Data: 14/01/2022 14:28 / Autor: Redação / Fonte: Sehal

Bares e restaurantes esperam derrubada de veto ao Refis, segundo Sehal

Veto coloca em risco empresas e empregos, diz Beto Moreira


Beto Moreira
Beto Moreira

Crédito: Divulgação

O presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), Beto Moreira, disse que a articulação do Congresso Nacional para derrubar o veto do presidente da República, Jair Bolsonaro, que permite a renegociação de dívidas pelas empresas, o Refis, é a melhor e mais aguardada expectativa para o setor de bares e restaurantes no primeiro trimestre do ano. A decisão deve ocorrer em fevereiro.

O veto impede que milhares de micro e pequenas empresas endividadas com a Receita Federal renegociem os débitos tributários estimados em R$ 50 bilhões e, dessa forma, possam aderir ou continuar inscritas no Simples. “A nossa categoria é formada por pequenas empresas, que precisam de ajuda e não de medidas que só as afundem”, acrescenta.

Para o dirigente, o veto coloca em risco os pequenos negócios, já que os empresários esperavam a sanção da Lei para aderir ao programa de parcelamento de débitos e regularizar sua situação.

“Os empresários ficaram em situação difícil, precisam manter os estabelecimentos abertos e garantir os empregos. A derrubada do veto é fundamental para as empresas e para a retomada do crescimento econômico. Já dissemos e reafirmamos, a pandemia da covid-19 quase arrebatou nosso setor, colocou as empresas em estado precário e ainda atravessam momento de grande dificuldade”, explicou.

De acordo com Beto Moreira, o Refis permitirá que as empresas regularizem seus débitos e evitem mais demissões fortalecendo a retomada da economia.

“Neste momento delicado que vivemos é uma atitude negativa do presidente. Com o veto, colocam-se em risco os empregos e as empresas podem encerrar as atividades. Essa decisão é um retrocesso para a recuperação econômica do país, e um grande revés para milhões de empreendedores”, conclui.

Expectativa – Com o avanço da vacinação, continua a perspectiva de um cenário mais estável para o primeiro trimestre do ano. “Esperamos que nossos associados e empreendedores em geral retomem os níveis de faturamento antes da pandemia. Mas, também aguardamos boa vontade e apoio do poder público com medidas que ajudem os estabelecimentos como linhas de crédito, e renegociando dívidas”.

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