidos a uma capacitação em boas práticas na manipulação de alimentos, garantindo as normas de vigilância sanitária. 

Para a produção das marmitas, as duas entidades farão ao todo a contratação de 87 profissionais, incluindo cozinheiros, auxiliares, almoxarifes, administradores e nutricionistas. Cada profissional receberá um salário que vai de acordo com a área de atuação, variando entre R$ 1.200 até R$ 4.000. Além disso, o Cozinhando pela Vida incentiva a aquisição de produtos e insumos do comércio local, buscando mitigar os impactos da pandemia na economia.

O vínculo das duas entidades com o Cozinhando pela Vida terá a duração de dois meses, válidos de agosto até outubro. Somadas, a Asbem e ISS farão a produção de 60 mil refeições no período.

Cozinhando pela Vida – Fase I  

Iniciado em julho, o Cozinhando pela Vida habilitou inicialmente duas entidades: Casarão Brasil e Instituto Laudenor de Souza. Ambas, somadas, já produziram 22,8 mil refeições, atendendo a região central, onde há grande concentração do público LGBTQI+ em vulnerabilidade, e o distrito de Santana, alimentando migrantes instalados para a Associação de Migrantes pela Integração Comunitária – AMIC, que faz a distribuição das refeições.

Ambas as organizações possuem como meta a produção de 30 mil marmitas até o fim do mês de agosto.


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