Data: 21/09/2019 10:41 / Autor: Redação / Fonte: Sesc Santo André

Festival Primavera Psicodélica agita o Sesc Santo André entre setembro e outubro

O projeto traz shows de grupos nacionais que lançaram álbuns psicodélicos nas décadas de 70 e 80


Festival Primavera Psicodélica agita o Sesc Santo André entre setembro e outubro
Festival Primavera Psicodélica agita o Sesc Santo André entre setembro e outubro

Crédito: Divulgação

Renascimento, renovação e ressurreição. A primavera, estação do ano que se segue ao inverno e precede o verão, é também associada ao reflorescimento da flora terrestre. O eixo da Terra aumenta sua inclinação em relação ao Sol, a duração da luz do dia aumenta, as geadas começam a derreter e as temperaturas se elevam.

A chegada da cultura psicodélica na música, em meados dos anos 60, funcionou como a primavera da cultura pop. No Brasil, seguindo os mandamentos antropofágicos de Oswald de Andrade, deglutimos os corações solitários do Sargento Pimenta, digerimos e regurgitamos a Tropicália – devolvendo ao mundo o nosso pioneiro manifesto musical psicodélico. Da Tropicália em diante a música psicodélica brasileira não parou mais.

Havia uma produção musical à margem dos grandes sucessos comerciais, que ousava ser experimental e rompia com os padrões estéticos a partir de encontros entre diferentes regionalidades e estilos, inserindo a psicodelia na cultura brasileira em plena era da ditadura militar. Foi, sem dúvida, um período de renovação, onde tudo passou a ser colorido, vibrante, experimental e audacioso.

É assim que o Sesc Santo André celebra essas coloridas manifestações no festival Primavera Psicodélica, durante os meses de setembro e outubro. O projeto traz shows de grupos nacionais que lançaram álbuns psicodélicos nas décadas de 70 e 80, além de encontros com pesquisadores e artistas para tratar de temas como musicalidade e psicodelia, fruição musical e o contexto social e político que marcou esse período de produção experimental da música brasileira.

A Primavera Psicodélica no Sesc Santo André tem início dia 27 de setembro, sexta-feira, com a banda Som Imaginário. Formada nos anos 70, a banda gravou três discos inovadores e repletos de virtuosismo para a época, e tinha como padrinho e elemento aglutinador o amigo Milton Nascimento. Ao lado do cantor e compositor mineiro, o Som Imaginário registrou duas noites do show Milagre dos Peixes no Teatro Municipal de São Paulo, registros que deram origem ao LP duplo creditado a Milton Nascimento e Som Imaginário. No Teatro do Sesc Santo André, a banda toca o repertório desse marcante disco lançado em 1973.

Sábado, dia 28, a banda paulistana Casa das Máquinas apresenta seu segundo disco de estúdio, Lar de Maravilhas, lançado em 1975. Com fortes pitadas psicodélicas originadas da nova formação da banda, o disco é marcante por transitar entre o hard rock e rock progressivo latino-americano e considerado um dos trabalhos mais importantes de Casa das Máquinas.

No dia seguinte, o domingo recebe o show gratuito da banda Os Haxixins, que toca pela primeira vez no Gramado externo do Sesc Santo André. A banda formada por Fabio Fiuza (guitarra), Sir Uly (vocal e bateria), Edu Osmédio (baixo), Douglas Farias (guitarra) e Alexandre Romera (órgão) apresenta repertório autoral repleto de influências do rock dos anos 60, punk rock e música psicodélica.

A Primavera Psicodélica do mês de outubro começa dia 4 com o bate-papo Psicodelia Nordestina, que conta a presença do músico, cartunista e pesquisador Lailson de Holanda, e do guitarrista Paulo Rafael, membro da banda Ave Sangria. Ao lado de outros músicos, Lailson e Paulo vivenciaram no Nordeste o surgimento de artistas inventivos e desafiadores que revolucionaram a cena musical na região. No encontro mediado pelo jornalista Bento Araújo, os convidados refletem sobre a música psicodélica brasileira e relembram histórias do período conhecido pela “explosão da música nordestina” no Brasil.

