Data: 18/04/2019 17:55 / Autor: Redação / Fonte: Prefeitura de São Caetano do Sul

EMEF Ângelo Raphael Pellegrino recebe visita de escritores indígenas

Em comemoração ao dia do índio, 19 de abril, 130 alunos conheceram Olívio Jekupé e Werá Jeguaká Mirim


Vista de escritores indígenas em São Caetano do Sul
Vista de escritores indígenas em São Caetano do Sul

Crédito: Divulgação Prefeitura de São Caetano do Sul

Em todas as escolas, o Dia do Índio, 19 de abril, costuma ser celebrado como uma oportunidade de aprendizado sobre nossa história e nossas heranças culturais. Os professores falam sobre os povos indígenas, pesquisas são feitas na Internet, livros sobre o tema são lidos. Mas, nesse ano, a Escola Municipal de Educação Fundamental (EMEF) Ângelo Raphael Pellegrino, de São Caetano do Sul, resolveu celebrar a data de uma maneira diferente: em vez de pesquisar, ler ou falar sobre os povos indígenas, os educadores decidiram ouvir. Por isso, 130 alunos dos primeiros e segundos anos receberam nesta quarta-feira, 17 de abril, a visita de dois escritores indígenas:  Olívio Jekupé e seu filho Werá Jeguaká Mirim.

Indígenas do povo guarani e moradores da Aldeia Krukutu, localizada em Parelheiros, Zona Sul de São Paulo, Olívio e Werá são autores de livros infanto-juvenis com temática indígena, dois dos quais adotados como leitura paradidática pelos primeiros e segundos anos da EMEF Ângelo Raphael Pellegrino. De Olívio Jekupé, as crianças estão lendo “O Presente de Jaxy Jaterê”, numa edição bilíngue (português-guarani) e do jovem escritor Werá Jeguaká Mirim, de 17 anos, as crianças estão lendo “Kunumi Guarani”.

Kunumi é também o nome artístico de Werá que, além de escritor, é compositor de raps cantados em português e guarani. Na visita à escola, ele cantou um de seus raps e, também, alguns cânticos rituais do povo guarani, acompanhado da pequena Maitê, de oito anos de idade, sua sobrinha.

Além de apresentar canções do povo guarani, o escritor Olívio Jekupé também falou um pouco de sua cultura e respondeu às muitas perguntas da criançada. Elas queriam saber de tudo:  “Por que você usa roupa? ”, “Como vocês tomam banho? ”, “O que vocês comem? ”.  Bem-humorado, Jekupé respondeu a todas as perguntas e, assim, tornou a história mais viva e próxima de alunos e professores, numa tarde que ficará na eternizada na memória de todos.

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