Data: 23/04/2013 12:11 / Autor: Redação / Fonte: Grant Thornton Brasil

Crescimento dos BRICs abalado por bases insustentáveis


 

O International Business Report (IBR) da Grant Thornton International revelou que as empresas nas economias dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), cada vez mais, veem um subinvestimento em infraestrutura nacional, que é avaliado como a maior restrição ao crescimento de seus negócios. A pesquisa foi feita com 12.500 empresas em 44 economias. 

Nesse cenário, 45% das companhias dos BRICs citaram a infraestrutura de transporte como uma das maiores restrições ao seu crescimento, 21% mais do que o registrado no ano passado e bem acima da média global de apenas 12%. O percentual é particularmente alto na Rússia (74%) e na Índia (59%). No Brasil, para 21% das empresas esse é um quesito de atenção.

Além disso, 47% dos executivos consultados mencionaram também a infraestrutura em Informação Comunicação e Tecnologia (ICT), como uma das maiores restrição ao crescimento das empresas, bem mais que os 19% apresentado em 2012. E novamente os líderes da Índia (64%) e Rússia (63%) são os mais preocupados. Mas os brasileiros também demonstram insatisfação (36%).

 “O crescimento das economias dos BRICs na última década tem sido incrível. Essas quatro economias responderam mais de 30% do crescimento da economia global desde 2002. Entretanto, o IBR mostra que elas agora estão enfrentando questões de capacidade. Os investimentos em infraestrutura parecem ter ficado atrás do crescimento. O percentual de participação dos BRICs no crescimento da economia global deve crescer para 37%1 nos próximos cinco anos, representando um risco maior não só para essas economias individualmente, mas para o mundo todo”, diz Paulo Sérgio Dortas, Managing Partner de auditoria da Grant Thornton Brasil.

Os dados do IBR mostram também que, pela primeira vez, as cinco economias mais otimistas não incluem nenhum país do Grupo. “Enquanto economias dos BRICs superam as dores do crescimento, abrem cada vez mais espaço para a próxima onda de mercados emergentes como México e outras estrelas em ascensão na América Latina como Peru e Chile.”, afirma Dortas. 

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