No mesmo dia, cultuada banda pernambucana Ave Sangria faz show com músicas do começo da carreira e novas composições. Com 45 anos de existência, o grupo revisita o repertório do emblemático e homônimo disco de estreia lançado em 1974, além de canções inéditas compostas entre 1972 e 1974, recém lançadas no álbum Vendavais, de 2019.

Dia 5, sábado, o bate-papo Lindo Sonho Delirante: a música psicodélica brasileira discute a cena musical entre 1968 e 1975, anos inspirados da música psicodélica brasileira. Nesse encontro, o jornalista Ricardo Alexandre, ex-editor da revista Bizz, conversa com Bento Araújo, escritor do livro LSD: 100 discos psicodélicos do Brasil, e com Fabio Golfeti, da banda Violeta de Outono, sobre a música psicodélica feita no Brasil.

O sábado também conta com show da banda Violeta de Outono, que se reúne com sua formação original para interpretar canções de seus três primeiros discos lançados entre 1986 e 1989, além de releitura da psicodelia sob o filtro dos anos 80, como as faixas “Outono”, “Dia Eterno” e “Declínio de Maio”, além da versão para “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles, pedra fundamental da música psicodélica. 

O fim de semana termina com o show da banda Maglore, que acontece domingo no Gramado externo do Sesc Santo André. Originada em Salvador, em 2009, a banda baiana gravou cinco discos, sempre mantendo o lirismo em suas composições e a musicalidade influenciada por músicos dos anos 70 e 80. A Maglore é formada atualmente por Lelo Brandão (guitarra), Teago Oliveira (voz e guitarra), Lucas Gonçalves (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria), e apresenta repertório autoral em comemoração aos 15 anos da banda.

O último final de semana da Primavera Psicodélica recebe dois shows com clássicos da música psicodélica. Dia 11, sexta-feira, a banda Som Nosso de Cada Dia toca e canta repertório de um de seus álbuns mais aclamados, o disco Snegs, lançado em 1974.  Sábado, dia 12, o grupo O Terço retoma sua formação clássica para apresentar na íntegra o álbum Criaturas da Noite, que conta com arranjos de Rogério Duprat e capa de Antônio e André Peticov.

Confira a programação completa do projeto.

Primavera Psicodélica no Sesc Santo André

Setembro e outubro

Som Imaginário

Dia 27/9, sexta, às 21h.

Ingressos à venda nas Bilheterias da Rede Sesc SP, nos valores de R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 9,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo credenciados na Rede Sesc).

No Teatro. Recomendação etária: 12 anos.

Formada na década de 70 para acompanhar uma turnê de Milton Nascimento, a banda Som Imaginário gravou três álbuns inovadores e repletos de virtuosismo: Som Imaginário (1970), Som Imaginário (Nova Estrela) 1971 e Matança de Porco (1973). Pela banda já passaram grandes músicos como Tavito, Zé Rodrix e Naná Vasconcelos. Nesse show, Wagner Tiso e o Som Imaginário apresentam o álbum Milagre dos Peixes, de 1973.

Sexta-feira santa, 1970. O Som Imaginário fazia a sua primeira apresentação. Com integrantes nascidos em diferentes estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, parecia óbvio que a música praticada pelo grupo fosse uma mistura muito rica e convincente.

Naquele mesmo ano a banda gravou sua estreia pela Odeon. Os dez temas do disco causaram euforia até mesmo dentro da gravadora. Por um momento, parecia possível comercializar a música da banda dentro de seus próprios termos.

Ser uma das primeiras bandas do país a se preocupar exclusivamente com música, liberdade e com a técnica que ela exige, tinha um preço, mas o grupo seguiu firme trabalhando a sua fusão de rock, jazz, psicodelia, música regional, pop etc.

Milton Nascimento era amigo, padrinho, guru e elemento aglutinador do Som Imaginário. Tanto que, em maio de 1974, registrou duas noites do show Milagre dos Peixes no Teatro Municipal de São Paulo. Meses depois, aqueles registros foram incluídos em um maravilhoso elepê duplo, creditado a Milton Nascimento & Som Imaginário.

