Data: 03/03/2021 09:27 / Autor: Redação / Fonte: Assessoria

Conrado Pouza mostra novo trabalho em apresentação online

Em ‘’Eu vou fazer qualquer negócio pra sair do ócio’’, o intérprete apresenta CD que faz um passeio musical com bonitos arranjos e surpreendente repertório


Cantor santista Conrado Pouza faz pré-lançamento de primeiro álbum solo da carreira e mostra novo trabalho em apresentação online
Cantor santista Conrado Pouza faz pré-lançamento de primeiro álbum solo da carreira e mostra novo trabalho em apresentação online

Crédito: Divulgação

Com 16 anos de carreira, o cantor santista Conrado Pouza fará uma série de seis apresentações online de pré-lançamento do CD "Eu vou fazer qualquer negócio pra sair do ócio". Trata-se de um trabalho aguardado há muito tempo pelo seu público do litoral paulista que ele conquistou com suas marcantes interpretações e o natural carisma, nos palcos de bares e casas noturnas. Seu principal instrumento é o violão, com o qual criou um estilo bem marcante de cantar.

Para celebrar esse momento especial que marca a trajetória de todo artista, o intérprete, que é muito querido principalmente na Baixada Santista, fará o primeiro espetáculo, projeto contemplado recentemente com recursos da Lei Aldir Blanc, no dia 12 de março, a partir das 20 horas, nos canais de Youtube e de Facebook da BR Cultural, responsável pela produção. 

Arrebatado por um sentimento forte, Conrado, de 41 anos, segue em êxtase com a materialização deste consistente trabalho e das apresentações que fará acompanhado do violonista, cantor e compositor Bruno de La Rosa, responsável pela direção musical do álbum.  

“Nem acreditava mais que eu gravaria. Finalmente saiu o álbum, que teve verba de um edital da Facult (Fundo de Assistência à Cultura), da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) de Santos. Acho muito importante uma obra registrada e física, para que todos recordem de mim algum dia, mesmo quando eu me for. É a concretização de um trabalho que eu construí nesse tempo todo e que se não fizesse talvez eu fosse ficar esquecido.” 

Ele disse que o resultado é maravilhoso e acredita que causará surpresa no público. “Acho que será surpreendente para galera que me acompanha, bem diferente dos barzinhos, mas vão ver o Conrado lá. O Bruno extraiu de minha alma um lado singelo e outro chocante. É um trabalho que amo de paixão, e espero que o público fique feliz em saber que eu finalmente lancei o primeiro CD, e que é um trabalho consistente e muito elaborado. ’’ 

No CD com 10 faixas, o público terá a oportunidade de ouvir Ladainha (Bruno De La Rosa, Leopoldina e Marcos Alma), Ócio (Bruno De La Rosa e Tata Alves), Menina amanhã de manhã (Tom Zé e Perna Fróes), Som de pé (Bruno Conde e Bruno Khol), Lea (Gabi Buarque), Mortal loucura (José Miguel Wisnik e Gregório de Matos), Samboa (Beto Berman), entre outras.     

O álbum tem ainda Menino da Rua, única composição de Conrado, que ele tem um carinho especial pela letra. Foi escrita em 1997 e ainda mantém o frescor e atualidade.  

“Eu tinha uma trupe do terceiro colegial ou cursinho, não lembro bem, e a gente fez uma brincadeira de cada um escrever uma frase para aquela canção que estava nascendo. Cerca de 10 pessoas escreveram. Fiquei com o papel e depois comecei a brincar com a letra. Nisso, as pessoas sempre perguntaram se eu tinha alguma música pra mostrar. Resolvi pegar aquele velho papel, reli e comecei a mexer na letra para o mundo de hoje, pois a desigualdade social continuava sempre aí. O Bruno rearranjou essa música que tinha só três acordes de uma forma espetacular. ’’  

O nome do disco (Eu vou fazer qualquer negócio pra sair do ócio) surgiu graças ao parceiro de longa data, Bruno de La Rosa, que pensou muito no amigo quando a compôs. Conrado contou que a letra tem tudo a ver com o seu estilo pacato e tranquilo.  

“Estava conformado com meu público das noites, sem me preocupar com gravações. Ele escolheu essa música a dedo para dar nome ao trabalho, eu me vi nela e ele conseguiu me tirar do ócio. Me deu uma motivação enorme em ver o desenvolvimento do disco. Vamos tirar o Conrado da rede, era o que se dizia’’, lembra. 

