Data: 14/06/2019 14:29 / Autor: Redação / Fonte: SMABC

Greve geral paralisa 65 mil trabalhadores na base dos Metalúrgicos do ABC

Movimento parou 98% das fábricas metalúrgicas de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra incluindo todas as montadoras


Volks
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Crédito: Adonis Guerra/SMABC

Cerca de 65 mil trabalhadores pararam nesta sexta-feira, na base dos Metalúrgicos do ABC, em adesão à Greve Geral contra a reforma da Previdência. O movimento atingiu 98% das fábricas metalúrgicas de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, incluindo as cinco montadoras. O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, comemorou o resultado que, na sua avaliação, é resultado do trabalho de mobilização e, principalmente, do nível de conscientização da categoria. “Podemos afirmar com tranquilidade que a greve na nossa categoria foi um sucesso. É a demonstração da contrariedade da nossa base em relação a uma reforma que acaba com o direito a uma aposentadoria decente depois de décadas de trabalho duro”, destacou.

Desde as primeiras horas do dia, o presidente esteve nas portas das montadoras e empresas da base, para avaliar a adesão ao movimento. Nas montadoras, esteve acompanhado do presidente da CUT, Vagner Freitas, de secretário-geral da central, Sérgio Nobre, e do ex-prefeito de São Bernardo e ex-ministro da Previdência Social, Luiz Marinho.

Wagnão reforçou a importância das atividades realizadas pelo Sindicato para esclarecimento dos trabalhadores em relação à reforma. Desde que a proposta foi apresentada ao Congresso, os Metalúrgicos do ABC organizaram uma série de oficinas com técnicos do Dieese para que os trabalhadores pudessem tirar dúvidas e entender ponto a ponto do que estava em discussão. Quando foi definida a data da Greve Geral, a mobilização foi intensificada, com a realização de  assembleias e panfletagens.

“O trabalhador tem o direito de conhecer a fundo uma proposta que atenta contra seus direitos. O governo está gastando milhões para fazer propaganda da reforma, era nossa obrigação mostrar o que a proposta é de verdade, apontar os detalhes que a propaganda esconde, o ataque que ela representa para quem está trabalhando hoje, para quem já se aposentou e para as próximas gerações”, afirmou o sindicalista.

Pela manhã, na portaria da Mercedes-Benz, o coordenador do comitê Sindical, Max Pinho, comemorou a adesão de 100% dos trabalhadores à greve. “Fizemos assembleias com todos os turnos no dia 12 e já naquela data eles aprovaram a participação. A fábrica que deveria ter hoje 11 mil pessoas trabalhando, entre diretos e prestadores de serviços, ficou vazia. Estão todos em luta”.

Wellington Damasceno, diretor-executivo do Sindicato, esteve na Volks, onde também reforçou a importância da organização dos trabalhadores. “Fábrica parada. Todos firmes na luta contra essa reforma que só retira direitos e não corrige injustiças. Pelo contrário, privilegia mais ainda quem já tem privilégios e tira de quem precisa do atendimento do Estado”, criticou.

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