Data: 17/05/2022 16:32 / Autor: Redação / Fonte: Rumos Itaú Cultural

Oneide Bastos lança segundo disco da carreira e exalta a cultura do Amapá

Selecionado pelo Rumos Itaú Cultural e produzido por Dante Ozzetti, o álbum homônimo da cantora une artistas e compositores amapaenses e paulistas


Oneide Bastos
Oneide Bastos

Crédito: Luan Cardoso

“E no meu rio / Rio de pedra navego / Meu barco voa sem vela / Rio e navego sozinha.” É com esses versos de Pedra de Rio, de Luhli e Lucina, que a rainha da música da Amazônia e uma das principais cantoras do Amapá, Oneide Bastos, abre o segundo disco da sua carreira de quase 50 anos. No álbum, homônimo e selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2019-2020, ela canta a cultura da região e, acima de tudo, a sua própria história. A obra será lançada no dia 20 de maio em todas as plataformas digitais e conta com produção musical, direção artística e arranjos de Dante Ozzetti. 

“É um trabalho importante de uma cantora singular, que traduz dentro da sua trajetória o universo amazônico”, fala Ozzetti. “O repertório escolhido e a forma como o interpreta são convidativos e levam o ouvinte a viajar consigo pela sua história de vida, que entra pelos rios, florestas, magia, pelo imaginário”, continua ele, para concluir: “ao embarcar nesse canto, conhecemos um Brasil ainda distante para nós.”

O produtor se refere, também, à imensidão da riqueza cultural do Amapá e a difusão que esse trabalho propõe.  “O projeto proporciona não só essa viagem, mas também a construção de pontes, unindo artistas e compositores de lá, aos daqui de SP”, afirma.

Além de Pedra de Rio, o novo trabalho da cantora traz no repertório Jurupari, composta pela própria Oneide, Taemã, de Enrico Di Miceli e Antônio Messias, Voou, de Paulinho Bastos e Osmar Junior, Alto Mar, de Dante Ozzetti e Luiz Tatit, Congá e Batuqueiros, ambas canções de Paulinho Bastos, Suprema, de Joãozinho Gomes e Lula Barbosa, Puçangueira, também de Joãozinho Gomes, mas em parceria com Eudes Fraga, e Sereia do Rio-Mar, deles dois com Paulo Oliveira.

O projeto foi gravado e mixado por Luís Lopes no Estúdio C4AudioLab e masterizado por Carlos Freitas (Classic Master). No disco, Oneide está acompanhada por Dante Ozzetti no violão e guitarra elétrica; Fi Maróstica no baixo; Guilherme Held na guitarra elétrica; Guilherme Kastrup e Nena Silva na percussão; Hian Moreira, bateria; Luiz Amato, César Miranda, Soraya Landim, Andreas Uhlemann, Amanda Martins, Caio Santos, Alex Braga e Guilherme Peres nos violinos; Emerson De Biaggi, Elisa Monteiro e Fábio Tagliaferri nas violas; Adriana Holtz e Jin Joo Doh nos cellos; e Marco Delestre, contrabaixo.

Oneide Bastos

Nascida na década de 1940, na Ilha dos Porcos, na região do Afuá, no Pará, em um braço do Rio Amazonas, Oneide conta que veio ao mundo tão pequena que cabia em uma mão do pai. Ele nem acreditava que ela sobreviveria. Hoje, sem revelar a idade, ela prova que seu tamanho não foi empecilho em nenhuma fase da sua história, nem para se tornar uma das mais importantes artistas da cultura amapaense, estado que a acolheu ainda criança e também onde formou família. 

A cantora estudou Biblioteconomia e exerceu essa função por alguns anos, sempre apoiada pelo marido Sena Bastos, grande incentivador, e dos seis filhos, cinco deles artistas. No entanto, foi na música que se realizou. Cantava desde muito cedo, porém, a sua carreira artística só começou a decolar nos anos 1970, no grupo Seono, produzido pelo companheiro. Oneide, ajudou a fundar o Trio da Terra e integrou o Quarteto Clave de Sol. Em 1994, lançou o primeiro disco, Mururé

Mesmo sofrendo resistências para seguir na música, não em casa, mas fora dela, Oneide nunca desistiu. “Se eu parar de cantar, eu morro”, declara. “Se meu Sena estivesse vivo, ele estaria orgulhoso, porque agora eu vivo um momento de felicidade plena, glória e eterna gratidão, por estar cantando essa música tão importante para o mundo”, conta. “Um disco de valor inestimável, pela ideia, proposta e o cuidado e amor de toda a equipe pela execução, liderada por Dante Ozzetti. Um sopro de luz na minha vida, na minha carreira”. 

Matriarca de uma família de artistas que atuam em diversos segmentos da cultura popular, como carnaval, quadra junina, música, dança e outros, ela é conhecida por muitos a rainha da música da Amazônia, por defender essa temática regional há quase cinco décadas e ter a voz como referência para a nova geração. 

SERVIÇO:

Rumos Itaú Cultural 2019-2020

Lançamento do disco Oneide Bastos

Dia 20 de maio

Disponível em todas as plataformas de streaming

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