Quem tem hoje mais de 35/40 anos e freqüentou a noite santista em 2005 lembra que o Conrado tocava no bar Galeria, no centro de Santos, e o Bruno, no Espelunka, em São Vicente.  Certa vez, o Bruno, então com 17 anos, apareceu no Galeria, acompanhado de dois senhores. No intervalo da apresentação de Conrado, esses amigos do jovem pediram ao cantor para deixá-lo fazer uma canja. Conrado, que sempre foi muito generoso, deixou o garoto tocar e cantar.  

Ele ficou espantado com a voz o jeito de tocar. "Meu Deus do céu, quem é esse moleque!", lembrou do sentimento da época. A partir daí, bateu o santo musical e desde então passaram a dividir palcos, exceto por um período de sete anos em que ficaram sem se ver por conta de trabalhos do Bruno, fora de Santos.  Inclusive nas seis apresentações, ele estará ao lado do amigo violonista 

“É uma amizade que vou levar pra vida toda. E ele confiou em mim, e nesse sentido ele é o grande amor da minha vida, meu irmão, que dá bronca, mas que acredita em mim e nele, é um talento enorme que tenho ao meu lado e que me dá enorme alegria. ’’ 

E para encerrar, quem é Conrado Pouza aos olhos do próprio Conrado Pouza? 

“Hoje, eu enxergo um pouco mais. Quando a gente começou moleque, tanto eu como o Bruno, como qualquer um que começa, se deslumbra com a arte, com o público, com o palco,  mas não sabe direito o que está fazendo. Apenas gostava daquilo, e as pessoas também. Agora, com 41 anos, analisando, até hoje as pessoas têm respeito pela nossa carreira, e eu o Bruno entendemos o que fizemos em nossa geração. Atrás de mim tiveram outros, as pessoas falam ‘você puxou uma nova geração de músicos’. Geração regional, de Santos, nós sabemos disso, mas não sentíamos o quanto isso foi importante. Casei pessoas, pessoas se conheceram, tiveram filhos, sempre trazendo nossa MPB, desde ‘Pelo telefone’ até as canções contemporâneas, sempre defendendo a boa música. Hoje eu vejo que o Conrado foi um cara ousado, muito verdadeiro, sem seguir muito as regras, mas sempre acolheu muita gente, sempre foi honesto, de bom caráter, sempre foi do povo. Enquanto músico, eu era público também, era amigo dos funcionários da casa, dos frequentadores, eu era o artista que falava ‘nem sou, todos são’.  Acho que continuo o mesmo, independentemente do sucesso na noite santista. E sempre pé no chão, com  humildade, e agora muito feliz porque o Bruno me tirou do ócio, a gente fez esse lindo álbum. Aliás, ele me disse que eu não posso ficar aqui pra sempre, tenho de sair pro mundo e tentar a sorte, levar minha arte para outros cantos do Brasil. Finalizando, o Conrado é esse: um amigo verdadeiro, que abraça todo mundo, que tem carinho por tudo, pelas pessoas e especialmente pelo público, que tem certeza que sabe quem eu sou.’’ 

Serviço:

Data das apresentações a partir das 20 horas.

12 de março

19 de março

26 de março

02 de abril

09 de abril

16 de abril

Onde:

Facebook

 www.facebook.com/culturalbr

Youtube

www.youtube.com/user/WagnerAmorosino

 Repertório

1) Ócio (Bruno De La Rosa)                                                             
2) Entre rios (Bruno De La Rosa)
3) Quintal (Bruno De La Rosa)                                        
4) Mortal loucura (José Miguel Wisnik / Gregório de Mattos)                 
5) Beira mar novo (domínio público)
6) Menina amanhã de manhã (Tom Zé / Perna Fróes)               
7) Outro quilombo (Mário Gil / Paulo César Pinheiro)                                                             
8) Marco marciano (Lenine / Braúlio Tavares)
9) Menino de rua (Conrado Pouza)
10) Léa (Gabi Buarque)
11) Bicho de sete cabeças (Geraldo Azevedo / Zé Ramalho / Renato Rocha)  

Conrado Pouza (artista principal)

Ator formado no curso Técnico-Ator, do SENAC-SP. Tem experiência na arte de Iluminação Teatral onde iluminou diversos espetáculos trabalhando ao lado de nomes como Renato Di Renzo e Tanah Correa. É fundador e Iluminador do Grupo "Teatro do Pé" (Santos-SP), que vem conquistando diversos prêmios nos festivais que participa. Trabalha como músico autodidata desde 2004, na Baixada Santista e litoral norte de São Paulo. Responsável pela criação e realização de projetos musicais de boa repercussão na região, como “Raízes”, “Quarta-Feira de Cinzas”, “Urubu Malandro”, “Os Falsos Baianos”, “Mulheres e Lugares”, "Astronautas Tupi", “É Proibido Proibir”, "Sem Lenço, Sem Documento", "Vinicius, velho saravá" e "10 anos de carreira".

