Data: 10/09/2019 13:31 / Autor: Redação / Fonte: Colégio Oshima

Educação: a escola como agente transformador

Há 50 anos, o Colégio Oshiman desenvolve projetos de responsabilidade social para que os alunos desenvolvam o melhor que há em cada um


Projetos sociais do Colégio Oshiman também envolvem as famílias dos alunos
Projetos sociais do Colégio Oshiman também envolvem as famílias dos alunos

Crédito: divulgação

Em um momento em que se fala com frequência sobre compaixão e solidariedade, estreitar os laços entre escolas e instituições que carecem de trabalho voluntário, pode ser uma estratégia voltada para a formação de alunos que, no futuro, serão melhores cidadãos e profissionais. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua, divulgada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –, no ano passado, mais de 7,2 milhões de pessoas realizaram algum tipo de trabalho voluntário.

Este tipo de trabalho social, além de ajudar pessoas carentes, existe também para educar e ensinar sobre a diversidade, o respeito, a tolerância, a valorização da família e da própria saúde. E as instituições de ensino exercem um papel fundamental no incentivo à prática, como acontece no Colégio Oshiman, cujo voluntariado completa 50 anos em 2019.

Ciente do papel que desenvolve com os alunos e da responsabilidade que cada um pode exercer diante da sociedade, o Colégio Oshiman se preocupa em promover atividades sociais que tenham o envolvimento de todos os estudantes, professores e funcionários, por meio do Compartilhando Carinho, um projeto de responsabilidade social. Em seu desenvolvimento, cada ação recebe um nome, a exemplo dos “Voluntariados de Inverno e de Verão”, que tem como principais objetivos aflorar no jovem o espírito de solidariedade e a reflexão sobre a sua própria realidade.

Trata-se de visitas à instituições beneficentes que atendem idosos, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade social ou de saúde. Regularmente, por meio de uma ação chamada “Carinho do Mês” e com o apoio das famílias dos alunos, são arrecadados donativos que, mensalmente, são entregues às instituições beneficentes.

“Quando falamos em trabalho voluntário, logo pensamos em auxiliar o próximo. Mas, ao trazer isso para o contexto pedagógico, o significado é mais profundo. Ao ajudar alguém que precisa, é necessário também se aproximar dele, olhar nos olhos e sorrir, dar carinho, mostrar que aquela pessoa é especial. No Colégio Oshiman trabalhamos essa questão em todos os alunos, de forma que todos nós (inclusive diretoria e funcionários), estejamos sempre prontos e dispostos a levar esse sentimento para fora da escola”, explica a diretora do Colégio Oshiman, Mayumi Madueño. “Aqui, fazemos com que cada aluno entenda e valorize também, o quanto eles são felizes por serem perfeitos, terem família e saúde”.

As escolas que buscam formar crianças e jovens com um olhar voltado para a compaixão e que tenham, verdadeiramente, uma preocupação com a comunidade em que estão inseridos, precisam criar mecanismos para que esses estudantes conheçam, identifiquem e fiquem diante dessas necessidades, sobretudo, para conviver com as diferenças.

Faz parte do conceito pedagógico do Colégio Oshiman a formação do ser, e esta interação tem resultado efetivo no desenvolvimento dos alunos, tanto que até mesmo após formados, eles continuam engajados com as ações por iniciativa própria. “Fiz minha primeira visita ao Kibo no Iê (instituição para deficientes mentais) quando estava no 5º ano do Fundamental e não parei mais. A cada nova visita é um aprendizado, principalmente, saber se colocar no lugar do outro; e isso faz muita falta na nossa sociedade. Desenvolver as ações sociais e nos inserir nelas é um ensinamento que o Colégio Oshiman traz de uma forma extraordinária”, declarou o ex-aluno Caio Vannucci, formando da turma de 2014.

A máxima de trocar experiências e desenvolver o que há de melhor em cada um é o que torna o projeto do Colégio Oshiman tão desafiador. “Ser voluntário e fazer parte desses projetos é muito importante para a formação dos jovens, pois contribui para que eles saiam de um mundo fechado e confortável; isso é essencial para que se tornem seres humanos mais íntegros e desenvolverem seus potenciais”, diz a vice-diretora do Colégio Oshiman, Emy Ueda Saito.

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