Vamos reviver esse momento mágico da música brasileira no Primavera Psicodélica, com o Som Imaginário executando Milagre dos Peixes.

Casa das Máquinas

Dia 28/9, sábado, às 20h.

Ingressos à venda nas Bilheterias da Rede Sesc SP, nos valores de R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 9,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo credenciados na Rede Sesc).

No Teatro. Recomendação etária: 12 anos.

A banda paulistana Casa das Máquinas apresenta seu segundo álbum de estúdio, Lar de Maravilhas, lançado em 1975. Com fortes pitadas psicodélicas, esse álbum é um marco na carreira da banda que transita entre o hard rock e o rock progressivo.

O Casa das Máquinas começou como um projeto de um dos bateristas mais populares do rock brasileiro, Luiz Franco Thomaz, o Netinho, que sacudiu o Brasil da segunda metade da década de 60 com Os Incríveis. Em 1974, Netinho percebeu que o rock havia mudado, andava mais pesado, glamoroso e progressivo. Usando figurinos ousados e maquiagens, o Casa das Máquinas foi contratado pela poderosa Som Livre, que, naquele mesmo ano, soltou o LP de estreia homônimo do grupo.

Em 1975, buscando caminhos mais progressivos e psicodélicos, a banda ampliou a sua formação, contratando o tecladista Mario Testoni Jr. e um segundo baterista, Marinho Thomaz, irmão mais novo de Netinho. A nova formação estreou em Lar de Maravilhas, o melhor trabalho da banda e um daqueles álbuns obrigatórios do rock progressivo latino-americano.

O groove viajante de “Vou Morar no Ar”, a faixa de abertura, cativou uma nova legião de seguidores e tornou-se um dos maiores hits do grupo, sempre presente nos shows. “Liberdade Espacial” e “Astralização” são outros destaques do LP.

O Casa das Máquinas chega ao Primavera Psicodélica com uma nova formação, apresentando Lar de Maravilhas e outros temas emblemáticos do rock brasileiro dos anos 70.

Os Haxixins

Dia 29/9, domingo, às 17h.

Grátis.

No Gramado. Recomendação etária: 12 anos.

Show que marca o retorno do grupo de rock psicodélico paulistano Os Haxixins.

Psicodelia Nordestina, com Lailson de Holanda, Paulo Rafael e Bento Araújo

Dia 4/10, sexta-feira, às 19h.

Grátis. Retirada de ingressos a partir das 18h na Loja Sesc ou Bilheteria.

No Espaço de Tecnologias e Artes. Livre para todos os públicos.

Na década de 70, o eixo Pernambuco-Paraíba-Ceará vivenciou o surgimento de artistas inventivos e desafiadores, que revolucionaram a cena musical da região. Lula Côrtes liderava um coletivo underground que gerou projetos, artistas e discos independentes que hoje se tornaram objeto de culto em todo o planeta: Satwa, Marconi Notaro, Paebirú e Phetos. Nesse encontro o músico e parceiro de Lula Côrtes, Lailson de Holanda, e Paulo Rafael do Ave Sangria, relembram as histórias dessa época profícua da música nordestina.

Ave Sangria

Dia 4/10, sexta-feira, às 21h.

Ingressos à venda nas Bilheterias da Rede Sesc SP, nos valores de R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 9,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo credenciados na Rede Sesc).

No Teatro. Recomendação etária: 12 anos.

Com 45 anos de existência, a cultuada banda pernambucana Ave Sangria apresenta seu trabalho psicodélico revisitando o repertório de seu emblemático disco de estréia, homônimo, de 1974, além das inéditas canções compostas entre 1972 e 1974 e recém lançadas no álbum Vendavais, de 2019.

O Ave Sangria é um dos principais nomes da música psicodélica brasileira. Surgiram no Recife, sob o nome de Tamarineira Village, e fazem parte da essencialmente psicodélica cena pernambucana que imortalizou nomes como Lula Côrtes, Flavio Lira/Flaviola, Marconi Notaro, Lailson de Holanda, Robertinho de Recife, Alceu Valença e outros.

