Data: 10/05/2016 09:05 / Autor: Redação / Fonte: Microcamp

Sete em cada dez jovens acreditam que a política vai melhorar no Brasil

Pesquisa da Microcamp mostra ainda que para a maioria, a corrupção tem jeito no país. Jovens de 12 a 25 anos veem na internet a maior mídia de informação. Vejam o infográfico


Ao contrário de muitos especialistas, que preveem dificuldades e incertezas para o Brasil   na área econômica e política neste e nos próximos anos, uma pesquisa com jovens entre 12 e 25 anos – os chamados geração digital – feita pela rede de escolas de informática Microcamp, revela que 70,3% deles acreditam que a política brasileira vai melhorar e 59,8% dizem acreditar que a corrupção tem jeito no Brasil.

A pesquisa, realizada nos dias 16, 18, 19 e 20 de abril, ouviu 2.224 alunos da Microcamp em todo o Brasil. A maioria é da classe C e D (39,4% com renda familiar até R$ 1.760,00), e 62,8% com ensino médio.  O tema era “Impeachment e Corrupção nas Redes Socais” e o objetivo era entender qual o comportamento político da geração digital. Afinal, em tempos de operação Lava-jato e Impeachment, como se comportam os jovens no mundo virtual? Eles estão antenados com a realidade do país? Manifestam-se a respeito? Participam de protestos? Deixam-se influenciar por opiniões de amigos nas redes sociais ou desfazem amizades por conta de posições contrárias às suas?

A maioria dos entrevistados (84,6%) diz saber o que é impeachment, sendo que 60,4 são a favor e 11,9% contra o processo, e 27,7% não têm posição definida. Entre os meios de comunicação mais usados para informação sobre o tema, a internet aparece em 1º lugar com 58,8%, seguida pela Televisão (38,6%), Jornal e Revista Impressa (4%) e Rádio (0,6%).  A maioria dos pesquisados (77,5) acredita que a internet também é o veículo que mais influencia as pessoas.

Apesar disso, 72,9 nunca usaram as redes sociais para se manifestarem a respeito. A maioria também (41,5%) não costuma publicar conteúdo sobre o tema nas redes sociais, sendo que 18,7% dos entrevistados dizem que costumam publicar, de vez em quando, postagens sobre o assunto. Para 37,1%, existe um desinteresse em política tão grande que preferem nem se pronunciar. Apenas 2,7% dizem publicar sobre o assunto várias vezes na semana.

Em relação à credibilidade da rede, 62,7% dizem que acreditam no que é veiculado e compartilhado na internet.  Quanto à influência exercida pela internet, 78,3% dizem ter opinião própria dentro das redes sociais e 14,8% admitem que são influenciados por amigos que defendem a mesma causa.

Seguir políticos nas redes sociais ainda não é uma prática para 85% dos entrevistados e dos que seguem (15%), 12,2 % afirmam que já deixaram de seguir por conta de alguma decepção em relação a assuntos de corrupção e impeachment.

Dos entrevistados, 85,5% dizem não participam de correntes, grupos ou comunidades on line para organizar protestos nas ruas. Apesar da maioria (69,2%) preferir os protestos presenciais.

Crédito: Microcamp

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