Em 2014, junto com o parceiro Bruno De La Rosa lotam o teatro do SESC-Santos, com um show comemorativo de 10 anos de carreira dos 2 artistas. A direção musical é de Bruno De La Rosa. Direção Geral: Renato Di Renzo.

Em 2015, participa como convidado da abertura do 4º Santos Jazz Festival ao lado da banda santista "Quizumba Latina", abrindo o show de João Donato Trio. Em setembro, parte para França em uma mini-turnê, como cantor da “Banda Querô”, do Instituto “Arte no Dique”. A proposta da viagem, foi um intercâmbio cultural, Brasil-França.

Participou de aberturas de shows de artistas consagrados no cenário nacional como, Martinália, Nando Reis, Falcão e os Engrenados, Nação Zumbi, Paula Lima, Cordel do Fogo Encantado, Davi Moraes, Black Rio, Funk como Le Gusta, Seu Jorge, etc.

Trabalhou nas principais casas de MPB da região tanto em Santos como nos litorais norte e sul de São Paulo, tais como Galeria Bar (Santos-SP), Lido Bar (São Vicente-SP), Torto Bar (Santos-SP), Internet Bar (Santos-SP), Chopp com Escama (Juquehy-SP), Parykô (Juquehy-SP), Madre Guadalupe (Juquehy-SP), Café LuciaLucas (Mongaguá-SP), Espelunka Bar (São Vicente-SP), LuckyScope (Guaruja-SP), Typographia Brasil (Santos-SP), Cadillac Vintage (Santos-SP), CLUB MED (Angra do Reis-RJ), Vila Bar (Boiçucanga-SP), Semana de Vela de Ilhabela (São Sebastião-SP), Sebasthiana (Boiçucanga-SP), Madalena Boteco (Santos-SP), Porto Brasil (Santos-SP), Santo Café (Santos - SP), além de cobrir eventos da Secretaria Municipal de Cultura de Santos, SESC Santos-SP, SESC Bertioga - SP, espaços culturais e eventos particulares. 

Bruno De La Rosa (músico acompanhante) - nascido em Santos, De La Rosa entrou na música aos 8, através do som de Vinicius de Moraes e Toquinho, que o levou ao interesse pelo violão e que mais tarde lhe renderia alguns de seus mais importantes trabalhos publicados: como autor, o disco "Vasta cidade, festa de alguém" (Kuarup, 2012), com participação de Renato Teixeira e Toquinho; dos livros “Songbook Toquinho", responsável pela transcrição harmônica e melódica de 62 canções (Lumiar/Irmãos Vitale, 2011), "Histórias de canções Vinicius de Moraes" (LeYa, 2013), escrito com Wagner Homem, e o CD "Meu Segredo", como produtor (com Marcos Alma e Wagner Amorosino), primeiro álbum do baterista e compositor Mutinho (Lupicinio Rodrigues Sobrinho, Kuarup, 2017). Neste ano de 2021, lança o álbum independente do cantor e compositor santista Conrado Pouza, no qual assume a direção musical e colabora com três composições. 

 Wagner Amorosino (produção) - formado em Jornalismo pela Casper Líbero e em Música pela USP. Sua atividade como compositor lhe rendeu convites para participar de alguns festivais na França, como os Festivais de Violão de Normandie, em 1993 e 1994, e o I FestiBrasil, em La Motte en Provence, 2011. É associado à SACEM (França) e à AMAR (Brasil). Técnico de som diplomado pela Chambre de Métiers de Paris, gravou com vários artistas como Toquinho, Paulo Bellinati, Mônica Salmaso, Celso Viáfora, Adylson Godoy, Paulinho Nogueira; atualmente, dedica-se à produção musical. Co-produziu o CD de Mutinho, "Meu segredo", e assina a produção dos CDs "Natural", de Nina Ximenes, e "O pianeiro chorão", de Marco Bernardo, lançados pela prestigiosa gravadora Kuarup.  

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