Lançaram um histórico LP em 1974, que imortalizou canções como “Dois Navegantes”, “Sob o Sol de Satã”, “Geórgia, a Carniceira”, “Lá Fora” e a polêmica “Seu Waldir”, essa última censurada por ter sido considerada uma apologia ao homossexualismo. As primeiras cópias do disco saíram com “Seu Waldir”, mas foram recolhidas pela Polícia Federal e uma nova prensagem, sem a faixa, foi providenciada. Mais tarde a canção seria regravada por Ney Matogrosso e hoje virou uma das mais pedidas nos shows da banda, verdadeiras celebrações à psicodelia nordestina.

Além de apresentar o LP homônimo de 1974, o Ave Sangria irá celebrar sua trajetória no Primavera Psicodélica, com canções do seu novo álbum, Vendavais, que traz composições inéditas dos anos 70, como “O Poeta”, “Sundae”, “Carícias” e “Silêncio Segredo”.

Lindo Sonho Delirante: A música psicodélica brasileira, com Bento Araújo, Fabio Golfetti e Ricardo Alexandre

Dia 5/10, sábado, às 15h.

Grátis. Retirada de ingressos a partir das 14h na Loja Sesc ou Bilheteria.

Na Sala de Múltiplo Uso. Livre para todos os públicos.

O período de 1968 a 1975 foi um dos mais incríveis e inspirados da música psicodélica brasileira. Nesse encontro, o jornalista Ricardo Alexandre, ex editor da revista Bizz, conversa com Bento Araújo, escritor do livro LSD: 100 discos psicodélicos do Brasil, e com Fabio Golfeti, da banda Violeta de Outono, sobre a música psicodélica feita no Brasil.

Violeta de Outono

Dia 5/10, sábado, às 20h.

Ingressos à venda nas Bilheterias da Rede Sesc SP, nos valores de R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 9,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo credenciados na Rede Sesc).

No Teatro. Recomendação etária: 12 anos.

Violeta de Outono se reúne com a formação original para interpretar seus três primeiros discos clássicos lançados entre 1986 e 1989, o EP Reflexos da noite (1986) e os álbuns Violeta de outono (1987) e Em toda parte (1988).

O ano era o de 1987. A música psicodélica voltava a orbitar o underground nacional, principalmente com o Violeta de Outono, que lançava o seu LP de estreia após um EP muito bem recebido pela imprensa: “A atmosfera é de romantismo dark com um toque retrô (psicodélico) futurista e perfeição minimalista”, escreveu Antonio Bivar.

O líder do grupo, o guitarrista e vocalista Fabio Golfetti, estava em total sintonia com as manifestações psicodélicas que voltavam a aflorar na música pop, principalmente no cenário britânico, onde uma preocupação com texturas, melodias e atmosferas sonoras passou a contaminar jovens músicos e compositores.

O LP de 1987 sugeria luz e sombra, real e imaginário, como faziam as grandes bandas inglesas dos anos 60 e 70. Tratava-se de uma releitura da psicodelia sob o filtro dos anos 80, como mostrava as faixas “Outono”, “Dia Eterno” e “Declínio de Maio”, além da versão para “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles, pedra fundamental da música psicodélica. 

Enquanto a maioria das bandas nacionais seguia a cartilha da new wave e do pós-punk, o Violeta de Outono caminhava pela contramão, apostando em uma música hipnótica, viajante e em letras contemplativas e existenciais. A formação original do Violeta de Outuno irá apresentar tudo isso no Primavera Psicodélica.  

Maglore

Dia 6/10, domingo, às 17h.

Grátis.

No Gramado. Livre para todos os públicos.

Apontado pela mídia especializada como um dos grandes nomes do novo cenário nacional, a Maglore apresenta show de comemoração de 15 anos da banda.

Originada em Salvador em 2009, Maglore gravou cinco álbuns, sendo quatro de estúdio e um Ao Vivo, com lançamento previsto para 25 de junho de 2019. Ao longo dos 10 anos de estrada, a banda já teve diferentes formações e sonorides, sem nunca deixar de lado o lirismo das letras e as influências dos anos 70 e 80. Com público crescente e fiel, o grupo já se apresentou em todas as regiões do país e acumula shows pelos principais palcos e festivais brasileiros, além de passagens pelos Estados Unidos.

