Data: 04/01/2021 16:16 / Autor: Redação / Fonte: Escola Vereda

Levantamento em escola revela que estudantes mantiveram seu desempenho em 2020

Crianças e adolescentes da Vereda participaram de provas nos moldes do Saeb e Enem; alunos também reuniram 45 medalhas na olimpíada Canguru de Matemática


Crédito: Divulgação

Avaliar, levantar os impactos da pandemia e buscar formas de repará-los. Esses serão os objetivos das escolas ao redor do mundo a partir do ano de 2021 que, diferentemente do anterior, não contará mais com o fator surpresa de todo o contexto gerado pela pandemia. Assim, será possível projetar um ano letivo mais sólido, olhando para questões estruturais como acesso ao ensino e, principalmente, para a qualidade.

Na Escola Vereda (Santo André, São Bernardo do Campo e Mooca – São Paulo), esse processo já se iniciou em 2020 com uma avaliação diagnóstica chamada de “Evolucional”. Realizado anualmente desde 2018, o procedimento foi aplicado aos estudantes dos 3º a 9º anos do Ensino Fundamental nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática, seguindo o formato do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), e para os jovens das 1ª e 2ª séries do Ensino Médio nos moldes do Enem.

Em relação aos dados de 2019, o levantamento mostrou um progresso significativo no Fundamental, com destaque para o 3º ano, que teve um aumento de mais de 30% nas notas das duas áreas de conhecimento, apresentando 253,9 em Português e 249,3 em Matemática. O 9º ano foi o único a indicar uma variação inferior nas notas, registrando uma queda de desempenho de aproximadamente 7% em Português e 1,5% em Matemática.

No caso do Ensino Médio, a avaliação também representou dados positivos, mas só podendo estabelecer um comparativo até a 1ª série, já que a instituição passou a ter classes da 2ª série em 2020. Somando o desempenho em todas as áreas e incluindo a redação, os jovens apresentaram uma média geral 11,85% maior em relação ao ano anterior, chegando a nota de 532,0.  

Para Rafael Antunes, Coordenador de Conteúdo e Repertório da Escola Vereda, diante de todo o cenário, o resultado foi muito satisfatório. “Os dados mostraram que as escolhas que fizemos no início da pandemia foram corretas. Enquanto tiveram escolas que optaram por manter a carga horária do presencial ou por abrir mão do processo avaliativo, a Vereda caminhou no meio termo.”

A antiga sala de aula presencial foi dividida em três etapas: as lives com conteúdo regular; o estudo de roteiro, utilizado para o estudo sozinho, mas com o direcionamento pedagógico, e a tutoria, período de conversas individuais com cada estudante. Quanto às avaliações, foram realizadas atividades quinzenais para acompanhar o rendimento, mas muitas provas formais foram substituídas por trabalhos.

O resultado é comprovado na prática quando analisado com a participação no Concurso Canguru de Matemática 2020, que reuniu 45 medalhistas de todas as unidades da Escola, sendo três ouros, oito pratas, 14 bronzes e 20 honras ao mérito. Os estudantes participaram voluntariamente da competição, que é realizada em mais de 80 países e tem como intuito ampliar os conhecimentos e contribuir com a melhoria da aprendizagem na área de exatas.

O coordenador conta que tanto a olimpíada quanto os dados da Evolucional mostraram que existe um ensino não presencial sólido e, a partir daí, é possível olhar para outras áreas que não puderam ser tão trabalhadas em detrimento da construção desse novo modelo de ensino. “Para uma eventual volta do presencial, as escolas ainda vão colher o efeito da pandemia e terão que ajustar os seus currículos nesse sentido. Apesar de um bom desempenho, precisa ainda de algum aprofundamento”, completa.

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