Data: 19/10/2019 07:47 / Autor: Cadu Proieti / Fonte: Consórcio Intermunicipal Grande ABC

Grande ABC tem ‘Dia D’ para vacinação de crianças contra o sarampo

Postos de saúde estarão abertos das 8h às 17h deste sábado (19/10); a imunização é destinada às crianças com idade entre 6 meses e 5 anos


Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os postos de saúde do Grande ABC abrem as portas neste sábado (19/10), das 8h às 17h, para receber o “Dia D” de vacinação contra sarampo. A iniciativa visa ampliar a adesão à campanha na região, que vai até 25 de outubro.

A imunização é destinada às crianças com idade entre 6 meses e 5 anos, consideradas mais vulneráveis a apresentar complicações pela doença. O público-alvo da campanha deve ser levado às unidades de saúde, preferencialmente com a carteirinha de vacinação, para que um profissional verifique a necessidade de aplicação da dose. A meta é atender nos postos 2,2 milhões de crianças em todo o Estado para verificação da carteira vacinal e aplicação da vacinação, se necessário.

 “A única forma de interrompermos a cadeia de transmissão do sarampo é através da vacinação. Por isso, precisamos da colaboração de todos. Neste ‘Dia D’, levem seus filhos ainda não vacinados para atualizar suas vacinas. Juntos somos mais fortes e poderemos vencer essa batalha”, reforçou a vice-coordenadora do Grupo de Trabalho (GT) Saúde do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e secretária de Saúde de São Caetano do Sul, Regina Maura Zetone.

O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da tríplice aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela. Neste ano, os bebês com menos de 12 meses também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário.

 “A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Mantê-la em dia é a melhor forma de prevenção e, por isso, convocamos as mães, pais, familiares e responsáveis para levarem os pequenos aos postos durante esta campanha”, afirma o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

A vacina é contraindicada para bebês com menos de 6 meses. A recomendação para os pais e responsáveis por crianças nessa faixa etária é evitar exposição a aglomerações, manter higienização adequada, ventilação adequada de ambientes, e sobretudo que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal. Somente um profissional de saúde poderá avaliar e dar as recomendações necessárias.

SEGUNDA FASE

A campanha também terá uma segunda fase neste ano, que será focada em jovens de 20 a 29 anos e acontecerá entre os dias 18 e 30 de novembro, quando acontecerá outro “Dia D”. Esse grupo poderá receber a dose da tríplice ou da dupla viral (sarampo e rubéola), conforme a indicação do profissional de saúde.

A vacina é contraindicada também para pessoas imunidade baixa e gestantes. Pessoas nascidas antes de 1960, na sua maioria, já tiveram a doença na infância e possuem proteção por toda a vida, não necessitando ser vacinadas, conforme diretriz do Ministério da Saúde.

As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação, que ocorrerá de forma “seletiva”, ou seja, apenas em quem tiver alguma pendência.

CENÁRIO REGIONAL

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) estadual realiza monitoramento contínuo da circulação do vírus. Neste ano, até o momento, há 758 casos confirmados laboratorialmente pelo CVE, sendo 212 em São Bernardo do Campo, 204 em Santo André, 179 em Mauá, 62 em Ribeirão Pires, 49 em Diadema, 48 em São Caetano do Sul e quatro em Rio Grande da Serra.

Considerando que o vírus já circula em todo o território paulista, conforme prevê no Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, a partir de agora o Governo do Estado passa também confirmar casos com base no critério clínico-epidemiológico (ou seja, com base em sintomas e avaliação médica), somando outros 200 casos: são 80 em Ribeirão Pires, 77 em Santo André, 17 em São Bernardo, 13 em Mauá, oito em Diadema, três em São Caetano e dois em Rio Grande da Serra.

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