Data: 20/09/2019 16:24 / Autor: Redação / Fonte: Museu da Diversidade Sexual

Museu da Diversidade Sexual celebra o Dia da Visibilidade Bissexual

O museu vai receber a atriz Jaque Alves para uma performance poética baseada em suas próprias vivências


Em comemoração ao Dia da Visibilidade Bissexual, Museu da Diversidade Sexual recebe performance artística
Em comemoração ao Dia da Visibilidade Bissexual, Museu da Diversidade Sexual recebe performance artística

Crédito: divulgação

O Museu da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo recebe, no próximo dia 21, às 16h, a poeta, articuladora cultural e atriz bissexual Jaque Alves, que apresentará uma performance poética composta por suas próprias vivências. Apesar de ter outros trabalhos artísticos e performances no currículo, esta será a primeira vez que a artista fará uma apresentação inspirada na própria bissexualidade.

“Sempre quis expressar o que estava ‘entalado’ dentro de mim a partir de algo que fizesse eu me sentir melhor. Nós temos anseios e angústias que ficam presos no peito e que acabam saindo através das palavras, da escrita, da performance e pelos sentidos do corpo”, descreve Jaque.

A atriz, de 25 anos, conta que se reconhece como bissexual há pelo menos uma década. Na performance que apresentará no Museu, ela pretende explorar questões que envolvem o (auto) reconhecimento de sua orientação sexual, ao longo dos últimos 10 anos, e a forma como a bissexualidade é percebida pela sociedade.  

“Nunca falei sobre minha bissexualidade e essa será a chance de liberar essa parte que ainda me sufoca, mesmo que o processo de reconhecimento pessoal e coletivo tenha sido mais tranquilo para mim, mas é sobre o entendimento que fica gritando nas extremidades internas. Só quero sentir o inexplicável e ser sensível a ponto de transbordar amor!”, finaliza a artista.

Indivíduos que se sentem atraídos afetiva e/ou sexualmente por pessoas de ambos os gêneros são chamados de bissexuais. Em uma sociedade heteronormativa, esse grupo é frequentemente alvo de curiosidade, fetiche e preconceito, inclusive dentro da própria sigla LGBTQI+ (na qual são representados pela letra “B”). Para ajudar a combater estereótipos e a marginalização de pessoas que se identificam como bissexuais, foi criado o Dia da Visibilidade Bissexual, celebrado em todo o mundo no dia 23 de setembro. A performance é uma iniciativa do Museu da Diversidade Sexual para celebrar a data.

O Museu da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo (MDS) é um equipamento cultural do Governo do Estado de São Paulo, administrado pela organização social de cultura APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte).

Serviço:

Evento: Performance poética de Jaque Alves, em celebração ao Dia da Visibilidade Bissexual

Local: Museu da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo (Rua do Arouche, 24 – dentro da estação República do metrô)

Data e horário: 21/09/2019, às 16h

Valor: Entrada gratuita (retirada de ingressos na bilheteria do local com 1h de antecedência). 

Sobre a artista

Jaque Alves

Poeta, Articuladora Cultural e Atriz bissexual

Nascida e criada em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo (SP), é estudante de Serviço Social. Integrou o coletivo Movimento Aliança da Praça, que realiza mensalmente um Sarau e três Slams (Batalhas de Poesia): Slam do Corre, Slam Função e Slam Racha Cor'Ação. Atualmente, integra a equipe Slam Laje (Batalha de Poesia), que ocorre de forma itinerante nas favelas do Complexo do Alemão. Participou do Módulo de Pesquisa Teatral Continuada na Aldeia Satélite Espaço Cultural, integrando dois núcleos teatrais: a Cia Cínicos Cênicos (com a peça Um Em Cada Três) e Cia Utilidade Pública (com a peça Dia Útil). É uma das idealizadoras do grupo de performance cênica / poética PARDOnizadas e coautora do livro Pilares: raízes espelhadas (2019).

 Sobre o Dia da Visibilidade Bisexual

Como forma de chamar atenção para as demandas da população bissexual, então ignoradas pela sociedade norte-americana, três ativistas bissexuais se reuniram para criar, nos Estados Unidos, o Celebrate Bisexuality Day, em 1999. Graças a luta pelos direitos do grupo, travada por Wendy Curry, Michael Page e Gigi Raven Wilbur, o movimento ganhou força no país e, hoje, duas décadas após a sua primeira celebração, o Dia da Visibilidade Bissexual é lembrado em vários países do mundo com manifestações, atos de conscientização e apresentações artísticas.

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