Data: 05/06/2013 14:41 / Autor: Redação / Fonte: Em Pauta

Ambiente de trabalho multicultural pode melhorar o desempenho das empresas

“É dever do líderes aprender a lidar com a diversidade no ambiente corporativo para obter melhores resultados”, defende especialista


A diversidade no ambiente corporativo é uma realidade. Nele, convivem pessoas de diferentes etnias, idades e classes sociais - com religião, formação cultural, orientação sexual e estado civil variados. Leis que estimulam a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho também contribuem para esta nova realidade, assim como a discussão sobre gênero que já faz parte do cotidiano. Mas como os líderes devem lidar com essa questão?

Segundo Alfredo Castro, sócio-diretor da MOT – empresa especializada em Treinamento e Desenvolvimento Gerencial – a diversidade não deve ser encarada com medo ou reservas. Ao contrário, ele acredita que a diversidade deve ser valorizada pelos líderes, já que é uma oportunidade para aumentar a produtividade individual, a eficácia organizacional e a competitividade sustentada.

 “Quanto mais se reconhece a diversidade, mais resultados em escala global será possível conseguir. A diversidade é essencial para uma operação bem sucedida e, por isso, as diferenças entre os colaboradores devem ser valorizadas”, avalia.

Diante disse, Castro é enfático: “O líder precisa ter competência para lidar com este cenário. Deve possuir equilíbrio entre conhecimento técnico e comportamental, já que apenas o primeiro não basta para dar conta dessa nova realidade. Ele também deve compreender o conceito de “diversidade” de maneira ampla, incluindo novos fatores que possam impactar no futuro.”

Diferenças regionais – Outra questão que extrapola o aspecto comportamental – e também compõem este cenário multicultural do ambiente corporativo – é o fato de que muitas empresas adotam trabalho remoto, segmentação de produção em locais diferentes e envolvimento de profissionais de vários países em um mesmo projeto. Mais uma vez, o especialista recomenda: conhecer essas novas realidades é um imperativo. “Por isso, o líder precisa ter capacidade de pensar globalmente e de compreender as mudanças econômicas e sociais, acolhendo a diferença e o novo. Ele precisar passar mais tempo em diferentes países para entender melhor como um negócio multinacional pode ajudar sua empresa a conquistar vantagens competitivas”, afirma.

Ter habilidade no uso de ferramentas tecnológicas e estar integrado nas atividades das mídias sociais é uma característica importante, que ajudará a gerenciar equipes remotamente, de maneira a conquistar os melhores resultados.

Entender o colaborador - Outra característica importante para um líder nesse novo panorama corporativo é possuir competência para entender as necessidades dos colaboradores e dividir a liderança. Os líderes precisam estar abertos a novas ideias e dar constantes feedbacks, trabalhando para consolidar a visão estratégica da empresa. “Eles não devem projetar sua própria expectativa sobre o trabalho e, sim, continuarem abertos a diferentes perspectivas baseadas em atitudes gerenciais”, alerta o consultor. Assim, é fundamental conhecer seu próprio perfil e comportamento – ficando atento ao impacto que eles provocam na equipe – além de demonstrar uma boa percepção a respeito de seu próprio comportamento e o dos outros.

 “A primeira responsabilidade de um líder é ter certeza de que todos na organização entendam que trabalhar junto não é um ponto negociável. Mas, para que isso possa ser uma experiência positiva, é preciso criar um ambiente de respeito, aberto e inclusivo, onde colaboradores diferentes possam compartilhar quem eles são sem medo de serem julgados”, enfatiza Castro. Mas, para poder ter essa postura, é preciso ser ético e íntegro em relação a seus valores, além de ser capaz de construir parcerias e influenciar outras pessoas, mesmo sem ter autoridade sobre elas.

O sócio-diretor da MOT destaca ainda que, para usar a diversidade a favor do sucesso de uma empresa, um líder precisa ter habilidade para mudar o estilo de liderança, tendo clareza sobre quando e como variar de um estilo de autoridade para um estilo de orientação. Afinal, a variabilidade de pessoas em um mesmo ambiente de trabalho deve suscitar a capacidade de comunicar-se com cada uma de maneira específica.

Para Castro, os líderes que conseguirem assumir tais posturas terão uma grande vantagem competitiva, refletida em termos de multiculturalismo. Essa é a razão pela qual o líder deve ser desenvolvido para explorar os benefícios de um ambiente de aprendizagem, que inclua todos os colaboradores. “Os princípios do coaching usados como modelo de liderança são uma excelente forma de dirigir as necessidades dos colaboradores nesse novo ambiente de trabalho”, sugere.

SOBRE A MOT
A MOT – Treinamento e Desenvolvimento Gerencial – é uma empresa de soluções em treinamento, desenvolvimento e gestão de pessoas. Desenvolve programas, palestras, projetos e processos de mudança para levar seus clientes – empresas dos mais variados segmentos – a conquistar competitividade e excelência de desempenho em seus mercados. Formada por uma equipe de cerca de dez profissionais, a MOT é liderada pelos diretores-sócios Alfredo Castro e Valéria José Maria.

SOBRE ALFREDO CASTRO
Um especialista em gestão, consultor, autor e palestrante internacional. Assim pode ser definido Alfredo Castro, profissional com formação multidisciplinar (Finanças, Recursos Humanos, Marketing e Liderança), com uma trajetória profissional em vários países e em segmentos diferenciados.

Castro é Presidente da MOT Training and Development (USA) e membro do Advisory Committee da ASTD (American Society for Training and Development), em Washington, e atua como conselheiro no Brasil e no exterior. É também diretor técnico da ABTD – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento - e membro de comissões do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Além de realizar palestras sobre Liderança, Storytelling, Novas Gerações e Gestão Empresarial (em três idiomas), atua também como professor de cursos de MBA da FIA/USP, além de prestar consultoria pela MOT – Treinamento e Desenvolvimento Gerencial, da qual é diretor-sócio.

Comente aqui