Data: 22/04/2013 16:36 / Autor: Redação / Fonte: ePharma

Adesão ao tratamento contra o colesterol ainda é baixa

Levantamento da ePharma com 650 mil pessoas revela despreocupação com a doença


Pais devem verificar periodicamente a taxa de colesterol nas crianças
Pais devem verificar periodicamente a taxa de colesterol nas crianças

A hipercolesteroliemia – presença de altas taxas de colesterol - chega sorrateiramente à vida de milhares de pessoas e é um dos principais responsáveis pelas doenças cardiovasculares, que respondem por 56% das mortes em todo o mundo, segundo estudos publicados no Monica Project, da Organização Mundial da Saúde (OMS).  A pesquisa mostra que mais de 50% das pessoas entre 35 e 64 anos convivem com níveis de colesterol além do limite clínico aceitável. Desse grupo, mais de 15% estão com níveis 10% acima desse limite.

Um levantamento da ePharma levou em consideração os padrões do estudo da OMS para um grupo de mais de 650 mil pessoas no país. Segundo Pedro Oliveira, diretor médico da empresa, uma análise utilizando os mesmos padrões mostra que ainda é baixa a adesão ao tratamento de altas taxas de colesterol no país. Desse grupo, 57% (370,5 mil pesquisados) estão na faixa de idade do estudo da OMS, ou seja, têm entre 35 e 64 anos. Desses 370,5 mil, 23%, ou 85,2 mil pessoas, estão com colesterol acima do limite clínico e compõem a lista dos que precisam tomar medicamento regularmente. No entanto, apenas 4,3% deles, ou 3,66 mil, utilizam algum medicamento específico para combater a doença. “Temos quase 20% dessa população na faixa de 35 a 64 anos que não estão tomando qualquer medicamento”, aponta Oliveira.   

Um dos fatores para os altos índices de mortalidade está diretamente relacionado ao abandono do tratamento da doença e à falta de mudanças de hábitos, principalmente alimentares. “Muitos pacientes recebem o resultado das análises clínicas e levam a receita do médico, mas como não sentem nenhum sintoma acabam abandonando o tratamento até a doença evoluir para um estágio irreversível”, explica Oliveira. Outro fator é o custo do medicamento, que interfere diretamente nas finanças das famílias. No Brasil, o custo médio anual do tratamento contra o colesterol gira em torno de R$ 1.800,00.

Oliveira aponta que já existem soluções para reduzir gastos com medicamentos e garantir o tratamento adequado aos pacientes. “Um Programa de Benefício em Medicamentos (PBM) vai permitir que o paciente compre remédios mais baratos e ainda possa ser acompanhado por especialistas”, esclarece. Ainda pouco conhecido no país, o programa garante que as empresas ofereçam aos seus funcionários subsídios em medicamentos, reduzindo as possibilidades de agravamento das doenças.

Como prevenir o colesterol:
Além de exercícios regulares, elimine o cigarro e procure manter uma dieta equilibrada, com as seguintes dicas:
- coma mais frutas e vegetais.
- evite carnes vermelhas e prefira peixes grelhados ou assados.
- procure alimentos ricos em fibras como maças, pães integrais e aveia.
- evite frituras e alimentos ricos em colesterol como gema de ovo e fígado.
- prefira leite e iogurte desnatado.

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