Som Nosso de Cada Dia

Dia 11/10, sexta-feira, às 21h.

Ingressos à venda nas Bilheterias da Rede Sesc SP, nos valores de R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 9,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo credenciados na Rede Sesc).

No Teatro. Recomendação etária: 12 anos.

A banda de rock progressivo Som Nosso De Cada Dia, apresenta o repertório de um de seus álbuns mais aclamados pela crítica: Snegs, de 1974.

Manito, Pedrão Baldanza e Pedrinho Batera formavam o trio mais poderoso do rock progressivo brasileiro. Lançado pela Continental, em 1974, Snegs é um trabalho consistente, que apresenta todas as vertentes da banda: rock progressivo e psicodélico, folk, fusion, hard, música regional brasileira e latina etc.

Se por um lado a faceta virtuosa e sinfônica do Som Nosso fica evidente na parte instrumental, por outro, os textos delirantes e lisérgicos do letrista Capitão Fuguete levam o ouvinte a uma dimensão desconhecida. Tanto Fuguete como o grupo não dispensavam alucinógenos para expandir a mente e o campo de inspiração. Por essa razão, Snegs pode ser considerado um disco altamente psicodélico, com passagens inspiradas, como em “Direccion de Aquarius”, “O Som Nosso de Cada Dia” e “Snegs de Biufrais”. Em alguns trechos, os vocais surgem sem barreiras linguísticas, recitados em português, espanhol e inglês. A filosofia lisérgica da banda chegou até a capa de Snegs, ilustrada com muitos cogumelos.

O Som Nosso de Cada Dia irá apresentar o disco Snegs, além de temas do segundo álbum Som Nosso (lançado em 1977) e canções do novo trabalho, Mais Um Dia. A nova formação traz Pedrão Baldanza e outra lenda do progressivo brasileiro, o tecladista Roberto Lazzarini, fundador do Terreno Baldio.

O Terço

Dia 12/10, sábado, às 20h.

Ingressos à venda nas Bilheterias da Rede Sesc SP, nos valores de R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 9,00 (trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo credenciados na Rede Sesc).

No Teatro. Recomendação etária: 12 anos.

De volta em sua formação clássica, Sérgio Hinds (guitarra, viola e vocal), o único integrante presente em todas as formações, Sérgio Magrão (baixo e vocal) e Flávio Venturini (piano, teclados e vocal) apresentam na íntegra o álbum Criaturas da Noite de 1974. O disco é considerado um dos mais importantes do rock nacional e tem arranjos de Rogério Duprat e capa de Antônio e André Peticov. O disco conta com clássicos como "Queimada", "Hey Amigo", "1974" e "Criaturas da Noite".

“Uma espécie de hino da nova geração roqueira do país”. Era setembro, 1975, e a revista Pop publicava aquilo que todo mundo já sabia: “Hey Amigo” mal havia sido lançada em disco e já era um hino do rock nacional. A música, sucesso nas apresentações ao vivo d’O Terço, abria o terceiro disco do conjunto, Criaturas da Noite, um dos primeiros discos de rock do país gravado de forma totalmente independente, sem interferência de nenhuma gravadora.

A capa vinha assinada pelo artista plástico Antônio Peticov, figura de importância ímpar na música psicodélica brasileira, graças a sua conexão com Os Mutantes. Referências à ecologia, ainda uma novidade naquela época, pintavam na arte gráfica e nos sulcos do vinil, em canções que beiravam o rock rural: “Queimada”, “Jogo das Pedras” e na faixa-título. A faceta mais progressiva da banda surge em “Ponto Final” e na longa suíte “1974”, para muitos a viagem sonora definitiva do rock progressivo brasileiro. Criaturas da Noite é, sem dúvida, o disco mais cultuado d’O Terço.

Assistir O Terço ao vivo no Primavera Psicodélica será uma experiência única, já que a banda irá se apresentar com nada menos que quatro integrantes da sua formação clássica: Sérgio Hinds, Cezar de Mercês, Sérgio Magrão e Flávio Venturini.

Comente aqui