Data: 18/04/2019 10:56 / Autor: Lucas Montagnini / Fonte: PMD

Segurança Alimentar orienta como escolher um bom peixe no feriado

Aspectos como a qualidade do produto e a forma de armazenamento devem ser priorizados para evitar o consumo impróprio


Crédito: Shutterstock

Muito procurado durante a Semana Santa, o bacalhau e até mesmo outros peixes se tornaram tradicionais durante esta época. Foi por isso que a Prefeitura de Diadema divulgou algumas dicas e instruções para os consumidores ficarem atentos na hora de escolher o pescado. Segundo a Secretaria de Segurança Alimentar, aspectos como a qualidade do produto e a forma de armazenamento devem ser priorizados para evitar o consumo impróprio, ou a compra de outro peixe salgado que é vendido como bacalhau.

Antes da compra, o consumidor deve atentar em relação ao local onde o produto irá ser adquirido. Principalmente nesta época do ano, muitos vendedores de peixes clandestinos são encontrados. Normalmente,  estes locais não têm estruturas e condições de higiene adequadas e acabam prejudicando a qualidade do pescado. Por isso, é importante optar pelos supermercados e peixarias que mantenham os congelados armazenados sob condição de refrigeração – nunca em temperatura ambiente - e com muito gelo.

Após selecionar o local, é importante os consumidores ficarem atentos às características do produto. Quando o peixe estiver com a pele opaca, rugosa ou muito frágil, ele não está em boas condições para consumo.

“A carne deve ser de colocação branca ou rosada, as guelras devem estar rosadas ou quase vermelhas, os olhos brilhantes, com odor característico (sem cheiro muito forte) e com textura brilhante e úmida. Quando apertar a pele, ela deve estar resistente à pressão do dedo”, orienta a nutricionista Renatiely Paschoali.

Depois de adquirir o peixe, ainda é preciso ficar atento no momento do dessalgue, que precisa ser feito dentro da geladeira. O consumidor deve trocar a água sem retirar o peixe do ambiente gelado, já que em temperatura ambiente há maior chance da multiplicação de bactérias e, consequentemente, uma possibilidade de contaminação alimentar.

No caso dos congelados, as embalagens devem seguir as normas de rotulagens específicas em lei, como a data de embalagem, lote, prazo de validade do produto, dados da empresa responsável, peso, temperatura ideal para congelamento, alergênicos e tabela nutricional.

Além disso, os produtos expostos a venda devem informar ao consumidor, de forma clara e legível, as especificações corretas. São elas: espécie e variedade do peixe, quantidade, característica, qualidade, preço e formas de pagamento.

Caso o consumidor perceba algo de errado relacionado à qualidade e armazenamento do produto na hora da compra, é preciso procurar pelo Departamento de Vigilância Sanitária e, no caso das Feiras Livres , a Fiscalização de Feiras da Secretaria de Segurança Alimentar.

Como identificar o verdadeiro bacalhau?

Diante de tantas opções encontradas em supermercados, feiras livres e peixarias, o consumidor precisa estar atento para não ser enganado ao levar o peixe para casa.

Outros tipos de peixe são vendidos como bacalhau. É o caso do Ling, Zarbo e Saithe. Para que não seja confundido com o verdadeiro bacalhau, o Saithe deve ser vendido como “Saithe salgado tipo bacalhau” e não “Bacalhau tipo Saithe”.

A coloração do bacalhau verdadeiro é marrom, acastanhado e tem pintas. Já o Saithe, tem coloração acinzentada ou cinza azulado. A principal forma de não se confundir com os dois  é pela cauda, já que a do bacalhau tem formato mais reto, enquanto a do Saithe possui cauda bifurcada no formato de V.

Mesmo aqueles que não optarem pelo bacalhau, ainda existem diversas alternativas para este tipo de peixe.

 “As tradicionais receitas de bacalhau frito ou banhados no leite de coco são mais calóricas. Por isso, peixes assados banhados no azeite extra virgem e acompanhados de legumes (como pimentão e tomate), são opções mais saudáveis para quem quer fugir do tradicional bacalhau”, disse a nutricionista Renatiely Paschoali.

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