Data: 12/09/2018 14:32 / Autor: Paloma Alvarez Alonso / Fonte: Semasa

Semasa executa cobertura das lagoas de chorume do Aterro Sanitário

Intervenções objetivam reduzir os transtornos ocasionados pelo odor do efluente, beneficiando a população do entorno


Crédito: Divulgação/Semasa

Para eliminar os impactos relacionados ao odor de chorume nas vizinhanças do Aterro Sanitário, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) iniciou a cobertura das duas lagoas que recebem o líquido percolado no local. O chorume é produzido a partir da decomposição dos resíduos orgânicos depositados no Aterro Sanitário.

As obras estão em estágio avançado, sendo que a lagoa maior já foi coberta pela manta flutuante. Os trabalhos na lagoa menor foram iniciados na semana passada e devem ser concluídos em meados de outubro.

A manta de cobertura dos equipamentos é de material PEAD de 1,5 milímetro, e flutua no líquido, adaptando-se ao nível de chorume existente em cada equipamento. A técnica de implantação de cobertura já está presente em mais de 20 aterros sanitários somente no Estado de São Paulo.

A expectativa da autarquia é mitigar os problemas ocasionados pelo odor do líquido percolado, especialmente em razão do aumento da vazão do chorume com a chegada da época de chuvas.

 O Semasa também continuará encaminhando o efluente para tratamento, conforme já ocorre, junto à empresa Attend Ambiental, em Caieiras/SP. Além disso, a autarquia mantém diálogo constante com uma comissão de moradores do bairro, no sentido de sempre verificar as reclamações e sugestões dos munícipes. Todas as medidas tomadas pelo Semasa para minimizar os impactos causados pelas atividades do espaço são acompanhadas por esta comissão.

O Aterro Sanitário de Santo André funciona desde 1986 e, antes disso, uma usina de compostagem operava nesse local desde 1982. Todo o terreno faz parte da Central de Tratamento de Resíduos de Santo André, que opera regularmente e dentro dos parâmetros estabelecidos pela Cetesb, órgão estadual responsável pela fiscalização desse tipo de empreendimento. O Aterro andreense, inclusive, é um dos mais bem avaliados do Estado, com nota 9,4.

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